Monthly Archives: janeiro 2016

Israel – Uma Crise Nova e Crescente

Israel – Uma Crise Nova e Crescente

Tim LaHaye e Ed Hindson

Embora nós dois sejamos gentios de nascimento e seguidores de Jesus Cristo, há muito tempo temos amado o povo judeu e a nação de Israel. É assim que deveria acontecer com todos os crentes. As Escrituras e a história apresentam pelo menos três importantes motivos para os cristãos cuidarem do povo judeu e de sua terra.

Primeiro, o fundador da nossa fé, Jesus Cristo, era judeu. Foi miraculosamente concebido no útero da judia virgem Maria. Foi criado como filho de um pai judeu chamado José, na cidade judaica de Nazaré. Embora tenha sido traído por Seu próprio povo e entregue às autoridades romanas, Sua morte na cruz levou à Sua ressurreição ao terceiro dia em Jerusalém, a capital de Israel. A Igreja logo teve início nessa mesma capital judaica no Dia de Pentecostes (Atos 2), crescendo rapidamente entre os judeus antes de se expandir em meio aos gentios em todo o mundo.

Segundo, os autores humanos da Bíblia eram quase que exclusivamente do povo judeu. Desde Moisés, autor de Gênesis, até o apóstolo João, autor de Apocalipse, os livros da Bíblia são o resultado de escritores judeus que foram guiados pelo Espírito Santo para produzir as palavras que dirigem nossa fé cristã hoje. Com a possível exceção de Lucas, autor do Evangelho de Lucas e de Atos dos Apóstolos, todos os livros da Bíblia foram escritos por autores judeus. Na verdade, muitos estudiosos creem que Lucas era judeu. Ele foi levado à fé em Cristo pelo apóstolo judeu Paulo.

Terceiro, o povo judeu fundou a Igreja em Jerusalém. Sem a liderança dos apóstolos judeus de Jesus e dos corajosos primeiros seguidores de Cristo, a Igreja que amamos hoje não seria o que é. Esses primeiros judeus cristãos arriscaram suas vidas pelo Evangelho e muitos foram martirizados por causa de sua fé em Cristo.

A história dos Estados Unidos da América também tem sido grandemente influenciada por seu relacionamento com a nação de Israel e com o povo judeu. Muitos dos maiores líderes da América reconheceram a aliança de Deus com Abraão em Gênesis 12.3: “abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Quando Israel se tornou novamente uma nação, em 1948, os Estados Unidos tiveram um papel importante no apoio ao seu reconhecimento na comunidade internacional. Os esforços dos Estados Unidos da América na Segunda Guerra Mundial também afirmaram seu apoio ao povo judeu, salvando muitas vidas de judeus dos campos de concentração e da ira do nazista alemão Adolf Hitler.

Hoje, os EUA enfrentam uma crise nova e crescente relativamente a seu relacionamento histórico com Israel. A nação judaica está rodeada por vizinhos hostis, que tanto se negam a reconhecer sua existência quanto se propõem a apagar Israel do mapa. Além disso, muitos desses vizinhos estão fomentando uma aliança de nações que se colocam em oposição a Israel e sua soberania. Dentre essas tensões que estão surgindo, as nações ocidentais falam cada vez mais de paz, mas mostram pouca ação de apoio a Israel. Essas “inações” deixam o povo judeu em uma posição vulnerável, que mostra finalmente a proteção de um Deus amoroso que cuida das fronteiras da nação.

A pequenina nação de Israel e seus hostis vizinhos muçulmanos. As nações árabes totalizam mais de 5.000.000 de milhas quadradas de território, enquanto que Israel conta com somente 9.000 milhas quadradas. (Fonte: Randall Price, Fast Facts on the Middle East Conflicts [“Breves Fatos Sobre os Conflitos no Oriente Médio” em tradução livre] (Eugene, OR: Harvest House, 2003), p. 82. Usado mediante permissão.

Israel é o super sinal de Deus para os tempos do fim. Infelizmente, um número crescente de cristãos não interpreta a Bíblia literalmente no que se refere a Israel. Em vez disso, líderes e movimentos cristãos advogam popularmente os errôneos ensinamentos daquilo que é conhecido como Teologia da Substituição. Os proponentes dessa visão creem que a Igreja substituiu Israel no plano de Deus para o futuro. Em vez de olharem para a frente, para as bênçãos futuras de Deus sobre Israel, aqueles que adotam a Teologia da Substituição querem reivindicar as bênçãos de Deus sobre a Igreja. Todavia, aqueles que sustentam essa visão entendem mal os três grupos de pessoas ordenados por Deus os quais a Bíblia menciona no contexto dos tempos do fim. Paulo menciona esses grupos em 1Coríntios 10.32: “Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a igreja de Deus”.

Estes três grupos incluem claramente os gentios, os judeus e os cristãos. E o que dizer sobre os judeus que aceitaram Cristo pela fé? Esses indivíduos são judeus por nascimento e cristãos pela fé. Nosso amigo e colega Dr. Thomas Ice fez a seguinte observação em Charting the End Times [Gráficos Sobre os Tempos do Fim]:

O estudo da profecia bíblica divide-se em três grandes áreas: as nações (gentios), Israel, e a Igreja. Das três áreas, são apresentados mais detalhes relativos aos planos futuros de Deus para Sua nação, Israel, do que para as nações ou para a Igreja. Quando a Igreja entende essas profecias pertencentes a Israel literalmente, como nós fazemos, então vemos que uma grande agenda profética está por vir referente a Israel como povo e nação. Quando a Igreja espiritualiza essas promessas, como tem feito com muita frequência na história, então a singularidade profética de Israel é irrealisticamente incorporada pela e combinada com a Igreja. Mas, se considerarmos as Escrituras criteriosamente, poderemos ver que Deus tem um futuro maravilhoso e abençoado planejado para os judeus individualmente e para o Israel nacional. É por isso que cremos que Israel é o “super sinal” de Deus para os tempos do fim.

As promessas de Deus a Abraão e a Israel são incondicionais e garantidas através de várias alianças subsequentes. Um padrão definido para a história futura de Israel foi profetizado em Deuteronômio antes que os judeus colocassem o pé na Terra Prometida (Deuteronômio 4.28-32). O padrão predito para o programa de Deus para Israel foi: Eles entrariam na terra sob a liderança de Josué, e finalmente se voltariam contra o Senhor e seriam expulsos da terra e espalhados por entre as nações gentílicas. De lá, o Senhor reagrupará o povo judeu durante os últimos dias e eles passarão pela Tribulação. Próximo do final da Tribulação, eles reconhecerão o Messias e serão regenerados. Cristo então retornará à Terra e resgatará Israel das nações que estarão reunidas no Armagedom para exterminar os judeus. Um segundo reajuntamento da nação então ocorrerá em preparação para o reinado milenar com Cristo, em cujo tempo todas as promessas a Israel que não tiverem sido cumpridas se realizarão. Este padrão é apresentado pelos profetas e reforçado no Novo Testamento.

Assim como está fazendo com a Igreja e as nações, Deus está movendo Seu povo escolhido – Israel – ao lugar determinado para o cumprimento futuro de Suas profecias relacionadas com a nação. Ele já trouxe o povo judeu de volta à sua terra da antiguidade (1948) e já lhes deu Jerusalém (1967). Entretanto, a atual situação de Israel é de constante caos e crise, especialmente na cidade velha de Jerusalém. Finalmente, Israel assinará uma aliança com o Anticristo e isso dará início à Tribulação de sete anos.

O reajuntamento de Israel e o caos são sinais específicos de que o programa de Deus para os tempos do fim está à beira de ser lançado a toda velocidade. Adicionalmente, o fato de que todas as três correntes da profecia (as nações, Israel, e a Igreja) estão convergindo pela primeira vez na história constitui um sinal em si mesmo. É por isso que muitos estudantes de profecia creem que estamos próximos dos últimos dias. Se você quiser saber o rumo que a história está tomando, simplesmente mantenha seus olhos naquilo que Deus está fazendo a Israel. [1]

O Evangelho de Jesus Cristo é para todos os grupos étnicos: asiáticos, africanos, europeus, judeus, árabes – nenhum está excluído. Deus não é antiárabe e tampouco nós o somos. Ele ama o povo árabe como ama todos os povos. Duas vezes Ele poderia ter resolvido o chamado conflito árabe-israelense 4.000 anos atrás se deixasse Ismael, o pai dos árabes, morrer no deserto (Gn 16.7-11; 21.17-18). Em vez disso, o próprio Senhor interveio para poupar a vida de Ismael e promete fazer dele uma grande nação, o que, de fato, Ele fez.

O verdadeiro conflito no Oriente Médio é mais religioso do que étnico. Islamismo é uma religião, enquanto que árabe é uma etnia. Nem todos os árabes são muçulmanos. Há muitos árabes que são cristãos, que são política e socialmente mantidos atrás da “Cortina Islâmica”. Eles precisam de nossas constantes orações, ajuda e apoio. Da mesma forma, há muitos muçulmanos que não são árabes. Por exemplo, há turcos, curdos, afegãos, iranianos e indonésios que não são da etnia árabe. Portanto, a verdadeira ameaça a Israel e ao ocidente é o fanatismo religioso.

A mão de bênçãos de Deus tem estado sobre o povo judeu por toda a história – desde o início com Abraão e Sara, durante a fuga da escravidão no Egito sob a liderança de Moisés, e durante inúmeros acontecimentos encontrados tanto na Bíblia quanto por toda a história. Durante séculos, o povo judeu tem estado espalhado por todo o mundo, mas, em décadas recentes, Deus o está reunindo na moderna nação de Israel. Quanto ao futuro, a Bíblia fala de ambos os tempos de julgamento e de bênçãos sobre Israel, culminando em novos céus e nova terra, que incluirão a cidade celestial chamada Nova Jerusalém.

Uma das fontes chave do ódio contra Israel nestes dias são as facções islâmicas extremistas, que estão determinadas a reconquistar qualquer terra que algum dia já tenha pertencido às forças islâmicas. Isto inclui a moderna nação de Israel. Nem todos os muçulmanos são extremistas, mas infelizmente aqueles que são extremistas são inúmeros e são firmemente comprometidos com a destruição e eliminação de Israel. Esses terroristas radicais creem nas mentiras de Satanás que blasfema contra a natureza de Deus e Seus mandamentos para vivermos vidas santas, de acordo com a Bíblia, e oferecem uma eternidade profana e imoral para aqueles que derem sua vida à promoção do avanço da dominação muçulmana por sobre todo o mundo. (Tim LaHaye e Ed Hindson — Chamada.com.br)

Judeus brasileiros mudam-se para Israel em números recorde

Judeus brasileiros mudam-se para Israel em números recorde

Arno Froese – 08/01/2016

A imigração para Israel, ou aliyah, do Brasil mais do que dobrou nos últimos quatro anos, de 191 em 2011 para mais de 400 [em 2015]. O crescimento médio da aliyah para toda a América Latina, no mesmo período foi de apenas 7 por cento. Embora tenha aproximadamente a metade da população judaica da vizinha Argentina, o Brasil enviou mais imigrantes para Israel por dois anos consecutivos. Estima-se que 120.000 judeus vivem no Brasil.

“Eles buscam um futuro melhor”, disse Gladis Berezowsky, 58 anos, que ajuda a administrar Beit Brasil, uma organização não governamental com sede em Israel estabelecida em 2014 para ajudar os brasileiros que pretendem mudar para Israel.

“Nós queríamos dar aos nossos filhos uma melhor qualidade de vida nos campos educacional, social e religioso”, disse Fabio Erlich. “Israel permite que você seja um judeu sem limitações, não só no exterior, mas principalmente no coração. Encontrar um emprego em Israel fez o nosso grande sonho sionista se tornar realidade”. —www.jpost.com, 08 de dezembro de 2015

Brasil, o país que tem tido um sucesso notável em sua reestruturação, agora está tropeçando. Como resultado, os judeus estão deixando o país para ir a Israel.

Quando Moisés se dirigiu ao povo de Israel, revelando a bênção e a maldição, ele conclui, “Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o Senhor teu Deus. Ainda que os teus desterrados estejam na extremidade do céu, desde ali te ajuntará o Senhor teu Deus, e te tomará dali; E o Senhor teu Deus te trará à terra que teus pais possuíram, e a possuirás; e te fará bem, e te multiplicará mais do que a teus pais. E o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, para amares ao Senhor teu Deus com todo o coração, e com toda a tua alma, para que vivas.” Deuteronômio 30.3-6 — Arno Froese — Beth-Shalom.com.br

A Moeda Mundial Está Apenas a um Clique de Distância?

A Moeda Mundial Está Apenas a um Clique de Distância?

Christopher J. Katulka

Para muitas pessoas hoje em dia, fazer compras online é a melhor opção. Você não tem que enfrentar o trânsito nas estradas ou esperar em longas filas. Não há corredores lotados e a loja nunca fecha. Você pode ligar o computador, sentar-se, relaxar e fazer compras em seu tempo de lazer.

Atualmente, você pode comprar online qualquer coisa que quiser, inclusive livros, roupas, eletrônicos – até mesmo mantimentos. É, isso mesmo, você pode fazer as suas compras de supermercado online, e o supermercado vai entregá-las diretamente em sua porta dentro de 24 horas.

A tecnologia está mudando a forma como fazemos quase tudo. Ela até mesmo está ousando mudar a moeda que usamos.

A Bíblia indica que, no final dos tempos, o mundo vai usar uma moeda universal. O apóstolo João escreveu que, durante a futura Tribulação de sete anos, o Anticristo:?“A todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos, faz que lhes seja dada certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte, para que ninguém possa comprar ou vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta ou o número do seu nome. (…) Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (Ap 13.16-18).

João deve ter perguntado a si mesmo: “Como é que o Anticristo irá exercer controle internacional e manipular quem compra e vende em uma economia enorme?”. Mas o que parecia incompreensível no tempo de João tornou-se uma realidade hoje. Os avanços tecnológicos tornaram o nosso mundo muito menor e mais conectado com o simples clique de uma tecla de computador.

A “marca” em Apocalipse 13.16-17
Ela pode ser interpretada como um selo, um carimbo ou uma gravação de algum tipo, feita pelo homem. Receber a marca da besta será obrigatório para todos durante a Tribulação. De acordo com o Apocalipse, a marca possui duas funções:

• Identificação:

Ela identifica as pessoas que mostram lealdade à missão e à obra do Anticristo. Aqueles com a marca aceitam o objetivo dele de unificar as nações sob sua administração e de forçar todos a adorá-lo em sua completa arrogância. O versículo 16 não coloca nenhum limite social ou cultural em quem pode receber a marca. É para “os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos”,?em todos os lugares. Ninguém ficará isento do plano do Anticristo.

A marca também comunica a mensagem de completo desligamento de Deus. O Apocalipse diz que aqueles que recebem a marca estão em rebelião contra o Senhor e destinados a enfrentar Sua ira (Ap 14.9; Ap 19.20).

Por outro lado, aqueles que recusarem a marca estarão em perigo de serem martirizados; mas eles permanecerão em fidelidade a Deus, e sua recompensa é grande: a vida eterna (Ap 20.4).

• Controle:

A marca da Besta também funciona como uma maneira para o Anticristo controlar toda a população. A menos que uma pessoa receba a marca, ela será incapaz de comprar ou vender qualquer coisa no mercado global, o que significa que muitos provavelmente aceitarão a marca simplesmente para poderem sobreviver. Gerenciar o que as pessoas compram e vendem em uma escala tão imensa exigiria uma moeda corrente mundial para monitorar todas as transações.

O controle social e financeiro dessa magnitude teria sido inconcebível na Roma do século I. Não obstante, com os desenvolvimentos sociais e financeiros de hoje na tecnologia, a idéia de controle financeiro mundial é desconfortavelmente plausível.

Proposição da ONU
Não muito tempo depois da recessão dos Estados Unidos que se espalhou globalmente em 2008, a Conferência Sobre Comércio e Desenvolvimento da ONU propôs uma moeda mundial gerenciada, um “Global Reserve Bank” (Banco Central Global), para ajudar a sair da dominação do dólar e impedir que uma moeda única afete negativamente a economia global. O relatório de 218 páginas declara que uma moeda controlada internacionalmente ajudaria a estabilizar cada país-membro.[1] A idéia de uma moeda global não está somente nas mentes dos burocratas da ONU, mas também nas mentes daqueles que chegaram ao ponto de não mais confiar no sistema bancário em geral.

Veja o exemplo da “Bitcoin”, uma moeda peer-to-peer* digital criada pelo desenvolvedor cujo pseudônimo é Satoshi Nakamoto. A moeda altamente controversa transcende a todos os países, moedas e mercados. Ela carece de regulamentação e não tem nenhuma necessidade de um banco que atue como mediador.[2]

Quando quer comprar um produto com Bitcoin, você faz uma transação digitalmente secreta, com carimbo da data, com a pessoa ou a empresa com quem você está fazendo negócios. Você e seu computador se tornam o banco. E, como não há banco físico, Bitcoins são salvos em uma carteira digital que fica em seu computador ou armazenada na nuvem digital, o que significa que essa moeda reside em um gigantesco centro de dados em algum lugar no grande desconhecido.

Com Bitcoin, você e seu computador se tornam o banco.
Qualquer um pode ser pago, poupar e investir Bitcoins; tudo o que você precisa é um computador, tablet ou smartphone para se conectar à internet. Como Bitcoin é uma moeda sem dinheiro, você adquire Bitcoins através de uma troca de produtos, serviços ou outras moedas. Isso significa que, se você vender um produto ou prestar serviços, você tem a opção de ser pago em Bitcoins. Você também pode comprar Bitcoins, pagando com a moeda do seu país, através de uma empresa de processamento de Bit­coins, como a BitPay.

Orgulhosamente, este sistema oferece transações anônimas. No entanto, a capacidade de controlar tal moeda digital para supervisionar compras seria simples de se implantar.

Não se trata de uma idéia bizarra
Provavelmente, você está pensando que essa moeda é uma invenção bizarra, vanguardista, clandestina, que não tem base para se manter. Não é assim. Não fique surpreso ao saber que Bitcoin é muito mais desenvolvida do que muita gente pode imaginar.

Para começar, as grandes corporações amam a taxa de serviço de menos de 1% cobrada sobre as transações, comparada às taxas de serviço de 2% ou de 3% que as empresas de cartões de crédito cobram. Além disso, muitas empresas vêem o mundo se movendo na direção de uma sociedade sem dinheiro e querem estar à frente da curva na transição das moedas.

Empresas como a megastore online Overstock.com recentemente começaram a aceitar pagamentos na forma de Bitcoins. Os Sacramento Kings e os Golden State Warriors, times da Associação Nacional de Basquetebol dos EUA, com prazer aceitarão sua moeda digital, e a Tesla Motors, a mais jovem empresa americana de automóveis, alegremente venderá os seus carros elétricos de 100.000 dólares em troca dos seus Bitcoins.

BitPay, uma empresa processadora de Bitcoins com sede em Atlanta, no estado americano da Georgia, se orgulha por ter mais de 15.000 negociantes em 200 países. E pensar que, recentemente, em setembro de 2012, a BitPay tinha meros 1.000 negociantes. A Bit­Pay também afirma ter processado a quantidade espantosa de 100 milhões de dólares em transações de Bitcoins peer-to-peer.

A revista Forbes, uma das principais editoras mundiais de notícias sobre negócios, apregoa: “Bitcoin começou em 2013 a 13 dólares americanos cada moeda, para atingir, em 2014, cerca de 800 dólares, com a fascinação mundial conduzindo a um ganho de 60 vezes”.[3] A taxa extraordinária de crescimento da Bitcoin provavelmente indica que a moeda não está para desaparecer tão cedo.

John Dyer, autor de From the Garden to the City: The Redeeming and Corrupting Power of Technology [Do Jardim à Cidade: O Poder Redentor e Corruptor da Technologia], diz: “Quando a tecnologia tiver nos distraído tanto a ponto de já não a examinarmos mais, ela terá a maior oportunidade para nos escravizar”.[4] Vivemos em uma cultura que mergulha de cabeça na tecnologia, sem jamais avaliar as conseqüências a longo prazo.

E, embora Bitcoin possa ou não ser confiável, ou ser a moeda única do mundo no futuro, ela revela que há uma infraestrutura, um desejo e um mercado para uma moeda sem dinheiro, digital, global. A pergunta é: “Quem a controlará?”. (Christopher J. Katulka — Israel My Glory — Chamada.com.br)

* Peer-to-peer (do inglês par-a-par ou simplesmente ponto-a-ponto, com sigla P2P) é uma arquitetura de redes de computadores onde cada um dos pontos ou nós da rede funciona tanto como cliente quanto como servidor, permitindo compartilhamentos de serviços e dados sem a necessidade de um servidor central. (Wikipédia)

CINCO MISSIONÁRIOS MÁRTIRES NO EQUADOR

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CINCO MISSIONÁRIOS MÁRTIRES NO EQUADOR

Cinco homens – todos eles jovens – com personalidades diferentes, provenientes de diversas zonas do Estados Unidos, chegaram ao Equador com um objectivo comum. Todos eles tinham respondido a uma mesma chamada: a de pregar o evangelho onde ele nunca tinha sido pregado. Um mesmo e terrível povo estava no coração deles: os Aucas. No entanto, para evangelizá-los, deveriam estar dispostos a pagar o preço.

Operação Auca

O domingo 8 de Janeiro de 1956 tornar-se-ia uma data inesquecível, ainda que dolorosa, para as missões das selvas equatorianas na América do Sul. Nesse dia o missionário Nate Saint, partiu cedo de Arajuno, a base das operações da “Operação Auca”, e sobrevoou pela enésima vez no seu pequeno Piper Cruiser, a aldeia dos temidos Aucas. A falta de alguns homens encheu-o de alegria. De volta para margem do rio Curaray, a que os missionários haviam dado o nome de “Palm Beach”, avistou um grupo de aproximadamente dez homens que se dirigiam precisamente para esse lugar. Em poucos minutos e adiantando-se ao grupo auca, Nate aterrou junto aos seus companheiros:

— Finalmente rapazes! Eles vêm até cá!

Durante três meses e dois dias estavam fazendo aproximações por avião, deixando prendas atrás de prendas, com mensagens de boa vontade e agora finalmente, tinha chegado a hora de vê-los cara-a-cara, em terra. Os cinco misionários tinham entrado em território auca havia cinco dias e estes, finalmente estavam decididos a aproximar-se.

Com esta boa notícia, Nate chamou às 12h30 a sua esposa Marj, que seguia atentamente os seus movimentos através de radio, em Shell Mera, a base das missões cristãs no Equador oriental. Com palavras entrecortadas disse:

— Uma comissão de 10 homens vem a caminho. Parece que vão estar aqui para o culto da tarde. Orem por nós. Este vai ser o dia! Falamos outra vez às 16h30.

Cinco vocações incontornáveis

A “Operação Auca” foi o ponto final de uma estratégia missionária que havia começado muito tempo atrás no coração de cinco jovens missionários norte-americanos.

Desde muito jovem, Jim Elliot, nascido em 1925, preparou-se para aquilo que ele achava ser a missão da sua vida: pregar o evangelho a pessoas que nunca o tinham ouvido em algum país hispano-americano. Desde pequeno, familiarizou-se com as Escrituras, e desde os anos de colégio – onde foi bom aluno – interessou-se pelo estudo da língua espanhola.

Em Novembro de 1947, Jim escreveu a seguinte carta aos Jim Elliot 1 seus pais: “O Senhor deu-me uma sede de justiça e piedade para qual Ele é a única fonte. Somente Ele pode satisfazer esta sede, ainda que Satanás esteja interessado em apagá-la ao suscitar um vasto leque de diversões, tais como a vida social, a busca de renome, de boa posição, ou a obtenção de diplomas académicos… O que será senão o desejo dos pagãos, cujas paixões são falsas e pervertidas? Estes valores não podem em nada cativar a alma que já viu a beleza do Senhor. Provavelmente vão ouvir falar da menção que obtive na faculdade: ela reveste-se do mesmo carácter. Esse diploma vai ser arrumado daqui a pouco numa velha mala na nossa cave, juntamente com o prémio especial, resultado de 4 anos de estudos em Benson. “Debaixo do sol, tudo é vaidade, e anda atrás do vento”. A verdadeira vida está escondida em Cristo…Nesta vida nunca conseguimos uma realização completa: chegar a um objectivo há muito desejado, levanos a ambicionar por outro ainda mais elevado – processo que só se termina com a morte… Que o Senhor nos ensine a viver cada dia como se fosse o último, como Paulo disse: Não tenho a minha vida em nada por preciosa, somente possa acabar a carreira da fé…”

No verão de 1950, depois dum encontro com um missionário que estava no Equador e que o informou das necessidades daquela região, Jim percebeu com maior clareza que deveria ir para lá. Os seus pais interrogaram, juntamente com outros, se o ministério do Jim não seria mais frutuoso nos Estados Unidos onde tantas pessoas ignoram ainda a verdadeira mensagem do Evangelho. Ele respondeu: “Não consigo ficar no meu país enquanto os Quichuas perecem. Que importa se as igrejas repletas da minha terra não estão avivadas? Elas têm as Escrituras, Moisés e os profetas, e muito mais ainda. A condenação delas está escrita nos seus livros de cheques e no pó que recobre as suas Bíblias.”

Em Agosto de 1951 Jim encontrou-se com um velho amigo, Peter Fleming. nascido em 1928. Este acabava de se formar e estava à procura da direcção divina para a sua vida. Como fruto desse encontro, ambos se deram conta de um destino comum. Em Fevereiro de 1952 Jim e Pete tornaram o sonho deles realidade, viajando para o Equador.

Jim Elliot e Peter Fleming em 1952 O noivado de Pete Fleming com Olive Ainslie não foi impedimento. Partiu sem as responsabilidades de uma família. Seria assim pelo menos no primeiro ano.

Depois de seis meses de estudo de espanhol em Quito, foram para a Selva, até Shell Mera, onde se situava a base da Associação Missionária de Aviação (M.A.F.). Dali seguiram viagem até Shandia, uma estação missionária Quichua.

2 Em Dezembro de 1952, juntou-se a eles, Edward McCully, antigo companheiro de colégio de Jim, desportista e orador destacado. Ed cresceu no Middle West numa família onde o Senhor tinha a primazia. Filho de um pregador activo, que se deslocava um pouco por toda a parte nos Estados Unidos e que testemunhava fervorosamente aos seus colegas de trabalho, Ed tinha pensado tornar-se advogado, mas antes de se matricular no curso de Direito, Deus mostrou-lhe outro caminho. Agora ele, com sua esposa Marilou e o seu pequeno Stevie juntavam-se ao grupo missionário.

Ed Mac Cully, Marilou e Stevie Nate Saint Nate Saint, piloto da M.A.F, e a sua esposa Marj Farris, chegaram a Shell Mera alguns anos antes, em 1948. Como profissional de mecânica dos Aviões, a sua missão consistia em transportar no seu Piper Cruiser, missionários, suas provisões, doentes, até e desde as zonas mais afastadas e isoladas. As preocupações dele eram a segurança, a eficiência e a economia. Num dos aviões, resolveu trocar os belos assentos, por uns menos confortáveis e mais leves que permitiriam transportar mais comida e equipamentos. Nate tinha um princípio espiritual que também aplicava aos aviões: “Quando o voo da vida termina e quando descarregamos do outro lado, aquele que se livrou de cargas inúteis será aquele que apresentará a carga mais valiosa ao Senhor.”

Roger Youderian foi o último elemento a juntar-se ao grupo. Nascido em 1924 numa fazenda do Estado do Montana, era o sétimo filho duma família de agricultores. Recebeu por parte da mãe uma formação bíblica fervorosa e sólida. Tornou-se páraquedista do exército, e lutou na Segunda Guerra Mundial. Quando estava em Berlim, sentiu a chamada de Deus para ser missionário. Desde 1953 que servia entre os índios jivaros e os atshuara.

3 Uma carga especial

Cinco homens com talentos e personalidades muito diferentes, vindos dos Estados Unidos, da Costa Oeste e ainda do Middle West chegaram ao Ecuador; diferentes mas unidos por um desejo comum. Todas as outras tribos em volta tinham sido alcançadas: os jivaros, os quichuas, os colorados, os cayapas, mas os aucas tinham resistido firmemente. Quem eram e porque eram tão hostis?

Os aucas eram uma tribo – e um território – impenetráveis. Todos os missionários anteriores, desde Pedro Suárez em 1667 tinham sido assassinados. Apesar de tudo, eles abriram-se à civilização mas vez após vez terminou em tragédia. A hostilidade para com o homem branco acentuou-se por causa dos caçadores de borracha no princípio do século XX, que os tinham roubado, torturado, escravizado e matado. Isto havia remetido os aucas à desconfiança e ao temor.

Este povo intrigava os missionários. “Seriam eles assassinos natos? Matariam eles para preservar o seu território? Ou matariam para roubar? Estas perguntas ficavam sem resposta. No entanto, algumas coisas estavam claras: para os aucas, o homem branco era indesejado, e qualquer que se atrevesse a pisar território auca, punha a sua vida em risco.

“A Operação Auca”

A operação começou em Setembro de 1955.

O primeiro passo de aproximação foi feito por Ed McCully que se estabeleceu em Arajuno, um lugar onde viviam cerca de uma centena de quichuas, situado à beira do território auca. Somente um rio os separava. Como tal, Ed colocou uma rede de arame eléctrica em volta da casa e tinha sempre à mão uma pistola e uma espingarda, para poder intimidar em caso de algum ataque. Arajuno começou por ser a base das operações.

No dia 19 de Setembro, Nate e Ed sobrevoaram aquela selva cerrada em busca de zonas habitadas. Depois de alguma procura, encontraram cerca de 15 lugares mais abertos e umas poucas casas. Duas semanas depois, Nate e Peter realizaram uma nova exploração e descobriram meia dúzia de casas a somente 15 minutos de voo de Arajuno. Não havia dúvidas quanto ao próximo objectivo!

4 Para ultrapassar a barreira da língua, Jim viajou até uma fazenda das proximidades onde vivia Dayuma, uma mulher auca que, depois de um combate sangrento, viu toda a sua família ser massacrada e não teve outra solução senão fugir. Ela ensinou-lhe algumas frases que permitiram aos missionários a primeira aproximação. “Biti miti punimupa” que significa “eu gosto de vocês”, “Biti winki pungi amupa” que significa “Quero entrar em contacto convosco”, foram algumas das frases que Jim anotou minuciosamente no seu bloco assim como mais algum vocabulário usual.

Dayuma No dia 6 de Outubro, começaram a lançar desde o ar, algumas prendas. Para isso usavam uma técnica que Nate engenhosamente havia criado. Com esta técnica a que chamou de “corda em espiral”, lançavam um cesto amarrado a uma corda. O avião voava em círculos apertados a uma determinada velocidade que permitia ao cesto cair quase direito em determinado sítio pretendido. Em baixo alguém podia recolhê-lo com a mão, tirar o que continha e até colocar dentro alguma coisa antes que fosse novamente levantado desde o avião.

Seguiram-se mais visitas e mais prendas, umas atrás das outras. Alguns utensílios, ferramentas, roupas, etc.. Os missionários achavam que um programa regular de entregas durante algum tempo poderia convencer os índios das boas intenções do grupo. Para despertar alguma curiosidade, eram lançadas coisas diferentes de umas vezes para as outras. As reacções eram animadoras. Os aucas estavam a responder como esperado. O avião era aparentemente aguardado com entusiasmo. Nenhuma reacção de medo, nem de ameaça. As roupas oferecidas eram logo vestidas.

Na quarta viagem, Nate instalou um altifalante que funcionava com ajuda de uma bateria para poder enviar as mensagens amigáveis que Jim tinha aprendido. Na sexta semana, os aucas começaram a agradecer, de vez em quando com alguma oferta que colocavam no cesto. Uma delas foi um belo papagaio. Cada sinal amigável da parte dos aucas era recebido com grande alegria por parte dos missionários.

Ed MacCully, Peter Fleming e Jim Elliot No dia 3 de Dezembro, já iam na nona visita. À medida que o tempo passava, viam aproximar-se o dia de um encontro terrestre. Para isso, começaram a explorar o terreno, o que os levou a descobrir uma praia junta ao Curaray onde seria possível aterrar. Ficava a 6/7 quilómetros da “cidade terminal”, povoação auca que costumavam visitar.

O plano estava traçado até ao mais pequeno detalhe. Cada missionário tinha um cargo na “operação Auca”. Inclusivamente a Marj, teria a importante tarefa de manter o contacto via rádio com o avião desde Shell Mera. Por seu lado, Bárbara (a esposa de Roger) ficaria em Arajuno com Marilou (esposa de Ed) com a tarefa de preparar a comida que seria levada diariamente para Palm Beach.

5 Nesta altura, as cinco esposas (entretanto o Jim Elliot já se tinha casado com a Elisabeth e o Peter Fleming com a Olive Ainslie), tinham bem presente a possibilidade de virem a ficar viúvas nesta operação, mas a conclusão era clara: quando se casaram, não tinham dúvidas quanto a Quem ocuparia o primeiro lugar – Deus e a Sua obra.

Diário do Jim Elliot onde ele escreveu a sua célebre frase…”Não é louco quem abre mão do que não pode reter, para ganhar o que não pode perder.”

Na manhã do dia 3 de Janeiro, os cinco homens cantaram juntos um dos seus hinos preferidos e foram. No avião levaram os utensílios e ferramentas necessários, incluindo, uma pequena casa que instalaram no tronco de uma árvore, a 10 metros de altura, junto à praia.

Na quarta e na quinta, Nate e Peter que iam dormir a Arajuno, sobrevoaram a “Cidade terminal” convidando os homens a virem a Palm Beach. Alguns pequenos sinais deixavam adivinhar uma aproximação para breve.

Na sexta às 11:15 ouviu-se uma voz do outro lado do rio, e viram-se 3 aucas, um homem e duas mulheres. Os missionários receberam-nos amigavelmente. O homem, ao qual deram o nome de “George”, mostrava interesse pelo avião. Então Nate convidou-o a sobrevoar povoação auca. O resto do dia correu sem surpresas.

Nate Saint e “George“ no primeiro encontro terrestre

No sábado, não aconteceu nada de especial.

O dia “D”

No domingo 8, Nate avistou desde o ar, um grupo de 10 aucas a aproximar-se. Às 12h30, contactou sua esposa via rádio, informando-a da situação e pedindo-lhe para se manter atenta para o contacto das 16h30.

Às 16h30, as esposas tentavam contactar o avião. Umas desde Shell Mera, outras desde Arajuno. Chamavam para Palm Beach, mas só restava o silêncio. Esperaram até à noite, na expectativa de que o silêncio se devia a algum pequeno contra-tempo. Os minutos eram longos e dolorosos.

6 Às sete da manhã do dia 9, Johnny Keenan, colega de Nate na M.A.F. sobrevoou a praia de Palm Beach para conseguir algumas notícias dos companheiros. Às 9h30, Johnny, transmitiu a informação, que Marj de seguida também retransmitiu a todos:

—Johnny encontrou o avião na praia. Arrancaram-lhe o estofo. Ninguém à vista.

Os dias seguintes

Na quarta, colegas missionários, militares norte-americanos e equatorianos organizaram uma operação de resgate que partiu de Arajuno rumo a Palm Beach. Abrigavam ainda a esperança de poderem encontrar um deles com vida, eventualmente tentando regressar a pé para a base de Arajuno.

Elisabeth Elliot, após a notícia Quando regressaram a Palm Beach, tinham descoberdo 4 corpos; o quinto tinha sido avistado pouco antes mas foi impossível reencontrá-lo nas águas abaixo. A equipa de salvamento sepultou os corpos debaixo da árvore onde os missionáiros tinham instalado a casa.

No sábado, o capitão Dewitt do serviço de socorros, convidou as viúvas a sobrevoar o local onde tinham sido sepultados os seus maridos. Ao regressar Marj Saint, viúva de Nate Saint, afirmou:

— É o mais belo cemitério do mundo!

O muro abriu-se

A confiança serena das jovens mães ora viúvas ajudou as crianças a encararem a situação sem qualquer sentimento de tragédia. Tratava-se somente do cumprimento do vontade de Deus. “Eu sei que o meu papá está com Jesus. Sinto muito a falta dele, gostava que ele viesse brincar comigo de vez em quando!” dizia o pequeno Stevie McCully com 3 anos. De regresso aos Estados Unidos, algumas semanas mais tarde, nasceu o Matthew, irmão mais novo de Stevie. Certa vez, quando chorava, este último disse-lhe: “Não te preocupes, quando chegarmos ao céu, eu mostro-te o nosso papá”. Seria o preço demasiadamente elevado?

Elisabeth e Valérie Elliot

Para a generalidade das pessoas, parecia um desperdício de cinco jovens vidas, mas Deus tinha um plano e um objectivo em todas as coisas. Muitos viram as suas vidas transformadas após estes acontecimentos. No Brasil, um grupo de Índios duma estação 7 missionária do Mato Grosso, caiu de joelhos ao saber a notícia, pedindo a Deus perdão pela sua negligência para com os seus compatriotas índios não crentes. De Roma, um funcionário americano escreveu a uma das viúvas: “ Eu conhecia o seu marido. Ele era para mim a imagem perfeita do cristão.” Um major da Força Aérea, de serviço em Inglaterra, com muita experiência como piloto de aviões a reacção, decidiu imediatamente juntar-se à Associação Missionária de Aviação. De África, um missionário escreveu: “ O nosso trabalho não será jamais como antes. A vida deles marcou profundamente a nossa”.

Ao largo da Costa Italiana, um oficial da marinha americana foi vítima de naufrágio. Enquanto boiava à superfície da água, lembrou-se das palavras de Jim Elliot (lidas num artigo):” Quando a hora da morte chega, será que não há mais nada a fazer senão morrer?” Ele pediu a Deus para o livrar da morte, porque não estava pronto para morrer e Deus salvou-o.

No estado do Iowa, um rapazinho de 8 anos, orou durante uma semana e anunciou aos pais: “Consagrei inteiramente a minha vida a Deus. Eu quero tentar substituir um dos cinco missionários.”

O massacre dos cinco missionários, publicado pelos jornais, despertou imediatamente uma reacção no mundo inteiro. Mensagens de consolo e condolências começaram a chegar às 5 viúvas de toda a parte. Somente a eternidade poderá revelar a quantidade de orações dirigidas a Deus em favor delas, das crianças e da obra que aqueles 5 homens tinham começado.

Rapidamente fizeram-se planos para continuar a obra dos mártires. Johnny Keenan retomou os voos entregando prendas nas aldeias aucas, para demonstrar as boas intenções dos missionários. A obra nos vizinhos quichuas experimentou um reavivamento e estes também começaram a orar pelos aucas.

No dia 3 de Setembro de 1958, três anos e oito meses depois do massacre, 3 mulheres aucas que se converteram ao Senhor através do ministério da Elisabeth Elliot e Raquel Saint (irmã de Nate Saint) voltaram à aldeia onde ficaram 3 semanas falando do amor de Deus.

Alguns dias depois, Elisabeth e Raquel entraram elas mesmas nessa aldeia, como resposta a um convite. Foram recebidas como irmãs.

A morte dos cinco homens conseguiu romper a desconfiança ancestral. O Caminho para a Palavra da verdade estava agora aberto: Os aucas podiam ser alcançados pelo Evangelho.

Adaptado de Através das portas de Resplendor, de Elisabeth Elliot

Religião de Alta Tecnologia ou Fé Real?

Religião de Alta Tecnologia ou Fé Real?

Elwood McQuaid

Assistir à “celebração” tumultuada dos alunos logo depois da vitória do Campeonato de Basquete da NCAA pela Universidade de Connecticut, em 2014, foi perturbador, para dizer o mínimo. Ver jovens chutando os pára-brisas dos carros de polícia e pondo fogo neles, enquanto as massas se comportavam como vândalos medievais nas ruas, parecia um aviso direto das coisas que estavam por acontecer. O relato de que o distúrbio foi, na verdade, planejado em vez de espontâneo tornou ainda maior a preocupação.

Ainda pior é que o episódio não foi um incidente isolado. Tumultos parecem ser as conseqüências menos evitáveis nestes dias de desordens e quebradeiras logo após competições esportivas e outros acontecimentos que atraem grandes multidões.

Por que tantos desta geração mais privilegiada e afluente desceram ao que pode ser mais bem descrito como neopaganismo? Estes são os jovens que governarão o país um dia – uma perspectiva que não é nada tranqüilizadora.

Conduta desordeira temporária ou caos futuro?

Alguns afirmam que esses jovens desordeiros, como aqueles das gerações que vieram antes deles, superarão suas tendências de ceder aos seus impulsos mais básicos e amadurecerão, tornando-se cidadãos modelares. Mas existe um problema: nossa cultura mudou.

Anteriormente, nossa sociedade estava enraizada na moral, na ética e no comportamento padrão judaico-cristãos. Infelizmente, a norma está em colapso. Forças radicais estão ganhando poder e têm a intenção de “transformar” o mundo em um ambiente anti-Deus que desdenha e rejeita tudo o que dirigiu, limitou e guiou o bom rumo no passado. Tão intensa é esta mentalidade revoltosa, que está travando uma guerra contra tudo o que é cristão.

É lógico que esta situação não é nada nova. Milhares de anos atrás, ela frustrou israelitas piedosos e profetas do Antigo Testamento. Habacuque reclamou:

Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás? Gritar-te-ei: Violência! E não salvarás??Por que me mostras a iniqüidade e me fazes ver a opressão? Pois a destruição e a violência estão diante de mim; há contendas, e o litígio se suscita.?Por esta causa, a lei se afrouxa, e a justiça nunca se manifesta, porque o perverso cerca o justo, a justiça é torcida” (Hc 1.2-4).

Nos dias de Habacuque, o estado de coisas nacional havia virado de cabeça para baixo. Um novo e radical padrão de moral e de “correção política” havia varrido aquilo que tinha feito de Israel uma luz singular entre as nações. Era mudança por amor à mudança – deliberada e agressiva. Mas houve um elemento não previsto na alteração das coisas: o preço inevitável que uma sociedade paga por sua revolução para eliminar Deus.

Religião high-tech

Em qualquer época que as pessoas tentam derrubar Deus da vida nacional, elas encontram um substituto patético para preencher o vazio. Nos dias da Antigüidade, eram ídolos esculpidos por mãos humanas – produtos da invenção do próprio homem. A terra e o ambiente, criaturas, corpos celestiais, ancestrais e o “eu” são algumas de uma lista quase que inesgotável de coisas que as pessoas adoram em vez de Deus. No clima atual, a ciência e a tecnologia estão em voga.

Ninguém duvida que a tecnologia esteja mudando profundamente nosso jeito de viver. Muitos avanços tecnológicos são inquestionavelmente benéficos. Entretanto, existe um lado negativo na paixão pela parafernália eletrônica que está rapidamente se tornando a grande distração desta era. O florescente vício pela ciência e tecnologia, como deuses gêmeos do secularismo revolucionário, está alterando o mundo.

Por exemplo, nossas instituições culturais e educacionais têm consagrado a evolução como fato científico. Aqueles que discordam, independentemente de suas credenciais, são descartados como extremistas e tolos. Na verdade, evolução é fé, não fato. No entanto, ela foi estabelecida como a resposta ungida para a criação do Universo. Aqueles que crêem nela escarnecem da crença em Deus e impõem um ateísmo pseudocientífico às gerações que estão chegando.

Muitos avanços tecnológicos são inquestionavelmente benéficos. Entretanto, existe um lado negativo na paixão pela parafernália eletrônica que está rapidamente se tornando a grande distração desta era.

A conseqüência é um vazio moral, espiritual e social que deixa a humanidade por sua própria conta, sem uma bússola para o direcionamento e para uma conduta regulada. E quando não existe nenhum poder superior reconhecido, todos se tornam um poder em si mesmos, abrindo as portas para conceitos tais com ética situacional, na qual cada indivíduo decide o que é certo e o que é errado de acordo com suas preferências pessoais.

Negar a Deus também altera o que a sociedade julga aceitável. Sem Deus, satisfazer os apetites individuais (não importa quão perversos ou cruéis para os outros) é um comportamento adequado. Uma estatística persuasiva ilustra os extremos do fenômeno: o site www.LiveNews.com reportou o seguinte: “A entidade National Right to Life calcula que houve mais que 56 milhões de abortos desde 1973”, quando a Suprema Corte dos Estados Unidos legalizou a interrupção da gravidez no processo Roe vs. Wade.[1]

Uma mudança calamitosa está ocorrendo. Cada vez mais pessoas estão rejeitando a Deus e à Bíblia e ridicularizando constantemente os cristãos que crêem nas Escrituras. Talvez mais ameaçadoras sejam as estatísticas que indicam que a maioria dos que nasceram entre 1980 e o início do novo milênio (a grosso modo, pessoas entre 15 e 35 anos, que são ávidas por inovações) não freqüentam igrejas nem crêem em Deus. Se esta condição prevalecer, e se tornar um padrão, os resultados serão catastróficos.

A verdade, entretanto, é que, embora a sociedade tente se vacinar contra a fé, ela não consegue remover a realidade de Deus. Suas leis divinamente cunhadas e imutáveis prevalecerão. E embora a reação, a rebelião e as batalhas totais contra Ele estejam na moda, o Senhor do Universo vai fazer as coisas à Sua maneira. Ele já demonstrou este fato repetidas vezes durante os milênios da história da humanidade no planeta Terra.

No final, os esforços da humanidade para excluír Deus são tão fúteis quanto a busca do delirante Dom Quixote, personagem fictício de Miguel de Cervantes, que perdeu seu tempo contendendo com os moinhos de vento, pensando que estes fossem gigantes.

No mundo da verdade, Saulo de Tarso (mais tarde denominado o apóstolo Paulo) percebeu que sua busca por destruir a incipiente Igreja de Deus não resultou em nada; foi como dar chutes contra os aguilhões, como o próprio Cristo lhe disse (At 26.14). Era uma empreitada inútil. O encontro de Paulo, 2.000 anos atrás, com o Salvador ressuscitado, na estrada para Damasco, foi uma antecipação das experiências de milhões e milhões de pessoas que seriam transformadas por meio de um encontro pessoal com Jesus Cristo.

Nunca fora de contato

A Bíblia nunca está fora de moda nem fora do contato com a realidade. Tampouco é um mito ou uma lenda, ou, como alguns a vêem, uma muleta para os fracos e intelectualmente prejudicados. Como disse Paulo: “A palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus” (1Co 1.18).

A Bíblia é a verdade. De fato, ela tem estado muito adiante dos tempos em toda a história. O que a tecnologia consegue realizar hoje cumpre com o que a Bíblia predisse milhares de anos atrás.

Por exemplo, o Livro do Apocalipse afirma, sem equívoco, que duas testemunhas serão assassinadas nas ruas de Jerusalém durante a futura Grande Tribulação, e elas serão vistas em todo o mundo (Ap 11.9). Durante séculos, escarnecedores caçoaram dessa profecia. Dois homens, mortos por três dias, vistos pelo povo do mundo inteiro? “Ridículo!”, diziam eles. A moderna tecnologia já provou que não há nada de ridículo nisto.

Em Apocalipse 13, somos informados que uma imagem será construída com habilidade de falar e maravilhar o povo reunido diante dela (v.15). Como uma imagem feita por mãos de homens poderia proferir ordens e fazer com que multidões se curvassem diante dela em adulação? Para muitos, isso se assemelhava a ficção cientifica. Todavia, a tecnologia tem superado os pessimistas. O desenvolvimento de robôs que fazem tudo, desde vender produtos até esfregar o chão das cozinhas, torna o argumento irrelevante.

Verdade seja dita, muitos desenvolvimentos tecnológicos modernos confirmam, e não repudiam, a exatidão da Bíblia. As Escrituras proféticas, escritas há muito tempo, estão saltando para a vida em nossos dias como testemunhas irrevogáveis dAquele cujos pensamentos são mais altos que os nossos (Is 55.8-9). Sua mão move a história e Seu Livro dá instrução e informação ao homem finito e mortal.

Ignorar a Escritura não é apenas fútil, mas, no final, é fatal. Nossos púlpitos deveriam tornar as Escrituras conhecidas, sem desculpas, nem medo, nem intimidação. Há esperança! E essa esperança jamais será extinta, não importa quão feroz ou determinada seja a oposição. A boa notícia é que nossa esperança não está em fórmulas ou obras da mente ou das mãos, feitas por homens. Nossa esperança está na Pessoa que dá paz sem preço por meio do sacrifício de Seu Filho, Jesus. (Elwood McQuaid — Israel My Glory — Chamada.com.br)

Sob Tua Palavra Lançarei as Redes

Sob Tua Palavra Lançarei as Redes

Norbert Lieth

“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes. Então, fizeram sinais aos companheiros do outro barco, para que fossem ajudá-los. E foram e encheram ambos os barcos, a ponto de quase irem a pique… Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lucas 5.1-7 e 10).

A tarefa prioritária da Igreja e de seus membros é ganhar pessoas para Jesus, pregar o Evangelho, envolver-se com a obra missionária. Qualquer outra atividade pode ser interessante ou importante, mas deve sempre ter posição secundária em relação a essa tarefa principal. O mais importante é que a Igreja de Jesus cresça, de modo que o Senhor, como recompensa pelo Seu sofrimento, possa a cada dia acrescentar à Sua Igreja os que forem sendo salvos, para que se complete a plenitude dos gentios (Rm 11.25). Alguém disse certa vez: “Aquilo que é bom é inimigo do que é melhor”. Portanto, não devemos gastar nosso tempo com a coisas que nos parecem boas, esquecendo o que realmente é o mais importante, o que é prioritário aos olhos de Deus.

Precisamos sentir um peso no coração!
“Aconteceu que, ao apertá-lo a multidão para ouvir a Palavra de Deus, estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à beira do lago…” (Lc 5.1-2). Quando o Senhor Jesus viu a multidão que O apertava para ouvir a Palavra de Deus, Ele ficou profundamente comovido. Por isso Ele buscou imediatamente uma maneira de transmitir-lhe a Palavra, olhando em volta à procura de um barco.

Ainda percebemos que sempre há um “aconteceu que”? Ainda notamos as oportunidades? Será que estamos atentos quando algo acontece, quando surge uma situação que pode dar a chance de falar de Jesus? Quantas possibilidades de alcançar as pessoas com o Evangelho de Jesus surgem em um único dia! Por exemplo, ao distribuirmos um folheto, ao fazermos uma visita, durante um encontro na rua, no ônibus, etc. A Bíblia Viva diz: “Ele me faz andar pelo caminho certo para mostrar a todos quão grande Ele é” (Sl 23.3). “Aconteceu que…” Esses são momentos especiais preparados por Deus para falarmos do Seu amor às pessoas. Às vezes nem é necessário muita coisa para transmitir alívio e ânimo ao nosso próximo: “O olhar do amigo alegra o coração; as boas-novas fortalecem até os ossos” (Pv 15.30).

Será que estamos à procura de oportunidades para levar a mensagem libertadora do Evangelho de Jesus Cristo aos que nos cercam? Sentimos a nossa responsabilidade neste sentido? Ainda somos impelidos a clamar de joelhos, com fé, a implorar ao Senhor Todo-Poderoso pelas pessoas em nossas famílias, em nossa vizinhança, a orar pelos nossos colegas de trabalho e de aula, intercedendo para que se convertam?

Quando o Senhor Jesus Se encontrava às margens do lago de Genesaré, as pessoas O escutavam com muita atenção: “…ao apertá-lo a multidão para ouvir a palavra de Deus…” Entretanto, não apenas naquela época, mas também hoje – quando a vinda de Jesus está próxima – o tempo continua sendo de colheita: ainda hoje as pessoas têm fome de ouvir a Palavra do Senhor. De modo nenhum devemos pensar que as pessoas não querem mais saber da Palavra de Deus. Em nossos dias, quando as atenções são absorvidas pelos meios de comunicação e pelos mais diversos tipos de lazer, deveríamos mesmo assim ver nas pessoas ao nosso redor uma multidão que se aperta para ouvir a Palavra de Deus. Pois os homens têm em si a busca pela verdade e pela paz completa. Por isso, todos são impelidos, consciente ou inconscientemente, em direção a Jesus, que é a verdade e quer tornar-se a nossa paz (Jo 14.6; Ef 2.14). Ainda estamos conscientes de que qualquer pessoa em toda a terra necessita de Jesus porque – sem Jesus – está perdida em seus pecados não perdoados?! O fato de que hoje em dia um incontável número de pessoas busca tantas correntes religiosas e filosóficas, é apenas mais uma prova de que elas anseiam ouvir a verdade em algum lugar. E justamente para isso é que Jesus quer usar-nos!

O Senhor procura por pessoas dispostas
Em Lucas 5.1-3 lemos: “…estava ele junto ao lago de Genesaré; e viu dois barcos junto à praia do lago; mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastassem um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões.” Para cumprir a Sua tarefa de salvar os perdidos, o Senhor quer usar pessoas que já foram salvas por Ele. Naquele tempo Ele estava junto ao lago para dar o pão da vida aos ansiosos e famintos. Ele usou homens e também o barco de Pedro para levar a Sua Palavra às pessoas: “Entrando em um dos barcos, que era o de Simão…”

Como o Senhor quer usar-nos? Ele nos usa quando pode dispor daquilo que nos pertence. Jesus entrou “…em um dos barcos, que era o de Simão…”, mas então “pediu-lhe que o afastassem um pouco da praia.” Ele quer usar toda a nossa vida – com tudo que somos e tudo que temos – em Sua causa, para que pessoas perdidas sejam eternamente salvas.

Mas Ele não obriga ninguém a dar-Lhe qualquer coisa. Ele apela à nossa vontade livre. Onde consegue ser ouvido, onde pessoas atendem aos Seus pedidos, outros passam a ser ricamente abençoados, e os próprios doadores voluntários terão superabundância. Cada um de nós é, individualmente, um desses pequenos barquinhos que o Senhor da seara quer usar.

Olhando para o que realmente importa
Está escrito: “…mas os pescadores, havendo desembarcado, lavavam as redes. Entrando em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia; e, assentando-se, ensinava do barco as multidões” (Lc 5.2-3). Esses pescadores estavam ocupados com suas atividades do dia-a-dia, eles estavam realizando uma tarefa necessária, pois “lavavam as redes.” Isso faz parte do trabalho de um bom pescador. Apesar disso, o Senhor Jesus tirou-os desse trabalho necessário e fez com que seus olhares se voltassem para um trabalho muito mais importante.

Às vezes Jesus quer arrancar-nos das circunstâncias normais da vida para usar-nos em Sua causa. Freqüentemente ficamos envolvidos pela rotina do cotidiano, preocupamo-nos com a infra-estrutura das nossas vidas e temos à nossa frente uma lista do que precisa ser feito “sem falta”. Será que Jesus pode frustrar nossos planos e fazer-nos parar, tirar-nos do trabalho costumeiro e colocar-nos numa atividade que é a mais importante para Ele? Talvez, justamente neste momento, a irmã deveria visitar sua vizinha e deixar para outra oportunidade o trabalho de passar roupa? Pode ser também que em algum momento do dia você tenha a impressão que deve interceder por esta ou aquela pessoa. Então deixe o trabalho, e ore! Será que aceitamos essas interrupções que o Senhor coloca em nossas vidas? Ou fazemos o nosso devocional durante um certo período pela manhã, e depois nenhuma atividade para o Senhor cabe mais em nossa agenda?

Escutar a voz do Senhor e obedecer freqüentemente é mais frutífero do que todo o nosso trabalho. Pedindo a Pedro que “afastasse [o barco] um pouco da praia”, Jesus tirou também os outros discípulos do seu trabalho de lavar as redes e eles tiveram que voltar ao barco.

Comunhão pessoal com Jesus
Antes que o Senhor Jesus alcançasse a multidão, Ele “entrou em um dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia.” O período que Pedro gastou afastando-se com Jesus da praia foi um tempo em que ele esteve a sós com Jesus. Isso foi extremamente importante para ele.

Também para nós esses momentos têm o maior significado. Estar a sós com Jesus, “um pouco afastados da praia”, a hora silenciosa com o Senhor, não é o cumprimento de um dever, mas algo necessário para podermos respirar espiritualmente. Esses são os períodos mais frutíferos para nós, pois eles permitem que alcancemos outras pessoas com a mensagem da salvação e passemos adiante as bênçãos recebidas.

Indo mais longe
Depois que Jesus havia ensinado a multidão que estava às margens do lago, “disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes. Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes” (Lc 5.4-6).

A ordem do Senhor a Pedro: “Faze-te ao largo”, aparece na Bíblia Viva como: “Agora saiam mais para o fundo”. O Senhor está interessado em ampliar as fronteiras, em expandir sempre mais o Evangelho. Precisamos pensar em alcançar cada vez mais pessoas, não devemos deixar de remar, de avançar mais para o fundo no mar das nações. Temos que parar somente onde o Senhor mandar fazê-lo, e ali devemos lançar as redes.

Não deveríamos poupar esforços no sentido de continuar procurando oportunidades para cumprir a tarefa prioritária da Igreja de Jesus. Mas isso também exige confiança total nas promessas da Bíblia.

Confiança inabalável em Jesus
“Respondeu-lhe Simão: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob a tua palavra lançarei as redes” (Lc 5.5). Pedro superou todas as objeções humanas, todos os argumentos racionais, e até sua própria experiência, dizendo: “…mas sob a tua palavra lançarei as redes.” Existem milhares de argumentos, sentimentos, razões e conselhos humanos que poderiam nos deter, que nos dizem que basta, que nos aconselham a não lançar as redes e a ficarmos acomodados. Podemos pensar: não faz sentido continuar orando por esta ou aquela pessoa, – pois parece que sua vida fica cada vez pior! Mas, apesar de tudo, há um argumento decisivo para avançar e tentar alcançar ainda mais pessoas, e este argumento é a Palavra de Deus – que nos ordena que devemos ir. Jesus prometeu: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Ide, portanto… pregai o evangelho a toda criatura… E eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.18-19; Mc 16.15; Mt 28.20). “Porque a Tua palavra o diz, Senhor, eu oro. Sob a Tua palavra, eu vou, pois não tenho outra coisa em que possa confiar. Pessoas nos decepcionam, mas sob as ordens da Tua palavra eu obedeço e vou!”

Pedro ousou confiar na palavra de Jesus. Ele lançou as redes e não se arrependeu: “Isto fazendo, apanharam grande quantidade de peixes; e rompiam-se-lhes as redes… Disse Jesus a Simão: Não temas; doravante serás pescador de homens” (Lc 5.6 e 10).

Até que amadureça em um coração a firme convicção de não mais olhar para a esquerda ou para a direita, mas de simplesmente agir sob a palavra de Jesus, é preciso ter fé. Deus não apela às nossas emoções, nem à nossa imaginação, Ele apela à nossa vontade. A respeito disso li recentemente:

“Eu gostaria” – “Logo farei” – “Estou fazendo”
Essas três expressões representam três tipos de pessoas. Não é difícil adivinhar para quem valem as promessas divinas e quem será bem-sucedido em sua vida de fé.

“Eu gostaria” – Quem se expressa assim, mostra saber que sua vida não está em ordem, demonstra que tem anseios de viver “outra vida”, gostaria de deixar de lado todas as dúvidas e inverdades, mas não consegue tomar uma decisão clara. Tais pessoas não querem realmente. Elas ficam desejando mudar sem conseguir sair de sua situação.

“Logo farei” – Há o reconhecimento de que não se pode continuar do mesmo modo, é preciso deixar a indefinição de lado, toma-se uma decisão – mas ela fica para depois. Não se ousa executá-la, procura-se uma maior certeza. Tais pessoas “consolam” a si mesmas e às outras com promessas, mas não avançam, e finalmente são infelizes por não alcançarem o objetivo.

Ao contrário, quem diz “estou fazendo” não fica só nos desejos e anseios, mas toma uma decisão firme e dá passos concretos.

Foi o que Pedro fez quando Jesus colocou-o diante da decisão. Primeiro ele pronunciou o grande “mas” de sua vida, porém, depois foi: “…mas sob a tua palavra lançarei as redes.” Milhões de pessoas já seguiram as ordens de Jesus – quanto antes nós também o fizermos corajosamente, tanto antes Ele poderá receber-nos em Sua comunhão e usar-nos em Seu serviço.

Jesus espera por estas duas pequenas palavras em nossa vida – agora e sempre: “estou fazendo…”

Tornemo-nos pessoas que, “sob a Sua palavra”, deixam-se chamar para a amplitude e a profundeza das possibilidades de Deus! Somente quando damos passos firmes “sob a Sua palavra” tornamo-nos verdadeiramente pescadores de homens!

Um pescador…
Um pescador conhece os peixes

Ele sabe em que águas se encontram, ele conhece seus hábitos, ele sabe onde se escondem. Alguns se encontram em águas profundas, outros em águas rasas. Alguns nadam sozinhos, outros em cardumes.

Um pescador conhece as épocas

Ele sabe quando é hora de sair para a pesca e quando deve esperar. Nem toda hora é hora de pescar. Há horários em que é inútil lançar a rede. Há horários em que os peixes vêm por si mesmos. Por isso o pescador precisa saber e observar a hora certa para pescar.

Um pescador conhece os seus instrumentos de trabalho

Existem diferentes maneiras de pescar, que exigem apetrechos diferentes. Para certos tipos de peixes usa-se o caniço, enquanto outros são pescados com redes. Um pescador decide se vai levar o anzol ou o arpão para pescar. E ele sabe lidar com todos estes apetrechos e instrumentos.

Um pescador não deve ser visto

Ele não deve chamar a atenção. Ele não faz barulho ou movimentos bruscos. Ele não agita a água. Nem a sua sombra deve projetar-se na água. Um pescador não deve expor-se em seu trabalho. O importante não é o próprio pescador, mas o que ele faz. (Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br)