Monthly Archives: outubro 2015

Devo instruir meu filho o caminho do senhor?

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A Importância da Instrução

Tanto no Antigo como no Novo Testamento, Deus frisou a importância da instrução dos pais para os filhos. Na época dos Patriarcas, Deus confiou na determinação de homens fiéis para repassar suas instruções às gerações posteriores. Ele disse sobre Abraão: “Porque eu o escolhi para que ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, a fim de que guardem o caminho do Senhor e pratiquem a justiça e o juízo” (Gênesis 18:19). A confiança de Deus em Abraão não foi baseada na experiência deste homem como pai. Deus sabia que Abraão era fiel ao Senhor, e que faria o melhor possível como pai.

Quando Moisés resumiu a vontade de Deus para os israelitas, nas últimas semanas de sua vida, ele disse: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te” (Deuteronômio 6:6-7).

Asafe, um dos salmistas de Israel, escreveu: “O que ouvimos e aprendemos, o que nos contaram nossos pais, não o encobriremos a seus filhos; contaremos à vindoura geração os louvores do Senhor, e o seu poder, e as maravilhas que fez” (Salmo 78:3-4).

O Novo Testamento, também, fala da importância da instrução pelos pais. Paulo comentou sobre a fé que Timóteo aprendeu da sua mãe e avó (2 Timóteo 1:5). O mesmo apóstolo escreveu: “E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Efésios 6:4). O autor de Hebreus comentou sobre a importância da disciplina na instrução dos filhos (Hebreus 12:4-11). A Bíblia toda enfatiza a importância da educação dada pelos pais aos filhos.

Algumas Coisas que os Pais Devem Ensinar aos seus Filhos

Um pequeno estudo como este não é suficiente para falar de tudo que os pais precisam comunicar aos seus filhos. Qualquer pai ou mãe poderia parar aqui e se dedicar ao estudo da própria Bíblia para achar uma orientação muito mais ampla. Aprenda a ser fiel a Deus e procure ensinar os mesmos princípios aos seus filhos.

As sugestões que seguem servem para iniciar ou orientar o seu estudo, mas não são uma lista completa das instruções que os filhos precisam. Vamos considerar algumas coisas que os filhos devem aprender dos seus pais.

Respeitar autoridade. Aprender a respeitar a autoridade absoluta do Senhor é de suma importância para a salvação eterna dos filhos (Mateus 28:18-20; 2 Tessalonicenses 1:7-9). Mas esta lição começa antes da criança desenvolver a capacidade para compreender a ideia de um Ser espiritual e invisível. Quando a criança aprende a respeitar a autoridade da mãe e do pai terrestre, toma um passo importante na direção da submissão a Deus. Se não respeitar o pai visível, como vai obedecer ao Pai Celeste? O princípio de respeito deve abranger outras figuras de autoridade – professores na escola, supervisores no serviço, oficiais do governo e guias espirituais (cf. Romanos 13:1-7; 1 Pedro 2:13,18; 3:1; Hebreus 13:17).
Reconhecer limites e consequências.Os pais precisam ensinar o princípio da colheita:“Aquilo que o homem semear, isso também ceifará” (Gálatas 6:7); “O que semeia a injustiça segará males…o generoso será abençoado” (Provérbios 22:8-9). Desobediência precisa ser castigada: “Castiga o teu filho, enquanto há esperança” (Provérbios 19:18; cf. 23:13). “Disciplina rigorosa há para o que deixa a vereda, e o que odeia a repreensão morrerá” (Provérbios 15:10).
Conhecer o Senhor.Quando trazemos um filho para este mundo, damos vida à uma pessoa com um espírito que vai existir para a eternidade – ou na presença de Deus na glória do céu, ou banido da presença dele no tormento do inferno (João 5:29; Mateus 25:46; 2 Tessalonicenses 1:8-9). Aquele filho cresce, se torna responsável pelos próprios atos e, infelizmente, peca contra Deus (Romanos 3:23). Para alcançar a vida eterna e evitar o castigo eterno, ele precisa conhecer o Senhor. Precisa crer em Jesus Cristo (João 8:24), arrepender-se (Lucas 13:3) e ser batizado para remissão dos seus pecados (Atos 2:38; Marcos 16:16). Os pais devem ensinar seus filhos sobre Deus e sobre a salvação em Jesus.
Conhecer a Bíblia.Para conhecer o Senhor, é necessário conhecer a palavra que ele nos revelou. (Salmo 78) fala da importância do ensinamento baseado na História bíblica. Crianças pequenas gostam de ouvir as histórias de Noé, Abraão, Moisés, Davi, Daniel, etc. São capazes de aprender muitos fatos importantes sobre Deus. Aproximando a adolescência, desenvolverão uma capacidade maior para compreender os ensinamentos (doutrinas) da Bíblia, já com uma base sólida de compreensão histórica. Comece cedo, e continue ajudando seus filhos a crescerem no conhecimento da palavra.
Distinguir entre o certo e o errado.O primeiro filho a nascer na história do mundo pecou quando não escolheu o bem (Gênesis 4:7). Os nossos filhos terão que decidir entre dois caminhos com destinos opostos (Mateus 7:13-14; Hebreus 5:14). Esta capacidade de distinguir entre o bem e o mal definirá diversas decisões na vida:“O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o Senhor, tanto um como o outro” (Provérbios 17:15).
Trabalhar e ser responsável.O homem foi criado para trabalhar, e deve ser responsável em todos os seus compromissos. Deus sempre condenou a preguiça (Provérbios 6:6-11; 19:15,24). Paulo disse:“Se alguém não quer trabalhar, também não coma” (2 Tessalonicenses 3:10). Tratando da responsabilidade financeira em relação à família, ele disse: “Ora, se alguém não tem cuidado dos seus e especialmente dos da própria casa, tem negado a fé e é pior do que o descrente” (1 Timóteo 5:8).
Ser responsável pelos próprios atos.Desde o pecado do primeiro casal, as pessoas têm tentado fugir da responsabilidade pelos próprios atos (veja Gênesis 3:11-13). A mulher culpou a serpente que a tentou. O homem culpou a mulher e até tentou jogar uma parte da culpa em Deus por ter criado sua companheira! Muitas pessoas hoje preferem dizer que “aconteceu” para não admitir que “eu fiz”. É mais fácil culpar o governo ou a sociedade do que assumir responsabilidade pelos próprios atos. Ninguém nunca conseguiu justificar o pecado. Deus justifica pecadores arrependidos!
Cumprir seus deveres na família.Pais fiéis a Deus, fiéis aos cônjuges e fiéis aos filhos ajudam os filhos a aprenderem seus papéis na família (Efésios 5:22-6:4). Pais precisam ser homens de verdade que sustentam e guiam suas famílias. Mães precisam ser submissas aos seus maridos, mostrando amor para eles e para os filhos. Filhos precisam ser obedientes, respeitando e honrando os pais. E os pais devem ensinar aos filhos, ajudando-os a crescer para ser homens e mulheres fiéis a Deus e dedicados às suas famílias.
Aprender uma perspectiva eterna.Todos nós precisamos aprender a olhar para tudo ao nosso redor de uma perspectiva eterna. Pessoas materialistas se preocupam com as coisas passageiras. Pessoas espirituais olham para as coisas eternas. Nós, e nossos filhos, precisamos aprender que“acabam-se os nossos anos como um breve pensamento…. Porque tudo passa rapidamente” (Salmo 90:9,10). Como Moisés, devemos pedir: “Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos coração sábio” (Salmo 90:12). Precisamos ensinar e viver de uma maneira que os nossos filhos possam aprender a acumular seus tesouros no céu, não aqui na terra (Mateus 6:19-21; Lucas 12:15-21). A vida passa como neblina (Tiago 4:13-15). Depois desta vida, vem o julgamento e a eternidade (Hebreus 9:27). Vamos ensinar a palavra de Deus para ajudar os nossos filhos olharem para a eternidade e se prepararem para a vida eterna na presença de Deus!
Ser pais é uma grande bênção e uma responsabilidade enorme que alcança a eternidade. Vamos fazer o melhor possível para guiar os nossos filhos no caminho do Senhor.

Posted in Início By Toque em Cristo On outubro 24, 2015

Os lugares Celestiais

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Os Lugares celestiais são onde acontecem as batalhas espirituais.

Na carta aos Efésios, Paulo desperta a igreja para o mundo espiritual de maneira muito profunda usando uma linguagem que desperte para o sobrenatural, como por exemplo, o termo ‘regiões’ ou ‘lugares espirituais’.

Estar nos lugares celestiais significa subir às alturas na presença de Deus.

Vamos refletir no livro de Efésios onde fala das Lugares Celestiais:

Lugar da Bênção: (Efésios 1:3)

“bendito Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos tem abençoado com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo”

As bênçãos estão nos lugares celestiais.

Deus tem tudo o que precisamos por isso Jesus nos disse que “tudo quanto pedirdes em oração, crendo recebereis” (Marcos 14.22). Podemos comparar as regiões celestiais com um grande estoque de bênçãos preparadas para ser derramadas sobre quem está orando. São muitas as bênçãos que “Deus tem preparado para aqueles que o amam” (I Coríntios 2.9). Para receber a benção, precisamos ir até os lugares celestiais em oração.

Lugar da JESUS: (Efésios 1:20,21)

“… Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos e fazendo-o assentar à sua direita nos lugares celestiais, acima de todo principado e potestade, e poder e domínio e de todo nome que se possa referir não só no presente século, mas também no vindouro”

Jesus também está nos lugares celestiais.

Após ter ressuscitando, Jesus “assentou-se à direita da Majestade nas alturas” (Hebreus 1.3). Estevão viu “viu a gloria de Deus e Jesus, que estava a sua direita” (Atos 7.55). Portanto, dos céus, Jesus pode ver tudo o que se passa conosco. Isso também confirma a grandeza de Jesus acima de todas as coisas. Então quando oramos, entramos na presença de Jesus nos lugares celestiais.

Lugar da IGREJA: (Efésios 2:6)

“Juntamente com ele, nos ressuscitou e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus”

Os lugares celestiais é lugar para membro da Igreja de Cristo.

Quando aceitamos a Jesus como Senhor, nosso nome passa a ser escrito no livro da vida (Apocalipse 21.27) e nos tornamos ‘cidadãos dos céus’ (Efésios 2.19). Por isso podemos participar dos lugares celestiais. Cada experiência com Deus é um pouco do que viveremos na eternidade celestial (Salmos 27.13). Em momentos difíceis de nossa vida podemos subir mais alto na presença de Deus em oração.

O homem carnal sente as coisas do mundo, mas o crente espiritual vive muito acima das coisas mundanas, pois “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura e não pode entende-las, porque elas se discernem espiritualmente” (I Coríntios 2.14) O mundo pode sentir muitos prazeres, mas somente quem conhece o Espírito Santo tem a maior de todas alegrias.

Lugar de SABEDORIA: (Efésios 3.10)

“Pela igreja, a multiforme sabedoria de Deus, se torne conhecida agora, dos principados e potestades, nos lugares celestiais”

A sabedoria habita nos lugares celestiais.

Paulo está testemunhando que se considerava o “menor de todos”, mas alcançou o conhecimento para anunciar o evangelho através de sua vida (Efésios 3.8,9). Esta sabedoria de Paulo não vinha de seus estudos e sim de sua intimidade com Deus. Tiago também fala da “sabedoria lá do alto” (Tiago 3.15 e 17) como algo que deve ser buscado em Deus através da oração, porque “se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça a Deus, que a todos dá liberalmente” (Tiago 1.5).

Em cada situação de nossas vidas podemos pedir orientação de Deus em oração. Quando entramos nos lugares celestiais em Cristo, podemos visualizar os caminhos de Deus “que são mais altos que os vossos caminhos” (Isaías 55.8,9). Esta sabedoria também se alcança através do “temor do Senhor é o princípio da sabedoria” (Provérbios 9.10). O conhecimento de Deus supera qualquer formação humana. Então não devemos procurar sabedoria aqui em baixo na terra e sim lá no alto a sabedoria que vem do céu.

Lugar de BATALHA ESPIRITUAL: Efésios 6.12

“porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”

Os lugares celestiais e onde acontece a Batalha Espiritual.

Os dominadores, principados e “potestades do ar” (Efésios 2.2) citados no texto são demônios maiorais que tentam dominar sobre lugares, pessoas e situações no mundo.

Enquanto oramos, Deus está lutando por nós. O inimigo tenta impedir que nossas orações sejam respondidas, mas o Senhor envia anjos para derrotar os demônios. Isso aconteceu com Daniel quando jejuou por três semanas e um anjo veio e lhe contou que lutou contra um demônio durante os vinte e um dias (Daniel 10.12,13) por causa de sua oração e que a batalha continuaria (Daniel 10.20).

Muitas lutas de nossas vidas não podem ser vencidas no plano terreno e humano e sim no reino espiritual, “porque embora andando na carne, não militamos segundo a carne, porque as armas da nossa milícia não são carnais e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando sofismas (II Coríntios 10.3,4). Quando lutamos espiritualmente não devemos pelejar contra pessoas e coisas, mas entrar nos lugares celestiais em oração e conquistar o que Deus tem para nós.

O cristão tem o pé na terra e a cabeça no céu!

Nos lugares celestiais estão as bênçãos que Deus tem para nos dar na presença do Senhor Jesus Cristo, onde devemos nos posicionar como Igreja e buscar mais sabedoria do alto céu para vencer as batalhas espirituais. A experiência com Deus nos eleva mais alto que nossos problemas.
Suba mais alto na presença de Deus em oração!

Posted in Início By Toque em Cristo On outubro 16, 2015

Como estudar a Bíblia ?

O estudo da Bíblia é muito importante para o cristão porque o capacita para testemunhar o evangelho.

Quanto mais você aprende da bíblia mais você tem condição de entendê-la (Marcos 4.25)
e quanto menos conhece, menos entende. Muitas pessoas não lêem a bíblia porque não a entendem.
Mas para entendê-la é preciso mais que leitura, estudo, pesquisa e muita dedicação. Porém quem
não estuda a bíblia na maioria das vezes não o faz porque não sabe.
1° passo: Leitura( João 5:39)

A base para o conhecimento bíblico é a leitura ou muito mais que isso, o estudo e pesquisa sobre o texto bíblico. A leitura deve ser diária e constante. A bíblia pode ser vista de longe e superficialmente ou de perto na busca do conhecimento. A boa leitura passa por 3 níveis.

1° nível: Leitura Literária- Conhecer o texto, o que diz, o significado das palavras e expressões, como se situa dentre do contexto, etc

2° nível: Leitura Histórica – Entender o que estava acontecendo, o que provocou o fato, quando e por quem o texto foi escrito, etc.

3° nível: Leitura Teológica – O que Deus representava na situação. O que Deus queria falar para as pessoas da época e o que Deus pode falar hoje através do mesmo texto.

Quando lemos levamos para o texto nossas realidades e curiosidades, mas é importante procurar ler o texto no mesmo Espírito que foi inspirado
2° passo: Meditação (1 Timóteo 4:15,16)
É vez da interpretação. Primeiro vamos ao texto e depois trazemos o texto até a nossa realidade. Depois ler e entender o texto é preciso fazer uma reflexão sobre o que o texto diz, fazendo um exame pessoal sobre o que o texto significa e o que pede do leitor. Este é um exercício mental (Romanos 12.1 e 2). Meditar é ouvir a voz de Deus através da bíblia.

3° passo: Oração(Filipenses 4:6 a 9)

Depois de ler e entender o texto é hora de orar a Deus sobre o texto. Orar e entregar o fardo. Deus falou através da bíblia e quer uma resposta de nós. A oração é uma resposta a Deus pelo que ouvimos dele. É importante celebrar a palavra orando, cantando, falando e crendo.

4º passo: Contemplação(Efésios 1:15 a 21)

A contemplação é um patamar sobre a escada. Quando subimos uma escada e chegamos a um ponto principal ou um patamar, sempre olhamos para ver as coisas do alto. É daí que se pode contemplar a interpretação bíblica.

Quando vamos até a palavra levamos nossas dores, realidades e problemas. Ao ler e meditar somos tratados e lapidados por Deus. Quando oramos entregamos a situação para Deus e agora podemos contemplar (ver) as circunstâncias de outro modo, com os olhos de Deus. “Por que não andarmos por vista, mas por fé” (2 Coríntios 5.7). Contemplar é olhar de cima, do jeito de Deus. A leitura orante da bíblia não encerra aqui, mas é um novo começo.

5º passo: Disciplina: (2 Timóteo 3:14 a 17)

A contemplação é um degrau que fica em cima da oração, mas precisa de um equilíbrio para não desmoronar. Isso é possível através da Disciplina.

Para dar firmeza e segurança para esta escada é preciso disciplina. Sem disciplina tudo desmorona. O Salmo 1 diz que “ Bem aventurado o homem … que tem o seu prazer na lei do senhor e na sua lei medita de dia e de noite… e tudo quanto ele fizer será bem sucedido”(Salmo 1. 1,2 e 3).

Conclusão: (2 Timóteo 2:15)

Uma prática estimula e dá base para outra. Nesta escada do conhecimento, um degrau dá base para outro e quem quiser crescer precisa de passo a passo ir caminhando sem desanimar. O conhecimento não vem de uma só vez, mas é um processo contínuo.

Sugiro um exercício de estudo bíblico com 3 minutos para leitura, 3 minutos para meditação e 3 minutos para a oração diariamente. Dentre em pouco, 3 horas será pouco para você, por causa do prazer que encontrará

Deus abençoe!

Posted in Início By Toque em Cristo On outubro 16, 2015

Os palestinos e seus vínculos com Hitler

Os palestinos e seus vínculos com Hitler

Alan M. Dershowitz

A “Guerra Cultural” do Hamas reconhecerá seus laços históricos com o nazismo?
O Hamas, a organização terrorista especializada em alvejar civis, agora decidiu, de acordo com uma manchete do jornal americano The New York Times, mudar “de mísseis para guerra cultural”, num esforço para angariar apoio do público para sua causa. Parte de sua campanha de relações públicas em andamento é descrever os israelenses como os “novos nazistas” e os palestinos como os “novos judeus”. Para realizar essa transformação, será preciso se engajar em uma forma de negação do Holocausto, para apagar o registro histórico da ampla cumplicidade palestina com os “antigos nazistas” em perpetrarem o verdadeiro Holocausto. Tornou-se uma parte importante do mantra dos apoiadores do Hamas que nem o povo palestino nem sua liderança tiveram qualquer participação no Holocausto. Ouça Mahmoud Ahmadinejad falando aos alunos da Universidade Columbia, nos Estados Unidos:

“Mesmo que [o Holocausto] fosse uma realidade, ainda precisaríamos questionar se o povo palestino deveria estar pagando por isso ou não. Afinal, ele aconteceu na Europa. O povo palestino não teve nenhuma participação nele. Portanto, por que o povo palestino está pagando o preço por um evento com o qual ele não teve nada a ver? O povo palestino não cometeu nenhum crime. Ele não teve nenhuma participação na Segunda Guerra Mundial. Ele estava vivendo em paz com as comunidades judaicas e com as comunidades cristãs naquela época”.

A conclusão que se deve tirar desse “fato” é que o estabelecimento de Israel como conseqüência do genocídio do povo judeu pelos nazistas foi injusto com os palestinos. O cerne dessa afirmação é que nem o povo palestino nem sua liderança tiveram qualquer responsabilidade pelo Holocausto e, se alguma reparação é devida ao povo judeu, ela deve ser feita pela Alemanha e não pelos palestinos. Os propositores desse argumento histórico sugerem que o Ocidente criou o Estado Judeu por causa de sua culpa no Holocausto. Conforme esse raciocínio, seria compreensível se uma parte da Alemanha (ou da Polônia, da Lituânia, da Letônia, da França, da Áustria, ou de outras nações colaboradoras) tivesse sido alocada como terra dos judeus – mas, por que a Palestina? A Palestina, de acordo com essa afirmação, foi tão “vítima” quanto os judeus.

Ouço esse questionamento nos campi universitários nos Estados Unidos, e mais ainda nos da Europa.

A verdade, porém, é que a liderança palestina, apoiada pelas massas palestinas, teve um papel significativo no Holocausto de Hitler.

O líder oficial dos palestinos, Haj Amin Al-Husseini, passou os anos da guerra em Berlim, com Hitler, trabalhando como consultor sobre questões judaicas. Ele foi levado a um tour por Auschwitz e expressou apoio ao assassinato em massa dos judeus europeus. Ele também buscou “resolver os problemas do elemento judeu na Palestina e em outros países árabes”, empregando “o mesmo método” que estava sendo usado “nos países da coligação entre Hitler, Mussolini e, posteriormente, o Japão”. Ele não ficaria satisfeito com os judeus residentes na Palestina – muitos dos quais eram descendentes de judeus sefaraditas, que haviam vivido ali por centenas, ou até milhares de anos – permanecendo como uma minoria em um Estado muçulmano. Como Hitler, ele queria ver-se livre de “todo judeu que restasse”. Como Husseini escreveu em suas memórias: “Nossa condição fundamental para cooperar com a Alemanha foi uma ajuda para erradicar até o último judeu da Palestina e do mundo árabe. Pedi a Hitler por uma garantia explícita para nos permitir resolver o problema judeu de maneira que conviesse às nossas aspirações nacionais e raciais e de acordo com os novos métodos científicos empregados pela Alemanha no manejo dos seus judeus. A resposta que obtive foi: ‘Os judeus são seus”’.

Aparentemente, em caso da vitória da Alemanha, o mufti estava planejando retornar à Palestina para construir um campo de extermínio, nos moldes de Auschwitz, perto de Nablus. Husseini incitou seus seguidores pró-nazistas com as seguintes palavras: “Levantem-se, ó filhos da Arábia. Lutem por seus direitos sagrados. Chacinem os judeus onde quer que os encontrarem. O sangue derramado deles agrada a Alá, nossa história e religião. Isso salvará nossa honra”.

Husseini não apenas exortou seus seguidores a matarem os judeus; ele também teve uma participação concreta na tentativa de fazer com que esse resultado acontecesse. Por exemplo, em 1944, uma unidade do comando árabe-alemão, sob as ordens de Husseini, saltou de pára-quedas na Palestina com a intenção de envenenar os poços e as fontes de água de Tel Aviv.

Husseini também ajudou a inspirar o golpe pró-nazista no Iraque e auxiliou a organizar milhares de muçulmanos nos Bálcãs em unidades militares conhecidas como divisões Handshar, que cometeram atrocidades contra os judeus iugoslavos, sérvios, e ciganos. Após um encontro com Hitler, ele registrou em seu diário:

O mufti: “Os árabes eram os amigos naturais dos alemães. (…) Portanto, eles foram preparados para cooperar com a Alemanha de todo o seu coração e ficaram prontos para participar da guerra, não apenas negativamente, cometendo atos de sabotagem e de instigação de revoluções, mas também positivamente, pela formação de uma Legião Árabe. Nesse conflito, os árabes estavam batalhando pela independência e unidade da Palestina, da Síria e do Iraque…”.

Hitler: “A Alemanha estava resolvida, passo a passo, a pedir a uma nação europeia após a outra para resolver seu problema judaico, e, no devido tempo, a direcionar um apelo semelhante também a nações não-européias. O objetivo da Alemanha seria, então, somente a destruição do elemento judaico que estivesse residindo na esfera árabe, sob a proteção do poder britânico. No momento em que as divisões de tanques e os esquadrões aéreos alemães chegarem ao sul do Cáucaso, o apelo público requisitado pelo grão-mufti poderia ser feito ao mundo árabe”.

Hitler assegurou a Husseini de que maneira ele seria considerado a partir de uma vitória nazista e “da destruição do elemento judeu residindo na esfera árabe”. Nessa hora, o mufti seria o porta-voz mais dominante para o mundo árabe. Seria, então, tarefa dele dar início às operações que havia preparado secretamente.

As significativas contribuições de Husseini ao Holocausto foram multiformes: primeiro, ele pleiteou com Hitler o extermínio dos judeus europeus e aconselhou os nazistas como procederem para tanto; segundo, ele visitou Auschwitz e instou Eichmann e Himmler a acelerarem o ritmo do assassinato em massa; terceiro, ele, pessoalmente, impediu 4.000 crianças, acompanhadas por 500 adultos, de deixarem a Europa e fez com que fossem enviadas a Auschwitz e mortas nas câmaras de gás; quarto, ele impediu outros dois mil judeus de deixarem a Romênia e irem para a Palestina, e outros mil de deixarem a Hungria e irem para a Palestina, judeus esses que foram subseqüentemente enviados para os campos de extermínio; quinto, ele organizou a matança de 12.600 judeus bósnios por muçulmanos, a quem ele recrutou para a divisão nazista-bósnia da Waffen-SS. Ele foi também um dos poucos não-germânicos que tomou conhecimento do extermínio praticado pelos nazistas enquanto ele estava acontecendo. Foi na qualidade oficial de líder do povo palestino e seu representante oficial que ele fez seu pacto com Hitler, passou os anos da guerra em Berlim, e trabalhou ativamente com Eichmann, Himmler, von Ribbentrop, e com o próprio Hitler para “acelerar” a solução final através do extermínio dos judeus da Europa e do planejamento para exterminar os judeus da Palestina.

O grão-mufti não apenas teve um papel significativo no assassinato dos judeus europeus, mas também buscou replicar o genocídio dos judeus em Israel durante a guerra que resultou a chamada Nakba. A guerra iniciada pelos palestinos contra os judeus em 1947 e a guerra iniciada pelos árabes em 1948 contra o novo Estado de Israel, foram guerras genocidas. O alvo não era meramente fazer uma purificação étnica contra os judeus da área, mas a total aniquilação deles. Os líderes assim o disseram e as ações de seus subordinados refletiram o objetivo genocida. Eles receberam auxílio de ex-militares nazistas – membros da SS e da Gestapo – aos quais havia sido dado refúgio no Egito, por causa da instauração dos processos por crimes de guerra, e que tinham sido recrutados pelo grão-mufti para completar o trabalho de Hitler.

Também é oportuno dizer que a solidariedade e o apoio pró-nazista de Husseini eram extensamente difundidos entre seus seguidores palestinos, que o consideravam como herói mesmo após a guerra e com a revelação da participação que ele teve nas atrocidades nazistas. A famigerada fotografia de Husseini com Hitler, juntos em Berlim, era ostentada orgulhosamente em muitos lares palestinos, mesmo depois que as atividades de Husseini no Holocausto se tornaram amplamente conhecidas e elogiadas entre os palestinos.

Husseini ainda é considerado por muitos como o “George Washington” do povo palestino, e se os palestinos conseguissem um Estado para si, ele seria homenageado como fundador. O mufti foi o herói deles, a despeito de – e muito provavelmente por causa de – seu papel no genocídio contra o povo judeu, ao qual ele apoiou e prestou assistência abertamente. De acordo com o autor da biografia de Husseini: “Grandes partes do mundo árabe compartilharam da solidariedade [de Husseini] aos alemães nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. (…) A popularidade de Haj Amin entre os árabes palestinos e dentro dos países árabes realmente aumentou mais do que nunca durante o período em que esteve com os nazistas”.

Em 1948, o Conselho Nacional Palestino elegeu Husseini como seu presidente, embora ele fosse um criminoso de guerra procurado, que vivia exilado no Egito. De fato, Husseini ainda hoje é reverenciado entre muitos palestinos como herói nacional. Yasser Arafat, numa entrevista realizada em 2002 e reeditada no jornal palestino Al-Quds em 2 de agosto de 2002, chamou Husseini de “nosso herói”, referindo-se ao povo palestino. Arafat também se orgulhava de ser “um dos soldados das tropas”, embora ele soubesse que Husseini era “considerado um aliado dos nazistas”. Atualmente, muitos palestinos em Jerusalém Oriental querem fazer da casa dele um santuário. (Ironicamente, essa mesma casa foi comprada por um judeu para construir o controvertido conjunto residencial judaico em Jerusalém Oriental.)

Portanto, é um mito – outro mito perpetrado pelo comandante fabricador de mitos do Irã, bem como pelo Hamas e por muitos da extrema esquerda que buscam demonizar Israel – que os palestinos “não tiveram nenhuma participação” no Holocausto. Considerando o apoio concreto dado pela liderança e pelas massas palestinas ao lado perdedor de uma guerra genocida, foi mais do que justo que as Nações Unidas oferecessem a eles um Estado próprio em mais da metade das terras aráveis do Mandato Britânico.

Os palestinos rejeitaram aquela oferta e várias outras desde então porque queriam que não houvesse um Estado judaico mais do que desejavam seu próprio Estado. Essa era a posição de Husseini. O Hamas ainda tem a mesma posição. Talvez a nova “guerra cultural” deles finalmente faça com que reconsiderem – e aceitem a solução de dois Estados. (Alan M. Dershowitz – Hudson New York – http://www.beth-shalom.com.br)

O Céu Está Aberto

O Céu Está Aberto

Norbert Lieth

Ao orar, devemos pedir que o Senhor abra as janelas do céu para nossos pedidos? Será que precisamos orar até sentir que alcançamos o Senhor? Na verdade, essas são perguntas que, como cristãos, nem deveríamos fazer.

Imagine a cena: você foi convidado por um anfitrião generoso e abastado a participar de uma festa em sua propriedade. No convite está escrito expressamente que tudo estará preparado para a celebração e que os portões estarão franqueados a partir das 14 horas. Você chega ao lugar da festa, está dentro do horário, mas tem vergonha de entrar. Ao invés de tomar parte da festa, manda chamar o dono da casa e pede que ele abra a porta para você e o conduza para dentro. Como ele se sentiria? Valorizaria essa sua atitude? Será que ele não pensaria que você não levou a sério o que ele escrevera no convite? Não ficaria magoado?

Com certa freqüência constato essa mesma postura em irmãos em Cristo e às vezes em mim mesmo. Em nossas orações tendemos a pedir ao Senhor que Ele abra as janelas do céu ou que franqueie nossa entrada à Sua presença, que Ele escancare as portas celestiais para nossos pedidos, para Suas bênçãos sobre nós, para o Seu agir em nosso favor e em favor de outros. Mas eu me pergunto:

Precisamos pedir que o Senhor abra os céus para nós?

Há cristãos que acham que precisam orar por tanto tempo até sentirem que o Senhor está ouvindo e só ficam satisfeitos quando têm a sensação de que chegaram à presença de Deus. Uma oração assim pode ser sincera, pode ser reverente, mas está errada, uma vez que não está levando a sério a Palavra de Deus.

O que a Bíblia diz sobre o céu aberto?

Desde a ressurreição e ascenção de nosso Senhor Jesus Cristo, o céu está permanentemente aberto. No momento em que oramos a Jesus, no instante em que invocamos Seu Nome, já estamos em Sua presença. Ao pronunciar as primeiras palavras, Ele já está a nos ouvir e nos encontramos imediatamente na presença de Deus. Não importa se nossas emoções nos fazem sentir enlevados ou se não sentimos nada. Deus está nos ouvindo, o céu está aberto para nós – sempre!

O que Jesus consumou através de Sua morte e ressurreição é algo único e singular, que não existia antes em lugar algum e que deveríamos aproveitar muito mais pela fé.

Antes da vinda de Jesus ao mundo

Antes que Jesus viesse ao mundo e antes de Sua ascenção, o céu se abria apenas em certas ocasiões (revelações) e depois se fechava novamente. A culpa do céu cerrado foi a queda em pecado, e desde então, com poucas exceções, se manteve assim até Jesus realizar a obra de salvação por todos nós. O pecado se interpunha entre os homens e Deus e impedia seu acesso a Ele. Apenas aqui e ali Deus abria o céu para transmitir alguma mensagem específica.

No Antigo Testamento

Vejamos um exemplo bíblico do que estou dizendo: “Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus” (Ez 1.1). Obviamente os céus se abriram porque estavam fechados. Nessa abertura, o profeta teve visões de Deus. Uma se destaca de forma especial. Ezequiel viu o Messias, que é Deus (veja Fp 2.6ss.): “Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem. Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do Senhor; vendo isso, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1.26-28).

Quando comparamos todo esse relato com as descrições encontradas no Apocalipse, vemos uma forte harmonia e uma semelhança impressionante (Ap 1.12-17; Ap 4.2,8). Deus apareceu a Ezequiel em forma humana, o que certamente aponta para o Messias ainda antes de Sua vinda ao mundo. Mas como naquela ocasião Ele ainda não tinha chegado a esta terra, o céu necessariamente voltou a se fechar quando a visão cessou, vindo a se abrir de forma definitiva apenas quando o Messias entrou em cena.

O Messias abriu o céu

Com a vinda do Messias apareceu no mundo Aquele que Ezequiel vira séculos antes no céu que se abrira. Quando o Senhor Jesus começou Seu ministério e foi batizado no rio Jordão, aconteceu o seguinte: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16-17). Após a queda em pecado, o céu nunca tinha se escancarado dessa forma para qualquer ser humano. Com Ezequiel a abertura do céu aconteceu para que ele recebesse revelações. Mas com o Filho de Deus isso ocorreu para confirmá-lO em Seu ministério.

Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você.

Na Sua primeira vinda, Jesus já anunciava o tempo em que o céu estaria aberto para sempre: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1.51). Jesus é a es cada para o céu; por Ele chegamos ao céu e por Ele o céu vem até nós.

É curioso observar uma coisa que certamente tem seu significado: tanto a passagem de Ezequiel como a de João falam primeiro em descer e depois em subir. Por Jesus ter subido dos mortos primeiro, agora as bênçãos celestiais descem até nós.

Com a ascenção

Na Sua ascenção, Jesus adentrou os céus e mantém a porta aberta para sempre (ver Hb 4.14). O acesso ao Pai está livre. Aquilo que fora destruído pelo primeiro Adão foi restaurado por Jesus. A partir da subida de Jesus até o Pai não vemos mais a Bíblia dizendo que “os céus se abriram”, como foi dito a Ezequiel ou por ocasião do batismo de Jesus no Jordão. A partir desse momento vemos o céu aberto sempre, constante e continuamente, já que não voltou a se fechar depois que Jesus entrou por ele.

Uma grandiosa indicação de que agora o céu está permanentemente aberto e que temos acesso direto ao Pai é o dom do Espírito Santo, enviado a nós a partir do céu. Ele é o vínculo perene entre nós e o céu aberto. “…pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho, coisas essas que os anjos anelam prescrutar” (1 Pe 1.12).

Por essa razão Estêvão, cheio do Espírito Santo, podia dizer: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At 7.56). Agora não lemos mais que “o céu se abriu” e sim “vejo os céus abertos”, porque não voltou a ser fechado depois que Jesus o abriu. Essa mesma realidade pode ser vista em outras situações semelhantes relatadas no Novo Testamento, como no caso de Pedro, de quem está escrito: “então, vi o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas” (At 10.11). João testemunha no Apocalipse: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Ap 4.1; veja Ap 19.11).

Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você. Assim como a pedra do sepulcro foi removida e o túmulo não conseguiu reter Jesus, da mesma forma a porta do céu está aberta para cada um de nós: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16). (Norbert Lieth — Chamada.com.br)

O Céu Está Aberto

Norbert Lieth

Ao orar, devemos pedir que o Senhor abra as janelas do céu para nossos pedidos? Será que precisamos orar até sentir que alcançamos o Senhor? Na verdade, essas são perguntas que, como cristãos, nem deveríamos fazer.

Imagine a cena: você foi convidado por um anfitrião generoso e abastado a participar de uma festa em sua propriedade. No convite está escrito expressamente que tudo estará preparado para a celebração e que os portões estarão franqueados a partir das 14 horas. Você chega ao lugar da festa, está dentro do horário, mas tem vergonha de entrar. Ao invés de tomar parte da festa, manda chamar o dono da casa e pede que ele abra a porta para você e o conduza para dentro. Como ele se sentiria? Valorizaria essa sua atitude? Será que ele não pensaria que você não levou a sério o que ele escrevera no convite? Não ficaria magoado?

Com certa freqüência constato essa mesma postura em irmãos em Cristo e às vezes em mim mesmo. Em nossas orações tendemos a pedir ao Senhor que Ele abra as janelas do céu ou que franqueie nossa entrada à Sua presença, que Ele escancare as portas celestiais para nossos pedidos, para Suas bênçãos sobre nós, para o Seu agir em nosso favor e em favor de outros. Mas eu me pergunto:

Precisamos pedir que o Senhor abra os céus para nós?

Há cristãos que acham que precisam orar por tanto tempo até sentirem que o Senhor está ouvindo e só ficam satisfeitos quando têm a sensação de que chegaram à presença de Deus. Uma oração assim pode ser sincera, pode ser reverente, mas está errada, uma vez que não está levando a sério a Palavra de Deus.

O que a Bíblia diz sobre o céu aberto?

Desde a ressurreição e ascenção de nosso Senhor Jesus Cristo, o céu está permanentemente aberto. No momento em que oramos a Jesus, no instante em que invocamos Seu Nome, já estamos em Sua presença. Ao pronunciar as primeiras palavras, Ele já está a nos ouvir e nos encontramos imediatamente na presença de Deus. Não importa se nossas emoções nos fazem sentir enlevados ou se não sentimos nada. Deus está nos ouvindo, o céu está aberto para nós – sempre!

O que Jesus consumou através de Sua morte e ressurreição é algo único e singular, que não existia antes em lugar algum e que deveríamos aproveitar muito mais pela fé.

Antes da vinda de Jesus ao mundo

Antes que Jesus viesse ao mundo e antes de Sua ascenção, o céu se abria apenas em certas ocasiões (revelações) e depois se fechava novamente. A culpa do céu cerrado foi a queda em pecado, e desde então, com poucas exceções, se manteve assim até Jesus realizar a obra de salvação por todos nós. O pecado se interpunha entre os homens e Deus e impedia seu acesso a Ele. Apenas aqui e ali Deus abria o céu para transmitir alguma mensagem específica.

No Antigo Testamento

Vejamos um exemplo bíblico do que estou dizendo: “Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus” (Ez 1.1). Obviamente os céus se abriram porque estavam fechados. Nessa abertura, o profeta teve visões de Deus. Uma se destaca de forma especial. Ezequiel viu o Messias, que é Deus (veja Fp 2.6ss.): “Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem. Vi-a como metal brilhante, como fogo ao redor dela, desde os seus lombos e daí para cima; e desde os seus lombos e daí para baixo, vi-a como fogo e um resplendor ao redor dela. Como o aspecto do arco que aparece na nuvem em dia de chuva, assim era o resplendor em redor. Esta era a aparência da glória do Senhor; vendo isso, caí com o rosto em terra e ouvi a voz de quem falava” (Ez 1.26-28).

Quando comparamos todo esse relato com as descrições encontradas no Apocalipse, vemos uma forte harmonia e uma semelhança impressionante (Ap 1.12-17; Ap 4.2,8). Deus apareceu a Ezequiel em forma humana, o que certamente aponta para o Messias ainda antes de Sua vinda ao mundo. Mas como naquela ocasião Ele ainda não tinha chegado a esta terra, o céu necessariamente voltou a se fechar quando a visão cessou, vindo a se abrir de forma definitiva apenas quando o Messias entrou em cena.

O Messias abriu o céu

Com a vinda do Messias apareceu no mundo Aquele que Ezequiel vira séculos antes no céu que se abrira. Quando o Senhor Jesus começou Seu ministério e foi batizado no rio Jordão, aconteceu o seguinte: “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3.16-17). Após a queda em pecado, o céu nunca tinha se escancarado dessa forma para qualquer ser humano. Com Ezequiel a abertura do céu aconteceu para que ele recebesse revelações. Mas com o Filho de Deus isso ocorreu para confirmá-lO em Seu ministério.

Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você.

Na Sua primeira vinda, Jesus já anunciava o tempo em que o céu estaria aberto para sempre: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1.51). Jesus é a es cada para o céu; por Ele chegamos ao céu e por Ele o céu vem até nós.

É curioso observar uma coisa que certamente tem seu significado: tanto a passagem de Ezequiel como a de João falam primeiro em descer e depois em subir. Por Jesus ter subido dos mortos primeiro, agora as bênçãos celestiais descem até nós.

Com a ascenção

Na Sua ascenção, Jesus adentrou os céus e mantém a porta aberta para sempre (ver Hb 4.14). O acesso ao Pai está livre. Aquilo que fora destruído pelo primeiro Adão foi restaurado por Jesus. A partir da subida de Jesus até o Pai não vemos mais a Bíblia dizendo que “os céus se abriram”, como foi dito a Ezequiel ou por ocasião do batismo de Jesus no Jordão. A partir desse momento vemos o céu aberto sempre, constante e continuamente, já que não voltou a se fechar depois que Jesus entrou por ele.

Uma grandiosa indicação de que agora o céu está permanentemente aberto e que temos acesso direto ao Pai é o dom do Espírito Santo, enviado a nós a partir do céu. Ele é o vínculo perene entre nós e o céu aberto. “…pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregaram o Evangelho, coisas essas que os anjos anelam prescrutar” (1 Pe 1.12).

Por essa razão Estêvão, cheio do Espírito Santo, podia dizer: “Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Homem, em pé à destra de Deus” (At 7.56). Agora não lemos mais que “o céu se abriu” e sim “vejo os céus abertos”, porque não voltou a ser fechado depois que Jesus o abriu. Essa mesma realidade pode ser vista em outras situações semelhantes relatadas no Novo Testamento, como no caso de Pedro, de quem está escrito: “então, vi o céu aberto e descendo um objeto como se fosse um grande lençol, o qual era baixado à terra pelas quatro pontas” (At 10.11). João testemunha no Apocalipse: “Depois destas coisas, olhei, e eis não somente uma porta aberta no céu, como também a primeira voz que ouvi, como de trombeta ao falar comigo, dizendo: Sobe para aqui, e te mostrarei o que deve acontecer depois destas coisas” (Ap 4.1; veja Ap 19.11).

Da próxima vez que você for orar ou exercer algum ministério para o Senhor, por favor, lembre-se de que o céu não precisa ser aberto antes, mas que ele está sempre aberto sobre você. Assim como a pedra do sepulcro foi removida e o túmulo não conseguiu reter Jesus, da mesma forma a porta do céu está aberta para cada um de nós: “Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna” (Hb 4.16). (Norbert Lieth — Chamada.com.br)