“Seca-se a erva e caem as flores, mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente” (Isaías 40:8).

 

O triste significado atual de “evangélico”

O triste significado atual de “evangélico”
“Pois chegou a hora de começar o julgamento pela casa de Deus…” (1Pedro 4.17)

“Evangélico” era a definição que identificava cristãos fiéis à Bíblia, que levavam a sério a Palavra de Deus no ensino e no viver, sem supressões ou acréscimos. Hoje, porém, o termo infelizmente se tornou inconsistente. Numa época em que seria necessária uma oposição especial ao espírito anticristão da época, muitos evangélicos estão em litígio recíproco, infiltrados, mundanizados, contemporizados, fracos na fé, desanimados e debilitados. As discussões, cisões e escândalos dos últimos tempos são provas suficientes. O único satisfeito com essa situação é o Diabo, ao qual resta “pouco tempo” (Apocalipse 12.12) e espera que o reinado do Anticristo se desenvolva possivelmente sem entraves. Aqui estão alguns exemplos dessa triste situação, que esperamos que seja revertida. Em muitos círculos e comunidades de cristãos encontramos:

a substituição de uma postura bíblica consistente por sistemas contrários à Bíblia e afirmações abertas ou adaptadas para, por exemplo, a relativização das doutrinas bíblicas da Criação, igreja e sobre o fim dos tempos;

a introdução de enganos do humanismo, feminismo, evolucionismo e outros “ismos”;

a relativização ou inobservância de padrões éticos bíblicos, referentes a, por exemplo, concubinato, divórcio com base em mera “desordem”; opiniões, moda e estilo musical mundano;

a falta de disciplina na igreja em caso de pecados crassos e falsas doutrinas que destroem a igreja;

a ascendência do “eu” (mesmo o “eu piedoso”), com seus “privilégios” em relação à majestade e santidade de Deus;

a substituição de verdadeiro discipulado bíblico de confissão de pecados, arrependimento e perdão por métodos de psicologia humanista;

a prática da “cultura do entretenimento” nas igrejas com shows, festas e jogos de diversão;

a mercantilização do evangelho por meio de eventos agressivos de divulgação de editoras, altos cachês para artistas, além de “pregações de arrecadação” desleais, manipuladas e incisivas;

a apresentação de um evangelho de “bem-estar” e de “prosperidade”;

a substituição do ensino bíblico por uma “cultura romântica” superficial;

o crescente prejuízo do teor bíblico e da profundidade doutrinária em favor de experiências e necessidades humanas em muitos novos hinos cristãos;

a crescente omissão com relação a temas bíblicos básicos como “pecado”, “arrependimento”, “cruz”, “seriedade do discipulado”, “inferno” e “perdição eterna”;

a antiga ênfase para o amor e “ternura” de Deus em relação à santidade e à seriedade de seu juízo;

a substituição do espírito bíblico de confissão e resistência por uma busca errônea de unidade e harmonia;

a total falta de ênfase da apologética bíblica (doutrina sobre identificação dos espíritos ou defesa da fé);

a crescente abertura para um ecumenismo de denominações (em parte também de religiões), existente inclusive entre alguns líderes evangélicos;

a ridicularização de irmãos que desejam se manter firmes aos claros padrões da Escritura Sagrada, rotulando-os de “limitados”, “legalistas” e “antiquados”.

Certamente isso – graças a Deus – não acontece em todas as igrejas “evangélicas”. No entanto, a pergunta deve ser feita: será que os cristãos que “valorizam” uma vida cristã tão pobre e superficial estão aptos a enfrentar o Anticristo e os seus precursores? Temo que não, e por isso mencionarei no próximo texto alguns critérios para uma vida cristã resiliente e preparada para o fim dos tempos.

Como orar pelo novo presidente?


Como orar pelo novo presidente?
Daniel Lima

O novo presidente assumiu com grande apoio e grande oposição. Não importa se você elegeu ou não este governante, somos chamados a orar por nossos governantes (1Timóteo 2.1-2). Como orar por este novo governo? E, ao mesmo tempo, como orar por nós mesmos diante deste novo ano?

Ano novo, vida nova… será? Como muitos (quase todos os) brasileiros, passei o momento da virada do ano com família e amigos. Compartilhamos sobre o conceito do “sopro de Deus” em nossa vida no ano que terminava. Não pude assistir a posse do novo governo, mas nos dias seguintes li ataques daqueles que veem evidências da perversidade do novo presidente. Sinceramente, não consigo perceber aquilo que eles veem com tanta clareza. Fiquei igualmente triste ao ler elogios de um nível quase messiânico ao novo presidente. Tampouco consigo ter o mesmo nível de certeza de que devo colocar sobre ele toda a minha esperança.

Pessoalmente, resisto a um culto da personalidade deste ou de qualquer outro governante. Este anseio por um caudilho, esta esperança lançada sobre um governante que vai, por força de seus talentos, personalidade ou mesmo “chamado divino” resolver todos os meus problemas, aponta quão equivocados, superficiais e mesmo facilmente manipuláveis nós somos. Qualquer avanço nosso como nação só vai ocorrer por meio da intervenção divina e muito esforço e sacrifício coletivos e individuais. Ao contrário de uma atitude popular que já foi chamada de sebastianismo, Dom Sebastião não voltará da Batalha de Alcácer-Quibir para nos libertar do jugo espanhol. Em última análise, como cristão que busca compreender e viver a partir da Bíblia, minha esperança tanto pessoal quanto para meu país está em um relacionamento íntimo e pessoal com o Senhor Jesus. No entanto, torço por este governo e vou orar por ele como orei pelos outros. Tenho uma pitada de esperança por ventos que parecem diferentes (ênfase no “parecem”). Embora esperançoso, lembro-me do texto do Salmo 146.3-4:

3Não confiem em príncipes, em meros mortais, incapazes de salvar. 4Quando o espírito deles se vai, eles voltam ao pó; naquele mesmo dia acabam-se os seus planos.

Dizem que muitas batalhas foram perdidas pois os generais perderam o momento oportuno. Por temor ou falta de perspicácia, por falta de informações ou arrogância, estes comandantes deixavam passar o momento em que poderiam fazer os eventos mudar de curso. Com frequência, quando se deram conta do erro, o tempo havia passado. Com certeza nosso presidente vive um momento assim. Para usar uma analogia do futebol: é a final do campeonato, o adversário vence por um gol e o relógio marca 45 minutos do segundo tempo, o goleiro está caído, o artilheiro tem a bola nos pés na entrada da área. Um gol pode levar o jogo para a prorrogação, dando ao seu time a chance da vitória; um chute para fora encerra a partida e todas as esperanças, fazendo com que a longa campanha se torne apenas mais um “poderia ter sido”.

O que separa nosso presidente de fazer diferença positivamente ou de ser apenas mais um “poderia ter sido”? Para mim é o mesmo que separa cada um de nós de realizar a obra de Deus para sua glória ou ser mais um “poderia ter sido”. O ano começa para o governo, mas também para cada um de nós. Não há nada de mágico no início de ano, mas cremos num Deus da renovação, onde cada momento pode ser um reinício. Ao mesmo tempo, cada oportunidade perdida traz consigo consequências. Este é um momento chave, o governo tem a confiança (talvez exagerada) de mais da metade da nação. O que a Bíblia tem a dizer para o presidente e para cada um de nós sobre começar bem, sobre aproveitar as oportunidades?

O ano começa para o governo, mas também para cada um de nós. Não há nada de mágico no início de ano, mas cremos num Deus da renovação, onde cada momento pode ser um reinício.
Para todo aquele que conhece a Palavra, a expressão aproveitar as oportunidades nos faz pensar em Efésios 5.15-17:

15Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, 16aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. 17Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor.

O tema de Paulo é como viver uma vida de acordo com a nova e radical realidade de sermos novas criaturas. O argumento para o início do governo de nosso presidente, mas também para nós, é que sejamos sábios e não tolos. O conceito é bastante comum, embora o ser sábio ainda seja mais uma arte do que uma ciência. A NVI traduz o termo chave como “a maneira como vocês vivem”. É uma excelente tradução, mas o original fala apenas de ter cuidado como “andam”. Desta forma a tradução perde um aspecto da herança judaica que Paulo destaca. A vida para os judeus era muito prática, e seguir a Deus não ficava circunscrito a discursos e teorias. Seguir a Deus tratava-se de vida prática. Por isso Paulo usa um termo tão corriqueiro. Cuidado como você anda, e não apenas cuidado com seus pensamentos ou ideias.

No caso do novo governo, importa mais o dia a dia do que os discursos, pois estes têm sido e serão dilacerados e distorcidos pelos opositores. A verdadeira prova é como será o dia a dia. Como serão tratadas as acusações de corrupção? Onde serão alocados os recursos, como será tratada a incômoda oposição, como serão tratados os sem voz… Na nossa vida, o que Paulo está tratando é do nosso dia a dia e não nossos discursos entre amigos, na igreja ou na rede social. Postar versículos e tratar mal as pessoas ao seu redor é justamente o que faz cristãos terem uma fama tão ruim.

A partir do texto entendemos que temos, sim, uma escolha: viver como sábios ou como tolos! O que significa viver como sábio? Se pudéssemos dar uns conselhos ao novo presidente, quais seriam? Há no texto pelo menos duas sugestões muito concretas e que servem tanto para nosso presidente como para cada um de nós: (1) aproveite as oportunidades e (2) procure compreender a vontade de Deus.

Aproveite as oportunidades
A campanha terminou, o cargo já lhe foi entregue. O tempo dos discursos bombásticos já passou. As palavras de ordem têm um efeito de curta duração. O ministério está montado, o congresso lhe é favorável, um enorme poder lhe foi atribuído. Este é o momento, esta é sua oportunidade. A oposição está preparada para acusar qualquer movimento seu, seja benéfico ou não à nação. Seus apoiadores, por sua vez, estão com os louvores já ensaiados para suas excelentes decisões. O momento é de aproveitar a oportunidade para fazer o bem, para realmente caminhar em uma nova direção. Não se espera milagres (bem, talvez alguns esperem), mas eu espero passos acertados, decisões justas, capacidade de integrar uma nação fragmentada. Capacidade de ouvir sem perder seu rumo. A integridade de confrontar o erro em qualquer canto onde seja descoberto. Esta é sua oportunidade. Estamos aguardando, uns com certeza de seu fracasso, outros já comemorando seus acertos. Imagino que, como eu, a grande maioria esteja esperando com expectativa que algo melhore, e receio de que tudo se torne mais uma esperança perdida.

O mesmo praticamente pode ser dito de cada um de nós que segue a Jesus. Todas a benções espirituais já nos foram concedidas (Efésios 1.3). Temos o Senhor Jesus do nosso lado. Nossos pecados já foram perdoados, muito embora ainda tenhamos que enfrentar algumas das consequências. O que faremos com este ano, com este dia, com o resto de nossas vidas? Que farei com aquela amizade que nunca restaurei? O que farei com aquela palavra dura que proferi? O que farei com aquela pessoa que me buscou? O que farei com o novo ministério que me foi oferecido? O que farei com este dom da vida que me é concedido? Assim como o presidente, o que se espera de nós é que vivamos com justiça, com amor, com integridade e compaixão.

Como pano de fundo desta exortação Paulo nos lembra que os dias são maus. O resumo é que os tempos são difíceis e oportunidades passam. Em Cristo sempre há um recomeço, mas o momento perdido não volta mais. Aquele momento em que eu podia fazer a diferença para Deus não volta mais. Pela graça dele, outros virão, mas o tempo não volta atrás.

Procure compreender a vontade de Deus
Neste ponto eu confesso que minha convicção é que aquilo de melhor que um governante pode fazer é buscar a vontade de Deus, pois minha perspectiva é que Deus tem o melhor tanto para o que crê como para quem não crê. Um aborto não é ruim somente para um crente e bom para o não crente. A única diferença é a opinião pessoal, mas o Criador dos céus e da Terra já definiu o que é bom e o que é mau. A Palavra afirma que todos vamos prestar contas e que “de Deus não se zomba” (Gálatas 6.7). Qualquer pessoa que semear os valores de Deus será abençoada e qualquer um que semear valores contrários ao reino colherá destruição.

Quem já teve de cortar despesas em casa devido a um aperto no orçamento sabe como estas decisões são complexas e raramente agradam a todos.
O novo presidente é o governante de todos os brasileiros. Tanto dos que o elegeram como daqueles que avaliam sua eleição como a maior tragédia das últimas décadas. É seu papel buscar o bem de todos. Neste ponto, me confesso talvez pouco democrático… Não creio que a voz do povo é a voz de Deus. Creio que uma virada no nosso país só será possível se decisões difíceis e impopulares forem tomadas. Quem já teve de cortar despesas em casa devido a um aperto no orçamento sabe como estas decisões são complexas e raramente agradam a todos.

O que a Palavra tem a dizer ao nosso presidente e, por princípio, também a nós? Sou levado rapidamente ao texto de Romanos 14.17-18:

17Pois o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo; 18aquele que assim serve a Cristo é agradável a Deus e aprovado pelos homens.

A definição mais simples da expressão “Reino de Deus” é o âmbito onde sua vontade é realizada, onde seu governo não é contestado. Assim, meus conselhos ao novo presidente seriam três: justiça, paz e alegria.

Saldao
Oro para que este governo seja justo. Com isso não estou falando meramente de nosso sistema judiciário, mas de ações corretas, decisões que honrem a verdade, defendam os mais fracos, promovam a responsabilidade pessoal e social. Oro para que os ímpios não prevaleçam e se enriqueçam às custas dos mais fracos. Oro para que a verdade, mesmo que desagradável, seja o destino que este governo busca. Oro para que privilégios, mesmo sendo legais do ponto de vista jurídico, mas abusivos em termos de justiça, sejam revistos.

Oro por você e por mim, para que nossa justiça pessoal ultrapasse em muito a dos fariseus. Que nossa vida pessoal, familiar, profissional etc. glorifique a Deus por estar alinhada com sua vontade. Oro para que aqueles que nos acusam por sermos cristãos fiquem sem argumentos ao observar a correção de nosso caminhar.

Oro para que este governo promova a paz. Não uma paz de conivências aos injustos, mas uma paz profunda, em que o povo possa sentir-se seguro. Onde a violência seja repreendida, onde a hostilidade não ganhe dividendos. Com isso não estou falando apenas do projeto do desarmamento, pois tenho assistido atitudes de extrema violência e hostilidade em ambientes totalmente desarmados. Oro por um governo que abandone a postura de campanha sem abandonar suas promessas de campanha. Oro por um governo que consiga aglutinar nossa nação tão diversa sob algumas bandeiras, que eu creio, todos defendem.

Oro por você e por mim, para que nossos corações estejam em paz. Oro para que nossos relacionamentos, naquilo que depender de nós, estejam em paz. Oro para que “a paz de Deus, que excede todo o entendimento”, guarde “o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus” (Filipenses 4.7).

Oro por um governo que abandone a postura de campanha sem abandonar suas promessas de campanha.
Por fim, oro por alegria. Curiosamente, a expressão traduzida por alegria não se refere a uma alegria tumultuosa, como a de um estádio de futebol. Nos escritos de Paulo essa alegria está sempre conectada com a esperança que nos aguarda. Assim, a expressão poderia ser traduzida como contentamento ou satisfação. Oro, então, por um governo que, com base em um projeto de longo prazo (nenhum projeto que valha a pena será de curto prazo), sacrifique o agora pelos benefícios que virão. Oro por um governo que promova a satisfação, não de conquistas rápidas e passageiras, mas a satisfação de realmente construir um país diferente.

Oro mais uma vez por você e por mim, para que nós também estejamos satisfeitos e felizes com o que Deus nos tem dado. Oro para que o espírito consumista de nossa era não contamine tanto nossos coração a ponto de termos pastores e teólogos exigindo de Deus bens e posses. Oro para que sejamos marcados por contentamento, copiando a atitude do apóstolo Paulo: “Aprendi o segredo de viver contente em toda e qualquer situação, seja bem alimentado, seja com fome, tendo muito, ou passando necessidade” (Filipenses 4.12b).

O que é o pecado contra o Espírito Santo?


O que é o pecado contra o Espírito Santo?

Samuel Rindlisbacher

Pergunta: “No aconselhamento bíblico as pessoas perguntam com freqüência: Será que cometi o pecado contra o Espírito Santo? Deus ainda pode me perdoar?”.

Resposta: Só podemos responder uma única coisa àqueles que têm essa dúvida: “Não, você não pecou contra o Espírito Santo!”.

Enquanto estivermos aqui na terra, infelizmente iremos pecar e entristecero Espírito Santo. Todos nós, mesmo depois de salvos, erramos e ofendemos a Deus. João escreve: “Se dissermos que não temos pecado nenhum, a nós mesmos nos enganamos e a verdade não está em nós” (1 Jo 1.8). Infelizmente, a realidade é essa. João afirma que todos pecamos e logo aponta para a possibilidade de sermos perdoados, pois diz no versículo seguinte: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 Jo 1.9).

Para entendermos a declaração que Jesus fez acerca do pecado contra o Espírito Santo: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito Santo não será perdoada” (Mt 12.21), precisamos observar todo o contexto das Suas palavras e ir ainda mais além, ampliando nosso foco de visão e voltando ao Antigo Testamento. Uma das finalidades principais do Antigo Testamento era anunciar a vinda do Messias, do Salvador. Autenticando Sua vinda, o Messias faria grandes sinais e milagres.

Quando Jesus começou a atuar publicamente, “indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lc 4.16). Deram-lhe o livro do profeta, e Ele leu: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para por em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (vv.18-19). E acrescentou, referindo-se a Si mesmo: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21).

Ao fazer isso, Jesus estava reivindicando ser o Salvador prometido, Aquele sobre quem o Espírito do Senhor repousava. Como confirmação dessa realidade, Ele curou enfermos, expeliu demônios, andou sobre as águas, alimentou uma grande multidão com apenas dois peixes e cinco pães e ressuscitou mortos. E foi um passo além, afirmando ser igual a Deus! Uma pretensão monstruosa, não fosse a existência dos sinais e milagres acompanhando Suas palavras e acontecendo exatamente como previstos no Antigo Testamento. As manifestações que acompanhariam o Messias e a legitimação divina de Seu ministério já haviam sido profetizadas nas Escrituras do Antigo Testamento.

Os fariseus sabiam de tudo isso. E sabiam muito bem. Mas isso os colocava diante de um grande dilema: eles tinham de escolher entre admitir que Jesus Cristo era o Messias e crer nEle – correndo o risco de perder sua posição e seu status – ou rejeitar Jesus como Messias – e, nesse caso, tinham de encontrar outra saída para explicar as obras que Jesus fazia.

Infelizmente, escolheram a segunda opção e rejeitaram Jesus Cristo. Isso aconteceu mesmo tendo eles pleno conhecimento dos milagres e sinais e sabendo com exatidão o que o Antigo Testamento dizia acerca do Messias que viria. Sua rejeição a Jesus como Messias deu-se apesar de saberem que Ele era o Messias de Israel! Sua resistência a Jesus era tão grande que eles tiveram a coragem de atribuir aos demônios os milagres e sinais que Jesus fazia por meio do Espírito Santo: “Mas os fariseus, ouvindo isto, murmuravam: Este não expele demônios senão pelo poder de Belzebu, maioral dos demônios!” (Mt 12.24).

Essa negação consciente da ação do Espírito Santo, sua inarredável rejeição ao Messias prometido, sua não-admissão de que Jesus era o Prometido, sua decisão consciente: “Nós não O queremos!”, os seus planos malignos para tirar Jesus do caminho, seus jogos de poder para manter sua posição, tudo isso foi chamado por Jesus de pecado contra o Espírito Santo.

Ninguém cuja consciência ainda se manifeste, cometeu esse pecado. Se alguém ainda teme ao Deus vivo, não pecou contra o Espírito Santo. Ninguém é culpado desse maior de todos os pecados se ainda sentir culpa diante de Deus ou lamentar seu estado perdido.

Anime-se outra vez e olhe para Jesus! Ele perdoa, Ele tem prazer em perdoar sempre! E de perdoar mais uma vez! A qualquer hora!

Mas se nossa consciência ainda assim nos acusar e não nos deixar em paz, firmemo-nos na Palavra de Deus, que diz: “se o nosso coração nos acusar, certamente, Deus é maior do que o nosso coração e conhece todas as coisas” (1 Jo 3.20). Deus em Sua graça é maior, bem maior do que a sua consciência em tumulto! (Samuel Rindlisbacher)

A CEIA DO SENHOR

Porque todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha

(1 Coríntios 11:26).

A CEIA DO SENHOR

O Espírito Santo inspirou quatro homens para descrever a Ceia do Senhor: Mateus, Marcos, Lucas e Paulo. Quando unimos estes relatos vemos claramente quão grande é o privilégio que todos os filhos de Deus têm de celebrar essa Ceia durante a ausência de nosso Senhor.

Lucas descreve esta instituição da seguinte maneira: Jesus, “tomando o pão, e havendo dado graças, partiu-o, e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que por vós é dado; fazei isto em memória de mim” (22:19). Mediante o partir do pão, o Senhor Jesus queria ilustrar Sua morte por nós.

O Senhor deu graças antes de partir o pão. Isso nos indica que tal comida deve estar unida à gratidão e à adoração. Nosso coração poderia permanecer insensível e nossa boca muda quando nos lembramos dos sofrimentos, da morte e do inexplicável amor do Senhor?

Depois de cear, o Senhor Jesus tomou o cálice. Paulo o chama de “o cálice de bênção” (1 Coríntios 10:16). Isso significa que nossas bênçãos se devem ao sangue de Cristo vertido na cruz.

Por meio da instituição da Ceia, Jesus Cristo deu um impressionante testemunho de Seu grande amor. É a lembrança da morte de nosso Salvador. Para nós, é uma oportunidade especial de comemorarmos juntos Sua pessoa. Como Ele nos amou! Como Ele fez algo extraordinário, que ninguém mais poderia fazer! Como é inimaginável a posição para a qual Ele nos trouxe por Sua morte: a de filhos do Deus altíssimo!

PODEMOS PERDER A VIDA ETERNA?

Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida

(João 5:24).

PODEMOS PERDER A VIDA ETERNA?

O apóstolo João responde a essa pergunta da seguinte maneira:

“Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna” (1 João 5:13).

No versículo de hoje temos também as palavras do Senhor Jesus registradas no evangelho de João, e há muitas outras sobre isso: “Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim tem a vida eterna” (6:47). Falando sobre Suas ovelhas: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las da mão de meu Pai” (10:28-29).

O que se deduz destas passagens? Que alguém que creu no Senhor Jesus nasceu de Deus, do Espírito Santo (João 1:13; 3:6), portanto nunca poderá ser condenado nem perecer. A certeza de se ter a vida eterna é um ensino do Novo Testamento. O apóstolo Paulo nos diz: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória” (Colossenses 3:3-4). Para admitir que um crente verdadeiramente nascido de novo possa perder a vida eterna seria necessário tirar a vida do próprio Cristo. Aquele que levou nossos pecados na cruz ressuscitou e está vivo. E nós estamos unidos a Ele como “corpo de Cristo, e seus membros em particular” (1 Coríntios 12:27).