Monthly Archives: junho 2014

O véu da mulher cristã

A história da igreja primitiva dá depoimento que as mulheres cristãs de então levavam o véu. Tertuliano, um líder da igreja que viveu nos anos 160–222 d.c. escreve que não só as mulheres casadas, senão também as virgens usavam o véu nas igrejas que foram estabelecidas na época apostólica. Outro líder cristão da antigüidade, Crisóstomo, testemunha que em sua época também todas o levavam. Nas catacumbas [Um conjunto de corredores e quartos subterrâneos embaixo de Roma onde se escondiam os cristãos durante tempos de perseguição.] se podem ver muitos desenhos nas paredes feitos pelos cristãos dos primeiros séculos. Nesses desenhos as mulheres têm a cabeça coberta com um véu.

As cristãs primitivas

Os seguintes desenhos dos primeiros cristãos achados nas catacumbas de Roma que datam do século II e III, demonstram como as mulheres cristãs daquela época punham em prática a ordem dos Apóstolos quanto ao Véu .



200’s: Catacumbas – Roma

 

200’s: Catacumbas – Roma

 

200’s: Catacumbas – Roma

 

200’s: Catacumbas – Roma

 

300’s: Catacumbas – Roma

 

Não só nos primeiros séculos, senão através da história muitas igrejas ensinaram e praticado que a mulher deve cobrir-se.

Idade Média

Durante a Idade Média, as mulheres cristãs mantiveram o uso do véu para o propósito de modéstia e oração. Estes véus foram bastante amplas. De fato, o véu tradicional usado pelas freiras católicas romanas até épocas recentes se baseia no estilo do véu usado pela maioria de mulheres Cristãs de Europa em tempos medievais.



800’s: Inglaterra

 

1100’s: Europa

 

1200’s: Europa

 

1300’s: Inglaterra

 

1400’s: Inglaterra

 

1400: Alemanha

 

1400’s: Europa

 

1450: Itália

 

A Época da Reforma



1500’s: Europa

 

1500’s: Europa

 

1520: Alemanha

 

1525: Igreja Luterana no culto

 

1530: Inglaterra

 

1530: Anabaptista Alemã

 

1535: Bélgica

 

1560: França

 

1567: Bélgica

 

1580: Holanda

 

1600’s e 1700’s



1600’s: Europe

 

1600’s: Holanda

 

1620: França

 

1620: Nova Inglaterra

 

1625: França

 

1600’s: Holanda – Anabaptistas

 

1650: Nova Inglaterra

 

1650: Holanda

 

1655: Holanda

 

1660: Inglaterra

 

1670: Europa

 

1750: Europa

 

Nossos Tempos

Nestes tempos modernos quase todas as igrejas eliminaram este mandamento junto com muitas outros ensinos bíblicos.

Mudou Deus sua palavra? Talvez têm razão os que não praticam este mandamento bíblico em suas congregações?

Consideremos o que diz a Bíblia, citando de 1 Corintios 11.2–16: “

2 Ora, eu vos louvo, porque em tudo vos lembrais de mim, e guardais os preceitos assim como vo-los entreguei.
3 Quero porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo.
4 Todo homem que ora ou profetiza com a cabeça coberta desonra a sua cabeça.
5 Mas toda mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua cabeça, porque é a mesma coisa como se estivesse rapada.
6 Portanto, se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também; se, porém, para a mulher é vergonhoso ser tosquiada ou rapada, cubra-se com véu.
7 Pois o homem, na verdade, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus; mas a mulher é a glória do homem.
8 Porque o homem não proveio da mulher, mas a mulher do homem;
9 nem foi o homem criado por causa da mulher, mas sim, a mulher por causa do homem.
10 Portanto, a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos.
11 Todavia, no Senhor, nem a mulher é independente do homem, nem o homem é independente da mulher.
12 pois, assim como a mulher veio do homem, assim também o homem nasce da mulher, mas tudo vem de Deus.
13 julgai entre vós mesmos: é conveniente que uma mulher com a cabeça descoberta ore a Deus?
14 Não vos ensina a própria natureza que se o homem tiver cabelo comprido, é para ele uma desonra;
15 mas se a mulher tiver o cabelo comprido, é para ela uma glória? Pois a cabeleira lhe foi dada em lugar de véu.
16 Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus.

O ordem de autoridade

(versículo 3)

Deus ama o ordem.1 Por isto estabeleceu o ordem que devemos seguir na igreja. Quando nós nos saímos deste ordem nos rebelamos contra ele. A partir desse momento Deus nos tira o direito de chamar-nos cristãos.

Recorde que 1 Corintios 11 trata com o ordem de autoridade na igreja. Cristo, como cabeça da igreja, é cabeça de todos os membros, tanto do varão como da mulher. Gálatas 3.28 diz: ” Não há judeu nem grego; não há escravo nem livre; não há homem nem mulher; porque todos vós sois um em Cristo Jesus.”. Quanto à salvação e os privilégios em Cristo não existe diferença entre o homem e a mulher. São iguais.

Mas quanto à administração na igreja, Cristo a dirige por meio dos varões cheios do Espírito Santo (1 Timoteo 2.11–12). Por esta razão em 1 Corintios 11.3 se fala do ordem administrativo dizendo: “Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher”. Agora completamos o desenho desta maneira:

Na administração da igreja a mulher cristã se sujeita ao homem. Esta sujeição não significa uma sujeição de escravatura nem de exploração. Também não indica que a mulher é de menos importância do que o varão. Isto se relaciona somente com a função administrativa da mulher dentro da igreja e lar não tem que ver com seu valor e importância. “Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor. ” (1 Coríntios 14.37). Obedecer a Deus traz ordem e harmonia.

A mulher cristã sim tem um ministério que cumprir. Ela também tem dons espirituais que exercer no reino de Deus. Na igreja primitiva vemos que muitas mulheres exerciam seus dons ajudando grandemente na obra. Mas sempre o faziam segundo este ordem bíblico, não participando na administração da igreja. As mulheres não exerciam autoridade sobre os homens.

Ainda que Deus pôs uma distinção clara entre o homem e a mulher, os dois se precisam o um ao outro. Os versículos 11–12 ilustram perfeitamente esta interdependência. A primeira mulher foi criada de uma costela do primeiro homem. Mas agora cada homem nasce de uma mulher. O homem e a mulher dependem o um do outro. As mulheres precisam dos homens quanto a suas qualidades de força e liderança. Os homens precisam das mulheres por causa de sua gentileza e virtude. No entanto, como diz a última frase do versículo 12, ” tudo vem de Deus. “. ¡Que ilustração mais perfeita de harmonia e intercâmbio!

Sabemos que o plano de Deus é perfeito. Encontramos a maior felicidade e utilidade em nosso serviço cristão se todos nos sujeitamos a sua vontade e funcionamos no lugar onde ele nos põe. Mas quando desobedecemos sua vontade nos convertemos em rebeldes.

O símbolo de autoridade

(versículos 4–7)

Tendo ensinado o ordem de autoridade na igreja cristã o apóstolo Pablo prossegue a ensinar com o uso de um símbolo para representar este ordem.

Nas funções espirituais de orar (comunicar-se com Deus) e profetizar (comunicar-se com as pessoas a respeito de Deus), o varão não deve cobrir-se a cabeça. Cristo, sendo a cabeça (ou autoridade) do homem, é invisível. A cabeça descoberta do homem simboliza a autoridade que Deus lhe deu sobre todas as coisas visíveis. Quando o homem exerce esta autoridade de forma apropriada glorifica ao Criador. Desta maneira sua cabeça descoberta reflete a glória de Cristo.

Se o homem cristão se cobre sua cabeça com algum cobrimento que tenha uma aparência religiosa então estaria declarando que ele não deseja exercer a autoridade dada por Deus. Dessa maneira ele estaria afrontando (deshonrando) a Cristo. A cabeça descoberta e o cabelo bem cortado declaram que o homem cristão é varonil e que está disposto a aceitar suas responsabilidades na igreja.

A mulher que ora e profetiza deve reconhecer a autoridade do homem ao cobrir-se a cabeça com um véu. Deus formou à mulher do homem e para o homem. Quando a mulher cobre sua cabeça mostra que se sujeita ao homem e que está em harmonia com o plano de Deus para ela. Isto lhe dá a ela autoridade para orar e profetizar. Mas como já vimos, seu direito de profetizar não inclui ensinar aos homens nem exercer autoridade na congregação (1 Timoteo 2.11–12; 1 Corintios 14.34–35).

A mulher cristã que se tira ou não se põe o véu como cobrimento cristão e mandamento de Deus declara abertamente que não quer sujeitar-se a sua cabeça (o homem) nem aceitar o plano de Deus para ela. Ela demonstra que deseja exercer domínio sobre o homem e desta maneira recusa o lugar que Deus lhe deu. O verdadeiro é que isto constitui uma rebelião contra Deus, porque Deus é quem lhe deu ao homem a autoridade sobre ela. É por isso que para a mulher rebelde que não queira arrepender-se lhe corresponde completar sua vergonha, cortando-se o cabelo ou rapando-se completamente.

Três evidências que apóiam o uso do véu como um mandamento cristão

(versículos 8–15)

No versículo 3 o apóstolo Pablo estabelece a base fundamental para seu argumento. Depois nos versículos 4–7 ensina que essa base exige que a mulher cubra sua cabeça, mas que o homem a descubra. Agora o apóstolo apela a três evidências que comprovam seu argumento:

1. A evidência da criação (vv. 8–9). O ensino deste mandamento bíblico tem suas raízes desde o mesmo ato da criação. Deus criou ao homem e à mulher com propósitos diferentes, para que cumprissem papéis diferentes.8Por isto criou a Adão primeiro e lhe encarregou que tivesse senhorio sobre toda a criação. Depois disse Deus: ” far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea. ” (Gênesis 2.18). Então Deus tomou uma das costelas do homem e com ela criou à mulher. ” Portanto “, diz a Bíblia, ” a mulher deve trazer sobre a cabeça um sinal de submissão, por causa dos anjos.” (1 Coríntios 11.10).

¡Que vergonhoso é quando esta distinção entre o homem e a mulher se confunde! Hoje em dia muitas mulheres se vestem como os homens, não se cobrem, e se cortam o cabelo. Muitas delas têm as mesmas responsabilidades que os homens no lar, o trabalho, a política, e a sociedade. Da mesma maneira existem homens que, devido à moda e à fraqueza de seu caráter, deixam-se crescer o cabelo e se embelezam usando roupa, jóias, e perfumes que sugerem um toque feminino. Muitos destes homens não executam suas responsabilidades de ser líderes no moral e o espiritual. Tais homens afrontam (ou deshonran) a Deus, o Criador.

2. A evidência dos anjos (v. 10). Ainda estes seres criados por Deus para cuidar e servir a seus filhos tomam em conta a sujeição da mulher cristã. Eles mesmos se sujeitam a Deus. De outra maneira, perderiam seu lugar no céu.12 Os anjos de Deus se comprazem na sujeição gozosa da mulher cristã, que se manifesta por meio de sua obediência ao cobrir-se com um véu. Quando a mulher leva este sinal de autoridade, goza da presença e a proteção dos anjos.

3. A evidência da natureza (vv. 13–15). De acordo à importância desta evidência nós podemos ver a necessidade do véu. Apelando à consciência do leitor, o apóstolo Pablo faz esta pergunta: “é conveniente que uma mulher com a cabeça descoberta ore a Deus? ” Por suposto que não. Aqui nestes versículos se nos instri que a natureza mesma nos ensina que Deus lhe deu à mulher um cobrimento natural e honroso, seu cabelo longo. E ao homem lhe comunicou que seu cabelo tem que se cortar porque o cabelo longo lhe é deshonroso. Destrói sua masculinidade e autoridade.

Então, que mais se precisa para convencer a toda mulher cristã que é necessário usar o véu como um cobrimento ? A criação o apóia, os anjos o aprovam, e a natureza o ensina. Que mais se precisa?

Com tudo, Pablo diz que se algum quer contender sobre este ensino o costume das igrejas apostólicas. Não tinham o costume de deixar que as mulheres andassem sem o véu.

Perguntas comuns a respeito do véu

1. Quem devem usar o véu? Talvez é só para as mulheres casadas ou é também para todas as irmãs?

Toda mulher cristã deve cobrir-se, seja casada ou solteira. Aqui não se refere somente à mulher casada, pois diz: “o varão” e “a mulher”. Não diz: “o marido” e “a esposa”. Tertuliano (160–222 d.c.) escreve: “Te rogo, sejas tu mãe, ou irmã, ou filha virgem, cobre tua cabeça”.2. Quando é que a mulher se deve cobrir? Nos cultos somente? quando ora ou profetiza? ou todo o dia?

Recorde que o propósito do véu é representar a sujeição da mulher cristã a sua cabeça. Já que essa relação entre o homem e a mulher não muda, a ela lhe convém levar o véu o tempo todo. Ademais, sua relação com Deus também é constante. A mulher cristã deve estar disposta a orar a Deus e testemunhar dele em todo tempo. Ao levar posto o véu ela sempre goza do privilégio de participar nessas atividades espirituais em todo momento. Se ela estivesse em rebelião contra Deus quanto a esta doutrina bíblica, ainda que seja por uma hora, então perderia esse privilégio.

Leiamos o depoimento de dois líderes da igreja primitiva:

“Que fará a mulher cristã se descuidasse esta ordem? Calará a oração espontânea de agradecimento? Se enfrentará à tentação sem o arma da oração? Deixará de cumprir com seu Senhor, privando a um alma precisada de um depoimento? Desafiará ao Senhor e menosprezará seu mandato, orando e testemunhando sem o véu? Deshonrará a seu Senhor ou usará o véu durante todo o dia para assim encontrar-se o tempo todo em comunhão com seu Deus, disposta para testemunhar?” —Crisóstomo (344–407 d.c.)

“Mas admoestamos às mulheres que não deixem esta disciplina do véu nem por um momento, nem sequer por uma hora.” —Tertuliano (160–222 d.c.)

Ademais, o véu deve levar-se o tempo todo por causa dos anjos. A mulher cristã precisa de sua presença e proteção continuamente; não sabe em que momento se acercará qualquer perigo ou ameaça.

Para mas citações dos escritores da igreja primitiva veja:

 

 

Em conclusão, o exemplo do cabelo também ensina que a mulher cristã deve levar o véu em todo momento. O cabelo não pode ser tirado e posto a vontade, por exemplo, só para os cultos. Se o cabelo fora o cobrimento ao que Pablo se refere nos versículos 3–7 então todos os homens devessem ser calvos. Pablo escreve: “Se a mulher não se cobre, que se corte também o cabelo” (v. 6). Isto quer dizer que ou bem está cortado o cabelo ou não se corta. Se estivesse cortado, que não se ponha o véu. Enquanto não esteja cortado, que se cubra em todo momento.

3. Que classe de véu se deve usar? Talvez a mulher cristã pode escolher qualquer lenço para cobrir-se?

A Bíblia não ensina alguma forma ou algum padrão específico para o véu. Mas pensando no significado espiritual que tem o mesmo concluímos que não deve ser um chapéu, um boné, ou um lenço qualquer como se usam no mundo. Dessa maneira perderia seu significado; não seria então uma “sinal de autoridade”. O véu da mulher cristã deve ser diferente a qualquer outra cobertura .

O penteado, o vestido, e o comportamento da mulher cristã devem concordar com o uso de seu véu. Os penteados ostentosos, a roupa que não e modesta, ou a conduta desavergonhada destroem o que o véu representa.14 Para que o uso do vê-o seja de proveito para a mulher cristã, a igreja, e a sociedade, tem que se acompanhar de modéstia, pudor, e decoro cristão. Dessa maneira se converte num depoimento poderoso do plano de Deus para a humanidade. No entanto, quando o véu é levado por uma mulher de mau caráter se converte então numa vergonha ao nome de Deus. O véu não pode mudar o coração da mulher.

4. Talvez não será o cabelo o véu?

Muitos recusaram o véu, dizendo: “O apóstolo diz no versículo 15 que o cabelo é o véu. Então não se precisa outro cobrimento .”

Se você lê os versículos 4–7 cuidadosamente notará que Pablo fala de duas coisas diferentes, o cabelo e o véu. “se a mulher não se cobre com véu, tosquie-se também” (v. 6). Talvez usaria a palavra “também” se falasse só de uma coisa? Se neste caso o cabelo fora o véu, quando ela se descobre já não teria cabelo para cortar. Também notamos que o véu que se menciona nestes versículos é algo que se pode pôr e tirar, o qual não se pode fazer com o cabelo.

Já notamos que o apóstolo usou o exemplo do cabelo (o véu natural que Deus lhe deu a toda mulher) para comprovar a necessidade do uso de outro véu (um símbolo do espiritual e um cobrimento para o cabelo). É triste ver que o que ele disse para apoiar esta ordem tenha sido torcido por alguns para destruir a mesma.

Ademais, no idioma original que foi escrito o Novo Testamento, em grego, esta passagem emprega duas palavras diferentes. A primeira se usa nos versículos 5–6 e a outra no versículo 15. A primeira (katakalupto), que se traduz como cobrir-se, quer dizer “cobrir-se plenamente, velar, esconder”. Esta palavra se refere ao véu artificial que simboliza a submissão da mulher e se manifesta quando ela cobre o véu natural, o cabelo. E a outra palavra (peribolaion), que se traduz véu no versículo 15, refere-se ao véu natural que Deus lhe deu a toda mulher. Se o véu do versículo 15 fosse o mesmo véu dos versículos 5–6, não se usaria uma só palavra em vez de duas? Não fica claro que se refere a dois cobrimento s, um simbólico e o outro natural? Claro que si.

5. Que autoridade tem esta passagem bíblica?

Outros que não aceitam o ensino desta passagem torcem também o versículo 16 que diz: “Mas, se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume, nem tampouco as igrejas de Deus.”. Estes “indoctos e inconstantes” pensam que o que Pablo diz aqui é que se algum não quer receber esta doutrina, está bem, não há problema. Eles dão a entender que a mesma não se praticava em nenhuma das igrejas de Deus. Alguns até se atrevem a dizer que não é obrigatório, senão que é algo que pertence à opção de cada pessoa.

Mas, como é que podemos falar assim da santa palavra de nosso Deus? Talvez fala Deus em vão? Ele não tivesse inspirado a Pablo a escrever as instruções da primeira parte do capítulo para depois eliminá-las no versículo 16. Deus não se contradiz.

O que quer dizer este versículo é isto: “Se algum quer opor-se a esta ordem, saiba que as igrejas de Deus não têm tal costume de que as mulheres andem sem véu.” Sim, esta passagem tem a autoridade divina. Leia outra vez os primeiros dois versículos deste capítulo. Ademais, não esqueça o que aparece em 1 Coríntios 14.37–38.

6. Não será talvez que esta passagem é tão só para os coríntios?

Outros dizem que este capítulo foi algo escrito só para as mulheres daquela época na cultura de Corinto e que já não tem vigência. Talvez eles poderiam dizer o mesmo da última parte do capítulo que fala da santa janta? Ademais, ao começar esta epístola Pablo a dirigiu “à igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados para serem santos, com todos os que em todo lugar invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Coríntios 1.2). Isto inclui a todos os crentes de toda época e de toda cultura. É por isso que Pablo advertiu na mesma carta: “Se alguém se considera profeta, ou espiritual, reconheça que as coisas que vos escrevo são mandamentos do Senhor.” (1 Coríntios 14.37). Recordemos que ” Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra ” (2 Timóteo 3.16–17).

Notemos também que todas as evidências citadas por Pablo que apóiam o uso do véu (vv. 8–16) são coisas que tocam igualmente às mulheres de qualquer época e qualquer cultura: a criação, os anjos, e a natureza. São coisas que não mudam, não importa o século nem o lugar.

7. Que será dos que não praticam esta ordem?

Alguns tratam de justificar-se, dizendo: “Mas há tantas igrejas que não requerem o véu, e eles são bons cristãos”. Outra vez, escutemos a palavra de Deus. Quem é um “bom cristão”?

” Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei a ele.” (Juan 14.21, 23–24).

“Aquele que diz: Eu o conheço, e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e nele não está a verdade; mas qualquer que guarda a sua palavra, nele realmente se tem aperfeiçoado o amor de Deus. E nisto sabemos que estamos nele; ” (1 Juan 2.4–5).

Nunca podemos justificar-nos de nossa desobediência pela desobediência de outros, nem ainda pelos assim chamados cristãos. O medir-se a si mesmo comparando-se com outros não é judicioso. Pode ser que alguns não praticam esta ordem por falta de instrução ou falta de entendimento. Mas aos que negam e recusam a sã doutrina de Deus, a Bíblia mesma lhes julga.

“Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa… mandamo-vos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que anda desordenadamente, e não segundo a tradição que de nós recebestes. ” (2 Tessalonicenses 2.15; 3.6).

Lista de citações bíblicas 
1. 1 Coríntios 14.33, 40.
2. Mateo 7.21; 1 Juan 5.3
3. Filipenses 2.5–8.
4. Efesios 5.23–24.
5. 1 Timóteo 2.11–15; 1 Coríntios 14.34–38.
6. Fatos 9.36–42; 21.9; Marcos 14.3–9; Romanos 16.1–6, 12; Filipenses 4.3; 1 Timóteo 2.15; 5.10, 14; Tito 2.35
7. Gênese 2.18–24.
8. Gênese 1.26; 2.15; 2.18
9. Génese 1.28
10. Deuteronômio 22.5
11. Hebreus 1.14
12. Judas 6.
13. 1 Tessalonicenses 5.17; 1 Pedro 3.15
14. 1 Timóteo 2.9–10; 1 Pedro 3.1–6.
15. 2 Pedro 3.15–18.
16. 2 Corintios 10.12

UMA MUDANÇA RADICAL

O Senhor já ouviu a minha súplica; o Senhor aceitará a minha oração

(Salmo 6:9).

UMA MUDANÇA RADICAL

As tatuagens do homem que está diante de mim são vestígios de seu passado, de uma vida sem Deus. Há algum tempo ele se converteu ao Senhor Jesus e sua vida mudou por completo. Agora ele faz parte daqueles que foram comprados e santificados para Deus pelo sangue do Senhor Jesus Cristo. Foi uma transformação radical: das trevas para a luz!

Como aconteceu? Ele nos relata: “Eu não tinha a menor ideia do que a Bíblia era. Apenas uma parte dela me interessava: o Apocalipse. Porém, ao ler esse livro não entendia nada, a não ser um único versículo: ‘E quem tem sede, venha; e quem quiser, tome de graça da água da vida’ (22:17). Era exatamente o que eu precisava. Eu clamei e confessei meus pecados, e Deus me aceitou como filho”.

Apenas um versículo da Bíblia bastou para começar a transformação na vida daquele homem. Que exemplo de compreensão do que a conversão significa! Esse homem viveu como bem desejava, mas a sede de sua alma não foi saciada com nada disso.

Será que não existe algo além do que essa vida terrena oferece? Será que não há algo mais duradouro? Sim, é a “água da vida”. O que deseja encontrar esta água tem de entender que a fonte é o próprio Senhor Jesus. Ele disse: “Aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (João 4:14). “O Senhor é um Deus de eqüidade; bem-aventurados todos os que nele esperam? Nunca terão fome, nem sede, nem o calor, nem o sol os afligirá; porque o que se compadece deles os guiará e os levará mansamente aos mananciais das águas” (Isaías 30:18 e 49:10).

A Origem e Queda de Satanás

A Origem e Queda de Satanás

Douglas Bookman

Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnificente obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer – e, em última análise, no recém-criado universo moral – o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição angélica que foi a mais terrível sedição na história em todos os tempos.

Uma questão preliminar

Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião angélica, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele já era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.

Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.

Entretanto, aqui temos algumas dificuldades exegéticas. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.

Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei…”; “exaltarei o meu trono…”; “me assentarei…”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura… Perfeito… nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado…” (Ez 28.12,15)?

Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).

É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco, governante selêucida no período intertestamentário, precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.

Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que freqüentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.

É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.

Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.

A linhagem de Satanás

De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.

Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.

Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava“no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14).Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.

Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.

A queda de Satanás

Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:

Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.

Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.

No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.

Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).

A VOLUNTÁRIA HUMILHAÇÃO DO SENHOR

Cristo vos amou, e se entregou a si mesmo por nós, em oferta e sacrifício a Deus, em cheiro suave

(Efésios 5:2).

A VOLUNTÁRIA HUMILHAÇÃO DO SENHOR

O Senhor Jesus veio voluntariamente a este mundo para morrer na cruz por seres pecadores e para glorificar o Pai. Várias passagens da Palavra de Deus nos mostram Sua humilhação e entrega voluntária.

Sua encarnação: “Esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:7).

Sua humilhação como homem: “E, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até à morte, e morte de cruz” (Filipenses 2:8).

Para a salvação da humanidade: “Jesus Cristo homem. O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos” (1 Timóteo 2:5-6).

Por nossos pecados: “Nosso Senhor Jesus Cristo, o qual se deu a si mesmo por nossos pecados” (Gálatas 1:3-4).

Para Deus: “Pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus” (Hebreus 9:14).

Nosso Senhor atravessou todas essas etapas da humilhação por vontade própria. E quanto à Sua exaltação após a morte, as Escrituras nos dizem: “Cristo não se glorificou a si mesmo” (Hebreus 5:5). Deus, Seu Pai, foi quem O exaltou e Lhe deu toda a honra: “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Filipenses 2:9). “A operação da força do seu poder, que manifestou em Cristo, ressuscitando-o dentre os mortos, e pondo-o à sua direita nos céus. Acima de todo o principado, e poder, e potestade, e domínio, e de todo o nome que se nomeia, não só neste século, mas também no vindouro” (Efésios 1:20-21).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 REIS

Que comunhão tem a luz com as trevas?

(2 Coríntios 6:14).

MEDITAÇÕES SOBRE O LIVRO DE 1 REIS (Leia 1 Reis 22:1-18)

Ben-Hadade não cumpriu sua palavra (20:34) e dominou Ramote-Gileade. Acabe planeja um esquema para retomá-la e o relata a um ilustre visitante: Josafá, rei de Judá. Quais são nossos primeiros pensamentos em relação a essa visita? Não nos alegramos em ver a amizade restabelecida entre os soberanos dos dois reinos por tanto tempo em conflito? É apenas um passo para a união, atitude muito comum na cristandade atual. Na verdade, aos olhos de Deus, isso corresponde à infidelidade por parte de Josafá. Ele era rei sobre Jerusalém, onde estava o templo do Senhor. Acabe, por outro lado, era um idólatra. “Que ligação há entre o santuário de Deus e os ídolos?” (2 Coríntios 6:16). Como o rei de Judá pôde esquecer isso a ponto de declarar a Acabe tal absurdo: “Serei como tu és” (v. 4)?

Veja como Josafá se deixa envolver. Constrangido, ele faz tímidas observações, mas não tem a força necessária para opor-se aos planos de Acabe. Ele precisaria de mais coragem para fazer isso do que para guerrear contra os sírios. Cada um de nós conhece por experiência própria que a decisão mais difícil, a que exige mais coragem, muitas vezes é a simples recusa de se associar com o mal (Salmo 1:1).

POR QUE VOCÊ É ATEU?

Naquele tempo estáveis sem Cristo? e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto

(Efésios 2:12-13).

POR QUE VOCÊ É ATEU?

“Um dia, enquanto trabalhava em meu escritório, de repente uma pergunta surgiu em minha mente, como se alguém estivesse conversando comigo: – Por que você é ateu? Estremeci. Era impossível responder. Contudo, conhecia perfeitamente os argumentos que havia aprendido e transmitido a outros. Mas neste momento todos eles me pareciam ocos e sem valor. Pela janela via a agradável paisagem das árvores tropicais e mais acima os cumes arroxeados da cordilheira dos Andes. Mas dentro de mim uma tempestade varria minha alma.

“A “voz” me dizia: – Você pode compreender o mundo material sem Deus, este mundo com sua ordem e unidade? Você pode entender a vida orgânica do mais simples dos seres vivos? O fato de não ter encontrado Deus é uma prova de que ele não existe? Talvez você parou antes de encontrá-Lo, como um homem que busca ouro e deixa de cavar no momento em que está mais perto do veio. Você somente se revirou na lama e na pedra do materialismo.

“No silêncio, eu meditava. Dizer que o mundo se fez por acaso é uma loucura. Dizer que sempre existiu e identificá-lo com Deus. Sim, não persisti em minha busca. Frustrei-me com a conduta de alguns cristãos e reagi rejeitando o próprio Deus.

“Esse dia foi decisivo em minha vida. Não apenas me levou a descobrir que Deus existe, mas que se revela em Jesus Cristo como Pai que me ama e me recebe.” (Walter Montano)