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COM QUE OBJETIVO DEUS CRIOU O MUNDO?

Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se vêem pelas coisas que estão criadas, para que eles fiquem inescusáveis

(Romanos 1:20).

COM QUE OBJETIVO DEUS CRIOU O MUNDO?

Quem reflete sobre a existência do universo e seu funcionamento é levado a admitir as coisas como são: a coerência de nosso mundo é a prova de uma inteligência divina criadora. Recusar tal conclusão seria tão tolo quanto admitir que um automóvel foi construído a partir de uma série de casualidades. Assim como um engenheiro não concebe um automóvel sem que haja um propósito definido, tampouco Deus criou o mundo sem ter um objetivo em mente. Portanto, qual é o projeto divino para o mundo, e mais particularmente, para cada indivíduo? É essencial saber disso.

A Bíblia nos diz que Deus busca adoradores (João 4:23). Deus é amor (1 João 4:16) e sempre desejou ter junto de Si filhos que O conheçam como Pai, e compartilhem de Seu coração. Ele Se revelou desta forma ao nos dar Seu Filho Jesus Cristo. Este veio como homem e habitou no meio de seres perdidos para lhes mostrar o amor divino. E foi então que a maldade do coração humano atingiu seu ponto culminante, pois quando crucificaram o Senhor, Deus mostrou o que havia em Seu coração ao conceder a oportunidade de salvação a seres culpados e perdidos.

A primeira intenção de Deus é que você seja dEle, querido leitor. Ele deseja que conheça agora e pela eternidade toda a plenitude de Seu amor por você.

O SUICÍDIO

Não sejas demasiadamente ímpio, nem sejas louco; por que morrerias fora de teu tempo?? porque quem teme a Deus escapa de tudo isso

(Eclesiastes 7:17-18).

O SUICÍDIO

Em uma estatística publicada em outubro de 2002, a Organização Mundial de Saúde revela que no mundo inteiro a cada 40 segundos alguém se mata. O suicídio, portanto, é uma das causas mais comuns de morte violenta. Mais de um milhão de pessoas se suicidam a cada ano. E é quase incalculável o número de tentativas de suicídio. E o número de homens é praticamente três vezes maior que o de mulheres.

Estas cifras revelam a angústia da alma; uma profunda desesperança sem perspectiva de luz. Mas a fuga mediante do suicídio nunca foi o que Deus quis. Nossos dias estão em Suas mãos (Salmo 31:15). Existe uma solução para o desespero: Jesus Cristo. Não há aflição da qual a graça de Deus não possa nos libertar, nenhuma situação que Ele não possa responder, nenhum pecado que não possa perdoar. Se nos voltarmos para o Salvador, Ele escuta nossa oração e ouve até o que somos incapazes de expressar. Diga a Ele tudo o que aflige seu coração. Derrame sua alma perante Ele, e desista de abraçar a morte como a solucionadora de seus problemas.

E mesmo os cristãos podem chegar ao ponto de pensar em suicídio. Mas eles sabem que têm um Pai que jamais os abandona, que cuida de Seus filhos com amor, e que no “vale da sombra da morte” não os deixa sozinhos.

“Ora, para aquele que está entre os vivos há esperança” (Eclesiastes 9:4).

Isaías: O Profeta Real

Isaías: o Profeta Real

“É espantoso o que pode ser realizado se quem o faz não fica preocupado em receber os créditos”, diz o Dr. Howard Hendricks, que tem sido professor do Seminário Teológico de Dallas por um longo tempo. Essa afirmação poderia servir muito bem como epitáfio na sepultura do profeta Isaías. Isaías profetizou tanto juízo quanto libertação para Jerusalém e Judá, sem pensar em si mesmo. Para muitos, ele foi o maior profeta da história depois de Moisés; entretanto, é surpreendente que tão pouco seja conhecido sobre o indivíduo por detrás desse impressionante ministério.

A Pessoa

Isaías identificou-se apenas como “Isaías, filho de Amoz” (Is 1.1). Existem outras doze referências como esta, inclusive três no Segundo Livro de Reis e no Segundo Livro de Crônicas. Amoz nunca é identificado, descrito, ou mencionado separadamente dessa afirmação. Embora alguns tenham sugerido que Isaías possa ter sido de linhagem sacerdotal, nada na Bíblia defende esse ponto de vista. “Isaías” significa “a salvação é de Yahweh”, ou “Yahweh é salvação”. Seu nome provavelmente é significativo, mas nunca é explicado e não há nenhuma elaboração sobre ele.

A outra única informação autobiográfica se refere à família de Isaías e é fornecida juntamente com seu ministério ao rei Acaz, de Judá. Quando o reino de Judá foi ameaçado pela aliança Samaria-Síria (Is 7-12), o Senhor instruiu a Isaías, dizendo: “Agora, sai tu com teu filho que se chama Um-Resto-Volverá” (Is 7.3). Deus, então, deu um sinal ao teimoso Acaz:

Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel. Ele comerá manteiga e mel quando souber desprezar o mal e escolher o bem. Na verdade, antes que este menino saiba desprezar o mal e escolher o bem, será desamparada a terra ante cujos dois reis tu tremes de medo” (Is 7.14-16).

Isaías disse que seu segundo filho era o cumprimento, em curto prazo, desta profecia a Acaz:

Fui ter com a profetisa; ela concebeu e deu à luz um filho. Então, me disse o Senhor: Põe-lhe o nome de Rápido-Despojo-Presa-Segura. Porque antes que o menino saiba dizer meu pai ou minha mãe, serão levadas as riquezas de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei da Assíria” (Is 8.3-4).

Isaías chamou sua esposa de profetisa, fazendo dela uma das únicas quatro mulheres assim positivamente intituladas em todo o Antigo Testamento. Parece que seu lar foi um lar piedoso.

Seu ministério e seus escritos revelam características adicionais. Seu ministério teve a duração de 60 anos, desde o final do reinado de Uzias, passando por Jotão e Acaz, chegando até ao reinado de Ezequias; e Isaías parecia tranqüilo em se movimentar na presença desses reis.

Muitos estudiosos do Antigo Testamento observam seu rico vocabulário. H. C. Leupold escreveu:

Praticamente ninguém questionaria a afirmação de que Isaías é um príncipe entre os profetas. Sua eloqüência é muito evidente. (…) Ele dispõe de um vocabulário mais rico que qualquer outro profeta, ainda mais abrangente do que o do Livro de Salmos”.[1]

Certamente, ele não era um pastor, como o profeta Amós, e provavelmente também não era um sacerdote, como o profeta Ezequiel. Isaías foi um profeta de príncipes e um príncipe dos profetas. Seus escritos dão a impressão de que ele se movimentava com graça pela cultura de seus dias. Ele falava vigorosa e especificamente sobre as questões de seu tempo, mesmo olhando adiante, para o juízo sobre Babilônia e para o surgimento de Ciro da Pérsia.

Praticamente ninguém questionaria a afirmação de que Isaías é um príncipe entre os profetas. Sua eloqüência é muito evidente. (…) Ele dispõe de um vocabulário mais rico que qualquer outro profeta, ainda mais abrangente do que o do Livro de Salmos”.

Mas a santidade pessoal no meio de uma cultura cuja espiritualidade está em declínio geralmente vem acompanhada de solidão pessoal e profissional.

O Local

Os dias gloriosos dos reis Davi e Salomão já estavam 200 anos no passado. O reino do Sul, Judá, e o reino do Norte, Israel, haviam coexistido razoavelmente bem. Israel resistia consistentemente a um relacionamento genuíno com Yahweh (Javé), enquanto que Judá vacilava entre reis bons e reis maus. Os reis bons proporcionavam encorajamento espiritual positivo, embora não chegassem ao nível de seu pai, Davi.

Isaías foi enviado a uma nação cuja fé havia se tornado empedernida. Amazias, que reinou durante 29 anos, é descrito como um rei bom, que “fez (…) o que era reto perante o Senhor, ainda que não como Davi, seu pai; fez, porém, segundo tudo o que fizera Joás, seu pai. Tão-somente os altos não se tiraram; o povo ainda sacrificava e queimava incenso nos altos” (2Rs 14.3-4). Uzias (também chamado Azarias), que reinou durante 52 anos, e Jotão, que reinou durante 16 anos, são descritos com palavras praticamente idênticas (2Rs 15.3-4,34-35).

Então veio Acaz, que reinou durante 16 anos:

Não fez o que era reto perante o Senhor, seu Deus, como Davi, seu pai. Porque andou no caminho dos reis de Israel e até queimou a seu filho como sacrifício, segundo as abominações dos gentios, que o Senhor lançara de diante dos filhos de Israel” (2Rs 16.2-3).

Em contraste, Ezequias, provavelmente devido em parte ao ministério piedoso de Isaías, foi um rei justo:

Fez ele o que era reto perante o Senhor, segundo tudo o que fizera Davi, seu pai. Removeu os altos, quebrou as colunas e deitou abaixo o poste-ídolo; e fez em pedaços a serpente de bronze que Moisés fizera, porque até àquele dia os filhos de Israel lhe queimavam incenso e lhe chamavam Neustã. Confiou no Senhor, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele” (2Rs 18.3-5).

Estes foram tempos de prosperidade para Judá. O Senhor abençoava os reis de Judá quando caminhavam de acordo com Ele, mas os punia quando, por orgulho, se voltavam contra Ele.

Cada ciclo de punição e bênção parece ter produzido uma espiral cumulativa que levava para baixo a saúde espiritual da nação. Conforto pessoal geralmente produz negligência. O pecado, mesmo depois de ter sido perdoado, deixa conseqüências duradouras em todos aqueles em que toca.

A Pregação

Depois de receber uma visão pessoal da glória do Senhor, Isaías foi enviado a proclamar o juízo de Deus sobre seu povo. Tristemente, Deus o avisou que o coração do povo seria insensível, seus ouvidos seriam endurecidos e seus olhos, fechados (Is 6.10). Quando o profeta perguntou: “Até quando?”, Deus lhe respondeu: “Até que sejam desoladas as cidades e fiquem sem moradores, e a terra seja de todo desolada” (v. 11).

A profecia de Isaías apresenta duas partes distintas. Do capítulo 1 até ao 39, o enfoque está principalmente no juízo de Deus que paira sobre Judá e Jerusalém (e também sobre as nações vizinhas, notadamente Babilônia, cerca de 200 anos no futuro). Em todas essas mensagens, Isaías relembrava o povo de que o livramento estava disponível na mão soberana do seu Deus. A primeira metade termina com um relato detalhado da oração de Ezequias para que Deus santificasse Seu nome, que o assírio Senaqueribe estava depreciando, e para que Deus desse livramento aos israelitas, destruindo o exército da Assíria. A despeito de ter Deus respondido a esta oração com um livramento miraculoso, Judá continuou a se rebelar contra Ele, trazendo com isso sua própria queda.

Os capítulos 40 até 66 enfocam a salvação para Seu povo depois que havia sido punido por seu pecado contra Ele:

Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai ao coração de Jerusalém, bradai-lhe que já é findo o tempo da sua milícia, que a sua iniquidade está perdoada e que já recebeu em dobro das mãos do Senhor por todos os seus pecados” (Is 40.1-2).

Recusando-Se a ser comparado com qualquer outro ser, o Senhor afirma Seu controle soberano sobre todas as nações. Ele promete levantar Seu Servo, que trará libertação ao Seu povo e removerá o castigo de sobre Jerusalém:

Pelo que agora ouve isto, ó tu que estás aflita e embriagada, mas não de vinho. Assim diz o teu Senhor, o Senhor, teu Deus, que pleiteará a causa do seu povo: Eis que eu tomo da tua mão o cálice do atordoamento, o cálice da minha ira; jamais dele beberás” (Is 51.21-22).

Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas. Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, regozijo. E exultarei por causa de Jerusalém e me alegrarei no meu povo, e nunca mais se ouvirá nela nem voz de choro nem de clamor” (Is 65.17-19).

As advertências de Deus a Seu povo são sempre envoltas em palavras de esperança, e Suas promessas de libertação são geralmente controladas por lembretes de punição. Isaías profetizou tanto juízo quanto libertação para Jerusalém e para Judá sem nenhum foco sobre si mesmo (inclusive com poucas menções a si mesmo). O resultado é a majestosa apresentação da glória de Yahweh e Sua promessa de glorificar o Seu povo através do futuro Reinado do Servo. (Richard D. Emmons – Israel My Glory – http://www.chamada.com.br)

Nota:

  1. H. C. Leupold, Exposition of Isaiah [Exposição de Isaías] (Grand Rapids, MI: Baker Book House, 1968) 1.14.Esboço do Livro de Isaías

AS MARAVILHAS DA CRIAÇÃO

Onde estavas tu, quando eu fundava a terra? Faze-mo saber, se tens inteligência.

Pela fé entendemos que os mundos pela palavra de Deus foram criados; de maneira que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente

(Jó 38:4; Hebreus 11:3).

AS MARAVILHAS DA CRIAÇÃO

Você conhece um dos menores insetos do mundo? É o Alaptus Magnanimus, um inseto cujas larvas vivem como parasitas nos ovos de outros insetos pequenos. O comprimento dele é de um quinto de milímetro. Nesse diminuto ser estão músculos necessários para os numerosos movimentos de suas articulações, seus intestinos, rins, órgãos respiratórios e reprodutivos, etc. São maravilhas da miniaturização.

Quanto mais se estuda o livro da natureza mais se descobre a perfeita sabedoria do Deus criador e o cuidado que Ele colocou em cada ser que criou, desde o infinitamente pequeno até o infinitamente grande.

No entanto, a maravilha das maravilhas é que este todo-poderoso Deus deseja ter um relacionamento conosco, seres humanos tão limitados. Ele nos fala na linguagem de Sua criação. Milhares de cientistas se esforçam para decifrá-la, mas têm de reconhecer a infinita grandeza dAquele que assim nos fala.

Deus também se dirige a cada um de nós de outra maneira. Ele nos fala por meio de Sua Palavra, a Bíblia, porque deseja que O conheçamos.

O evangelho Segundo Isaías

O Evangelho Segundo Isaías

Não muito tempo atrás, houve uma descoberta perto de Tel Megiddo, no Norte de Israel. Foi uma inscrição dedicatória em grego, encontrada nos escombros de uma igreja do Século III. Nela se lia: “Akeptous [nome de mulher], que ama a Deus, ofereceu a mesa [possivelmente uma mesa de Santa Ceia] a Deus Jesus Cristo como memorial”.

As palavras “Deus Jesus Cristo” revelam como os cristãos primitivos – formados de crentes judeus e gentios – consideravam Jesus, mesmo antes do Concílio de Nicéia (325 d.C.), que afirmou que Deus é uma Triunidade. Aproximadamente 1.000 anos antes, o profeta judeu Isaías havia mencionado a mesma coisa (Is 48.16).

Muitas das profecias de Isaías, de fato, enfocavam a pecaminosidade da humanidade e um Redentor divino que estava por vir, de forma que Isaías é mencionado como o primeiro evangelista da Bíblia; e o Livro de Isaías é freqüentemente chamado de “O Livro da Salvação”.

O Dr. Victor Buksbazen, cujo comentário sobre Isaías é um trabalho definitivo sobre o assunto, escreveu:

Em Isaías, a profecia bíblica atingiu seu clímax inspirado. O que Demóstenes representava para a oratória grega, Isaías representava para a profecia hebraica. Ele foi a voz de Deus para Israel, a consciência da nação, o arauto do Messias e de Seu Reino universal. (…) Durante muitos séculos, Isaías tem sido conhecido como “O evangelista do Antigo Testamento” e suas profecias têm sido descritas como “o Evangelho segundo Isaías”. O profeta Isaías esteve mais freqüentemente nos lábios de nosso Senhor e dos apóstolos do que qualquer outro profeta.[1]

O Proclamador do Messias

Jesus leu do Livro de Isaías quando estava na sinagoga de Nazaré. “Indo para Nazaré, onde fora criado, entrou, num sábado, na sinagoga, segundo o seu costume, e levantou-se para ler” (Lc 4.16):

O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos, e apregoar o ano aceitável do Senhor” (vv.18-19; cf. Is 61.1-2).

Então, Ele devolveu o rolo de pergaminho ao assistente da sinagoga e se sentou. Com todos os olhos fixos nEle, Jesus declarou: “Hoje, se cumpriu a Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4.21). Jesus estava dizendo que era o Servo divino, o Ungido (em hebraico, Moshiach) sobre quem Isaías falara.

Buksbazen escreveu também:

Comentadores judeus aplicam estas palavras ao próprio profeta Isaías. Mas nenhum profeta jamais falou de si mesmo desta maneira. (…) A missão descrita nos versículos 1-3 é de natureza tão radical que apenas o próprio Deus seria capaz de realizá-la.[2]

O Livro de Isaías contém muitas referências diretas e indiretas ao Messias, chamando-O de “Renovo do Senhor” (Is 4.2), “rebento do tronco de Jessé” (Is 11.1), “meu servo [de Deus]” (Is 42.1), e “o meu escolhido [de Deus], em quem a minha alma se compraz” (Is 42.1).

A Palavra declara que Ele é o herdeiro por direito ao trono de Davi (Is 9.7; cf. Lc 1.32-33) e diz que Ele autenticará Seu papel como Messias ao curar os cegos, os surdos e os aleijados (Is 29.18; Is 35.5-6; cf. Mt 11.3-5; Lc 7.22). Ele também estabelecerá a Nova Aliança (Is 55.3-4; cf. Lc 22.20) e um dia estabelecerá um Reino Messiânico sobre o qual reinará e no qual será adorado (Is 9.7; Is 66.22-23; cf. Lc 1.32-33; Lc 22.18,29-30; Jo 18.36).

O Salvador Único e Exclusivo de Isaías

O povo de Israel via Deus como seu Salvador (Is 43.3; 45.15,21). Suas experiências no Êxodo e suas caminhadas pelo deserto o convenceu que somente Deus pode salvar. Por inspiração, Isaías profetizou a respeito de um Redentor que viria a este mundo como bebê:“Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). E Buksbazen escreveu:

O nascimento dEle como criança indica Sua humanidade. Que Ele nos tenha sido dado (lanu – “para nós”, em hebraico) como filho, enfatiza o fato de que Ele é um presente de Deus para o Seu povo. Seu caráter sobrenatural é mais tarde indicado pelo fato de que (…), de uma maneira peculiar, Deus confiou a Ele o governo sobre o Seu povo. (…) Os peculiares quatro nomes duplos dados à criança enfatizam Seu caráter divino.[3]

O povo de Israel via Deus como seu Salvador. Suas experiências no Êxodo e suas caminhadas pelo deserto o convenceu que somente Deus pode salvar.

Buksbazen também disse que os comentadores judeus não contestaram a natureza messiânica da profecia “até os tempos modernos, em que a controvérsia cristológica tornou-se muito acalorada”.[4] Na verdade, o Targum Jonathan, uma tradução do aramaico e comentário da Bíblia hebraica, datado do primeiro século, parafraseou Isaías 9.6 da seguinte forma:

“Pois, a nós um Filho nasce, a nós um Filho é dado: e Ele receberá a Lei sobre Si para guardá-la; e Seu nome é chamado desde a Antigüidade, Maravilhoso, Conselheiro, Eloha [Deus nas Alturas], O Poderoso, O Que Habita na Eternidade, O Messias, porque a paz será multiplicada sobre nós em Seus dias”.

Esta visão rabínica concorda com o profeta Isaías, de que o Filho que “nasceu” e “foi dado” é Deus.

Qualquer pessoa que conhecesse e entendesse a profecia de Isaías deve ter-se regozijado quando soube o que o anjo disse aos pastores em Belém: “É que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor” (Lc 2.11). O Messias divino havia chegado e redimiria Seu povo.

O Único Caminho de Isaías

O Cântico do Servo Sofredor em Isaías 52.13-53.12 é considerado como o pináculo mais elevado das profecias de Isaías. Uma leitura não-tendenciosa não pode levar a qualquer entendimento a não ser aquele de um Messias que sofre, morre e ressuscita para trazer redenção eterna a Seu povo: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados” (Is 53.5).

O Servo Sofredor é o Salvador Sofredor. John Richard Sampey (1863-1946), um estudioso que mais tarde tornou-se presidente do Seminário Teológico Batista do Sul, disse relativamente a Isaías 53:

A aplicação ao Novo Testamento desta grandiosa profecia sobre Jesus não é uma acomodação de palavras originalmente faladas sobre Israel como nação, mas o reconhecimento do fato de que o profeta pintou antecipadamente um retrato do qual Jesus Cristo é o original.[5]

A mensagem do evangelho de Isaías não é muito diferente do evangelho que pregamos hoje. Ela segue:

  • Deus é santo (Is 43.15)
  • Todos pecaram contra Deus (Is 59.12)
  • O pecado separa o homem de Deus (Is 59.2)
  • O Messias tratará da questão do pecado (Is 53.6)
  • Devemos buscá-lO e clamar por Seu nome para recebermos redenção.

Os rabinos certa vez declararam: “Todos os profetas profetizaram relativamente aos, ou até os, dias do Messias” (Talmud Sanhedrin 99a). Quando Jesus esteve na sinagoga de Nazaré, talvez uns poucos tenham percebido o cumprimento das profecias de Isaías. Quão bem-vindas estas boas-novas devem ter sido àqueles que creram! (Peter Colón – Israel My Glory –http://www.chamada.com.br)

Notas:

  1. Victor Buksbazen, The Prophet Isaiah [O Profeta Isaías] (1971: Bellmawr, NJ: The Friends of Israel Gospel Ministry, Inc., 2008), 78.
  2. Ibid., 462.
  3. Ibid., 163.
  4. Ibid.
  5. Richard Sampey, citado em Gilbert Guffin, The Gospel in Isaiah [O Evangelho em Isaías] (Nashville, TN: Convention Press, 1968), 79.

CONTENTAMENTO DE ESPÍRITO

Porque já aprendi a contentar-me com o que tenho.

Mas é grande ganho a piedade com contentamento

(Filipenses 4:11; 1 Timóteo 6:6).

CONTENTAMENTO DE ESPÍRITO

Certa mulher possuía tudo para ser feliz: saúde, dinheiro, sucesso. Mas durante uma crise depressiva, ela se matou. O jornalista que escreveu a matéria sobre o trágico fato comentou: “Era uma eterna insatisfeita”.

“Quem vive contente com nada possui todas as coisas”, disse um escritor francês. De fato, o contentamento de espírito é uma riqueza fora do alcance de qualquer crise material ou emocional. Talvez você inveje as pessoas que estão sempre contentes, mas ache que tem uma natureza pessimista, impossível de mudar. Preste atenção no que o apóstolo Paulo declara: “Já aprendi a contentar-me com o que tenho”. Você tem ideia de onde ele estava quando escreveu isso? No fundo de uma prisão romana na qual foi jogado pelo simples fato de ser cristão. Seu contentamento não foi um dom recebido ao nascer, mas resultado de uma aprendizagem de intenso sofrimento. Ele havia aprendido na escola do Senhor Jesus Cristo, a quem entregara seu coração. Tal contentamento também era resultado de um relacionamento de confiança em Deus, cultivado ao longo do tempo e das provas.

Filhos de Deus, mediante a fé apoderemo-nos das promessas de nosso Pai celeste que nos ama e tem domínio sobre todas as circunstâncias de nossa vida. Não permita que o descontentamento roube sua visão e o torne cego para a preciosidade do conhecimento de Cristo. Não permita que as coisas que você acha que não tem tomem o lugar daquilo que você já recebeu do Pai: o Espírito Santo.

Não esqueçamos que “ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas” (Atos 17:25). “Aquele que nem mesmo a seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, como nos não dará também com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32).