As Obras de Deus:

\"Os céus declaram a glória de Deus\" (Sl 19:1, NVI) Rádio a Voz do Evangelho

Ele nos ouve e nos responde:

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Salmos 86:1

Somente o Senhor Jesus pode nos garantir Vida Eterna!

”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

As moradas de Deus:

Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! Salmos 84:1

 

O RECURSO DA ORAÇÃO

Não estejais inquietos por coisa alguma; antes as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus pela oração e súplica, com ação de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus

(Filipenses 4:6-7).

O RECURSO DA ORAÇÃO – Testemunho

“Meu pai sempre recordava o período de desemprego que enfrentou durante a grande crise de 1936. O que fazia com que a história de meu pai fosse muito emocionante era nossa situação familiar: eram seis filhos para serem criados com uma ajuda estatal muito limitada. Porém, meus pais receberam o Senhor Jesus como Senhor e Salvador, e se ancoravam nEle por meio da oração. Nessa época eu só tinha sete anos, mas me lembro bem dos momentos em que cada noite após o jantar, todos reunidos e de joelhos, pedíamos a Deus que resolvesse essa situação tão difícil.

No início de 1937, ele recebeu uma carta. Era uma resposta a uma solicitação feita à autoridade militar em 1919! Naquele ano meu pai tinha pedido um emprego reservado para os feridos de guerra (1914-1918). Ele fizera tal solicitação sem saber o que o futuro lhe reservava. Dezoito ano depois, justo no momento em que meu pai mais precisava, Deus mandou o emprego. Era somente uma vaga de trabalhador braçal, mas ele estava feliz de poder trabalhar; era magnífico. Naquela noite, como foi maravilhoso poder agradecer a Deus por Sua fidelidade!”

Deus Se alegra em que aprendamos a não estarmos inquietos por coisa alguma.

Bases Bíblicas do Sionismo

Bases Bíblicas do Sionismo

Fritz May

O Congresso da Basiléia e suas conseqüências

Naqueles memoráveis dias de 29 a 31 de agosto do ano de 1897, reuniram-se na cidade suíça às margens do Reno, pela primeira vez depois da destruição do Estado judeu há quase 2.000 anos, 197 representantes de 17 países para participarem do Primeiro Congresso Sionista. Aos congressistas reunidos no centro de convenções, o jornalista e escritor judeu Theodor Herzl falou em seu emocionante discurso:

“Somos um povo. Todos os povos têm uma pátria. Precisamos de uma pátria nacional para nosso povo. Por isso queremos lançar a pedra fundamental para a casa que um dia vai abrigar a nação judaica”. Quando terminou seu discurso, Herzl foi entusiasticamente aplaudido. Muitos viam nele um “predestinado por Deus” e outros o novo “rei dos judeus”. Muitos chegavam a considerá-lo o Messias.

Ao seu final, o Primeiro Congresso Sionista publicou um manifesto intitulado “O Programa da Basiléia”, onde se lê, entre outras coisas, que: “O sionismo almeja para o povo judeu a criação de uma pátria na Palestina com garantias públicas e legais” (naquela época, a terra de Israel, sob domínio turco, era chamada dessa forma).

Três dias mais tarde, em 3 de setembro de 1897, Theodor Herzl escreveu em seu diário: “Se eu resumir o Congresso da Basiléia em uma única frase – que evitarei falar publicamente – ela seria: na Basiléia fundei o Estado judeu. Se hoje eu fosse falar isso em voz alta, uma zombaria universal viria como resposta. Talvez em cinco anos, mas certamente em 50 anos, cada um o verá.” Com essas palavras, que soavam utópicas na época, Herzl parecia um verdadeiro profeta de Israel. Inconscientemente ele preparou o caminho para o cumprimento de grandiosas promessas bíblico-proféticas. Por isso, quando Herzl faleceu em 3 de julho de 1904, aos 44 anos de idade, o ideal sionista não morreu, nem desapareceu com ele a idéia de estabelecer outra vez, em terras bíblicas de Israel, um Estado judeu. Pois exatamente 50 anos mais tarde, em 29 de novembro de 1947, as Nações Unidas decidiram repartir a “Palestina”, a terra bíblica de Israel, em um Estado judeu e um Estado árabe. Com isso, a fundação ‘de direito’ do Estado de Israel era um fato consumado dentro do direito internacional. Alguns meses mais tarde, em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel como continuação do Israel bíblico. Foi o acontecimento do século. Um acontecimento de mais significado e expressão na história mundial, no Plano de Salvação e no contexto dos tempos finais do que a chegada do homem à Lua.

Em 14 de maio de 1948 (5 de yiar de 5708 segundo o calendário judaico), foi proclamado em Tel Aviv o novo Estado de Israel como continuação do Israel bíblico.

É importante refletir sobre as origens bíblicas do sionismo e sua concretização histórica no século passado, bem como questionar seu significado atual e futuro. Pois, para nós cristãos, eles são extraordinariamente importantes em nosso posicionamento em relação aos judeus e ao Estado de Israel.

O que é sionismo?

A palavra “sionismo” não se encontra na Bíblia. Ela foi usada, pela primeira vez, pelo escritor judeu Nathan Birnbaum no ano de 1890 em uma revista hebraica. Apesar disso, o sionismo tem forte base bíblica. Ele é o retorno do povo judeu a Sião cumprindo o propósito divino:

  • “Assim diz o Senhor Deus: Hei de ajuntá-los no meio dos povos, e os recolherei das terras para onde foram lançados, e lhes darei a terra de Israel” (Ez 11.17).
  • “…vos levarei a Sião” (Jr 3.14).
  • “Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará a sua cabeça; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Is 35.10).
  • “…e habitarão na sua terra” (Jr 23.8).

Deus é, portanto, o verdadeiro motivador do sionismo (bíblico). E Theodor Herzl foi Seu “profeta” na virada do século passado e contribuiu decisivamente para a realização do sionismo. Pois, o sionismo é a volta prometida e desejada por Deus do povo judeu para Sião.

Onde ou o que é Sião?

Segundo a Bíblia, Sião é primeiramente um monte. Ele se encontra em Jerusalém e é o monte do templo. Nele Deus habita (Is 8.18; 18.7). Desde então, o monte é o “axis mundi”, o eixo, o centro mais sagrado do mundo.

Em um sentido mais amplo, Sião também é Jerusalém. Deus fundou a cidade como refúgio e pátria para Seu povo escolhido (Is 14.32). Desde então, Seu povo Israel habita ali (Is 10.24; 18.7). Jerusalém é também a cidade do culto a Deus em Israel (Is 33.20a). Nos tempos finais, os exércitos das poderosas nações mundiais vão lutar contra Sião (Is 29.8). Mas o Messias de Deus será o vitorioso e estabelecerá Sua residência em Sião (Is 24.23). Afinal, de Sião sairão a paz, a sabedoria, a justiça e os ensinamentos divinos para toda a humanidade (Is 2.3).

Além disso, Sião também é toda a terra de Israel entre o Mediterrâneo e o Jordão. É a terra de Deus, o visionário centro do povo judeu, o santo ponto de partida e de chegada de todos os caminhos de Deus pelos quais Ele dirige Seu povo e todos os demais povos da terra.

Desde sempre o sionismo legítimo se expressa emamor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida.

Resumindo: Sião é a expressão de toda a esperança judaica, que aguarda o Messias nestes finais dos tempos e que anseia pelo Seu reinado de paz. Por isso o final do hino nacional de Israel, a “Hatikva” (Esperança), diz: “…em Sião, terra de Jerusalém”.

O amor a Sião se torna movimento de libertação

Desde sempre o sionismo legítimo se expressa em amor a Sião. Esse amor é demonstrado no anseio em voltar para a Terra Prometida. Ele é comparável com a espera por Cristo que está voltando. Ambos exprimem confiança e fé nas promessas de Deus. Seu alvo comum é a salvação plena.

O sionismo sempre encontrou sua forma visível nos movimentos de libertação nacional do povo judeu. Quando os judeus, há 2.500 anos, foram expulsos de sua terra pela primeira vez, e choraram às margens dos rios da Babilônia e, em oração e na prática, buscaram caminhos e meios de voltarem para sua pátria, começou o movimento sionista.

O hino desses primeiros sionistas está gravado no Salmo 137.1-6: “Às margens dos rios da Babilônia, nós nos assentávamos e chorávamos, lembrando-nos de Sião. Nos salgueiros que lá havia, pendurávamos as nossas harpas, pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções, e os nossos opressores, que fôssemos alegres, dizendo: Entoai-nos algum dos cânticos de Sião. Como, porém, haveríamos de entoar o canto do Senhor em terra estranha? Se eu de ti me esquecer, ó Jerusalém, que se resseque a minha mão direita. Apegue-se-me a língua ao paladar, se me não lembrar de ti, se não preferir eu Jerusalém à minha maior alegria.”

Quando os judeus, depois de um levante maciço contra o exílio, voltaram para a terra de seus antepassados, reconstruíram o templo e restabeleceram o seu país, isso foi sionismo posto em prática.

Em 132 d.C., quando [os judeus] se desvencilharam das forças de ocupação romanas pela última vez, na rebelião de Bar Kochba, e fundaram um novo Estado judeu, isso foi sionismo autêntico.

Quando, em 1882, os olim (imigrantes) começaram a regressar a Sião em dezenas e até centenas de milhares nos grandes movimentos de imigração (aliá), vindos principalmente de países árabes, africanos e asiáticos, e quando lutaram contra a resistência de turcos, ingleses, nazistas e árabes, voltando a Sião, isso foi sionismo dentro da vontade de Deus.

Quando, desde 1990, mais de 650.000 judeus dos países ex-comunistas e, a partir de 1991, mais de 140.000 judeus etíopes, os assim chamados “filhos de Salomão” (falashas), vieram a Israel em meio a grandes aventuras pelo caminho, isso foi sionismo messiânico, mesmo que cada regresso a Sião tenha tido sempre um componente político.

O sionismo não está morto

“Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos.”

E esse sionismo continua. Pois ele é parte integrante e muito especial do plano divino no final dos tempos e de toda a história da salvação. Muitas pessoas, inclusive cristãs, afirmam que o sionismo está morto. Dizem que as promessas de Deus abrangem também uma terra (biblicamente, “montes de Israel”) que pertence aos palestinos. Mas o firme propósito de Deus continua de pé e é muito explícito em relação à continuidade do sionismo: “Assim diz o Senhor Deus, que congrega os dispersos de Israel: Ainda congregarei outros aos que já se acham reunidos” (Is 56.8). Isso significa que os judeus que ainda se encontram espalhados pelos países do mundo também voltarão a Israel.

É por isso que a saudade por Sião, o anelo por Sião, é tão vívido no coração e na mente de todo judeu religioso. Quando vai comer, agradece pela comida e, ao mesmo tempo, pela terra que Deus deu a seus antepassados; agradece pela terra de Israel. No início de cada novo dia, ele ora a Deus e pede misericórdia para com Jerusalém, Sião, a morada de Sua glória, e, que os judeus possam voltar incólumes para sua terra.

Quando um judeu clama por chuva em Nova Iorque, Moscou ou Berlim, isso acontece na época em que os campos da Judéia precisam de água. Quando o judeu se rejubila nas festas de ação de graças, ele o faz na época em que se colhem os primeiros frutos em Israel. Em um casamento judeu, o noivo esmigalha uma taça com os pés, simbolizando que nenhuma alegria sobre a terra pode ser perfeita enquanto Sião não tiver ressurgido. E o ponto culminante de cada festa de pessah (páscoa) é a oração repetida todos os anos: “No próximo ano em Jerusalém!”

Por detrás dessa nostalgia por Jerusalém, por Sião, esconde-se uma saudade profunda e um anseio por Deus, pelo Messias, pela salvação de Israel.

Assim a saudade por Sião e a volta a Sião sempre têm traços messiânicos. Elas têm relação com o Salvador, o Messias. E é por isso, que todo judeu religioso ora a Deus três vezes ao dia: “Que nossos olhos vejam quando voltares a Sião!”

O que são sionistas cristãos?

Sionistas cristãos são pessoas:

  • que crêem no Senhor Jesus Cristo.
  • que têm raízes espirituais inseparavelmente ligadas com o povo de Israel.
  • que promovem e incentivam a volta do povo judeu a Sião com todos os meios disponíveis (oração, recursos, diálogo).
  • que amam e visitam Jerusalém e a terra de Israel (Sião), para aprofundarem a sua fé e sua relação com Israel.
  • que se empenham pelo direito à existência do povo e da terra de Israel entre o Mediterrâneo e o Jordão e que demonstram amor e solidariedade para com pessoas judias (Is 62.1ss).
  • que usam a estrela de Davi como sinal de reconhecimento e solidariedade para com Israel.

Estes sionistas cristãos são os únicos amigos autênticos de Israel!

Somos desafiados hoje a nos posicionarmos de maneira inequívoca ao lado da vontade de Deus e de Seu plano, e de sermos fiéis a Israel, Seu povo escolhido – até que, de Sião, venha o Messias e Salvador: Jesus Cristo!

Então “…o Senhor ainda consolará a Sião!” (Zc 1.17). (Fritz May – Christen für Israel, 9-10/97 - http://www.chamada.com.br)

A COMIDA DIVINA

E no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé, e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.

Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde, comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite.

(João 7:37-38; Isaías 55:1).

A COMIDA DIVINA

Que convite inacreditável! É o convite do Deus vivo para nós, seres tão pequenos. Para mim e para você. O amor e a bondade de Deus comovem seu coração? Ou não? Deus lhe oferece vinho (que simboliza a verdadeira alegria); e leite (a nutrição espiritual). Na Grécia antiga, as pessoas imaginavam que havia uma “comida dos deuses”, néctar e ambrosia, e nenhum mortal poderia obtê-los. Mas o Deus vivo oferece Seus dons “sem dinheiro e sem preço”. Todos os tesouros do mundo não podem comprar uma única gota do vinho da verdadeira felicidade.

Ele não desperdiça Seus preciosos dons, porque foram obtidos a um preço elevadíssimo: a morte e o sangue do Senhor Jesus no Calvário. Talvez você exclame: “Ah, essa velha história de novo!”. Sim, este é um convite que há séculos ecoa neste mundo, onde o pecado nos deixou sedentos e famintos. No tempo determinado, o Senhor Jesus veio para Se dar como alimento: “Porque a minha carne verdadeiramente é comida, e o meu sangue verdadeiramente é bebida” (João 6:55).

Ser convidado a se alimentar do “Cordeiro de Deus”, a beber do vinho e do leite do céu é um privilégio além da imaginação. Você tem comido a comida divina? Ou você se recusa a comer a carne do Filho de Deus e a beber Seu sangue, i.e. aceitar o Senhor Jesus como seu Salvador pessoal? “Na verdade, na verdade vos digo que, se não comerdes a carne do Filho do homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis vida em vós mesmos” (João 6:53).

A Verdade Sobre o Arrebatamento

A Verdade Sobre o Arrebatamento

Thomas Ice e Timothy Demy

Uma pesquisa recente da revista U.S. News & World Report descobriu que 61 por cento dos americanos acreditam que Jesus Cristo vai voltar à terra, e 44 por cento acreditam no Arrebatamento da Igreja.[1] O que é o Arrebatamento? Com tamanha certeza popular, por que há tanta confusão interpretativa a respeito desses acontecimentos? A doutrina do Arrebatamento pré-tribulacional é um ensino bíblico importante não apenas por oferecer percepções interessantes sobre o futuro, mas também porque oferece aos crentes motivação para a vida contemporânea.

O Arrebatamento pré-tribulacional ensina que, antes do período de sete anos conhecido como Tribulação, todos os membros do corpo de Cristo (tanto os vivos quanto os mortos) serão arrebatados nos ares para o encontro com Jesus Cristo e depois serão levados ao céu.

O ensino do Arrebatamento é mais claramente apresentado em 1 Tessalonicenses 4.13-18. Nessa passagem Paulo informa seus leitores de que os crentes que estiverem vivos por ocasião do Arrebatamento serão reunidos aos que morreram em Cristo antes deles. No versículo 17 a palavra “arrebatados” traduz a palavra grega harpazo, que significa “dominar por meio de força” ou “capturar”. Essa palavra é usada 14 vezes no Novo Testamento Grego de várias maneiras diferentes.

Ocasionalmente o Novo Testamento usa harpazo com o sentido de “roubar”, “arrastar” ou “carregar para longe” (Mateus 12.29; João 10.12). Também pode ser usada com o sentido de “levar embora com uso de força” (João 6.15; 10.28-29; Atos 23.10; Judas 23). No entanto, para nossos propósitos, um terceiro uso é mais significativo. Diz respeito ao Espírito Santo levando alguém de um lugar para outro. Encontramos esse uso em quatro ocorrências (Atos 8.39; 2 Coríntios 12.2, 4; 1 Tessalonicenses 4.17; Apocalipse 12.5).[2]

Esse último uso é ilustrado em Atos 8.39, quando Filipe, ao completar o batismo do oficial etíope, é “arrebatado” e divinamente transportado do deserto até a cidade costeira de Azoto. De modo semelhante, a Igreja será, num momento, levada da terra ao céu. Não deve-se estranhar, portanto, que um autor contemporâneo tenha chamado esse evento peculiar de “O Grande Seqüestro”.[...]

Por que a doutrina da iminência é significativa para o Arrebatamento?

O ensino neo-testamentário de que Cristo poderia voltar a qualquer momento e arrebatar a Sua Igreja sem sinais ou advertências prévios (i.e. iminência) é um argumento tão poderoso em favor do pré-tribulacionismo que se tornou uma das doutrinas mais ferozmente atacadas pelos oponentes da posição pré-tribulacionista. Eles percebem que, se o Novo Testamento de fato ensinar a iminência, um arrebatametno pré-tribulacional estará praticamente assegurado.

Definição de Iminência

Qual é a definição bíblica de iminência? O Dr. Renald Showers define e descreve iminência da seguinte maneira:

Um acontecimento iminente é aquele que está sempre “pairando acima de alguém, constantemente prestes a vir sobre ou a alcançar alguém; próximo quanto à sua ocorrência” (The Oxford English Dictionary, 1901, V. 66). Assim, a iminência traz consigo o sentido de que algo pode acontecer a qualquer momento. Outras coisaspodem acontecer antes do evento iminente, mas nada precisa acontecer antes que ele aconteça. Se alguma coisa precisa acontecer antes de determinado evento ocorrer, tal evento não é iminente. Em outras palavras, a necessidade de que algo ocorra antes destrói o conceito de iminência.
Uma vez que é impossível saber exatamente quando ocorrerá um evento iminente, não se pode contar com a passagem de determinado período de tempo antes que tal evento iminente ocorra. À luz disso, é preciso estar sempre preparado para que ele aconteça a qualquer momento.
Não se pode legitimamente estabelecer direta ou implicitamente uma data para sua ocorrência. Assim que alguém marca uma data para um evento iminente, destrói o conceito de iminência, porque ao fazer isso afirma que um determinado intervalo de tempo deve transcorrer antes que tal evento ocorra. Uma data específica para um evento é contrária ao conceito de que tal evento possa ocorrer a qualquer momento.
É impossível dizer legitimamente que um evento iminente vai acontecer em breve. A expressão “em breve” implica que tal evento precisa ocorrer “dentro de um tempo pequeno (depois de um ponto específico designado ou implícito)”. Em termos de contraste, um evento iminente pode ocorrer dentro de um pequeno intervalo de tempo, mas não precisa fazê-lo para ser iminente. Espero que você perceba, agora, que “iminente” não é igual a “em breve”.[3]
O fato de que Jesus Cristo pode voltar a qualquer momento, mesmo que não necessariamente em breve, e sem a necessidade de qualquer sinal anterior à Sua vinda, requer o tipo de iminência ensinado pela posição pré-tribulacionista e é um forte apoio ao pré-tribulacionismo.

Que passagens do Novo Testamento ensinam essa verdade? Os versículos que afirmam a volta de Cristo a qualquer momento, sem aviso prévio, e aqueles que instruem os crentes a esperar e aguardar a vinda do Senhor ensinam a doutrina da iminência.

Observem-se as seguintes passagens do Novo Testamento:

1 Coríntios 1.7 – “…aguardando vós a revelação de nosso Senhor Jesus Cristo”.
1 Coríntios 16.22 – “Maranata!”
Filipenses 3.20 – “Pois a nossa pátria está nos céus, de onde também aguardamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo”.
Filipenses 4.5 – “Perto está o Senhor”.
1 Tessalonicenses 1.10 – “e para aguardardes dos céus o Seu Filho…”.
1 Tessalonicenses 4.15-18 – “Ora, ainda vos declaramos, por palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até à vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem. Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor. Consolai-vos, pois, uns aos outros com estas palavras”.
1 Tessalonicenses 5.6 – “Assim, pois, não durmamos como os demais; pelo contrário, vigiemos e sejamos sóbrios”.
1 Timóteo 6.14 – “que guardes o mandato imaculado, irrepreensível, até à manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo”.
Tito 2.13 – “aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”.
Hebreus 9.28 – “assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação”.
Tiago 5.7-9 – “Sede, pois, irmãos, pacientes, até a vinda do Senhor… pois a vinda do Senhor está próxima… Eis que o Juiz está às portas”.
1 Pedro 1.13 – “Por isso,… sede sóbrios e esperai inteiramente na graça que vos está sendo trazida na revelação de Jesus Cristo”.
Judas 21 – “guardai-vos no amor de Deus, esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo, para a vida eterna”.
Apocalipse 3.11; 22.7, 12, 20 – “Eis que venho sem demora!”
Apocalipse 22.17, 20 – “O Espírito e a Noiva dizem: Vem. Aquele que ouve diga: Vem.
Aquele que dá testemunho destas cousas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus!”

Ao considerarmos as passagens mencionadas acima, observamos que Cristo pode voltar a qualquer momento, que o Arrebatamento é de fato iminente. Somente o pré-tribulacionismo pode dar um sentido pleno, literal, a tal acontecimento iminente. Outras posições sobre o Arrebatamento precisam redefinir iminência de maneira mais elástica do que indica o Novo Testamento. O Dr. John Walvoord declara: “A exortação a que aguardemos a ‘manifestação da glória’ de Cristo para os Seus (Tito 2.13) perde seu significado se a Tribulação tiver que ocorrer antes. Fosse esse o caso, os crentes deveriam observar os sinais.”[4] Se a posição pré-tribulacionista sobre a iminência não for aceita, então haverá sentido em procurar identificar os eventos relacionados à Tribulação (i.e., o Anticristo, as duas testemunhas, etc.) e não em esperar o próprio Cristo. O Novo Testamento, todavia, como demonstrado acima, uniformemente instrui a Igreja a olhar para a volta de Cristo, ao passo que os santos da Tribulação são exortados a observar os sinais.

A exortação neo-testamentária a que nos consolemos mutuamente pela volta de Cristo (João 14.1; 1 Tessalonicenses 4.18) não mais teria sentido se os crentes tivessem, primeiro, que passar por qualquer porção da Tribulação. Em vez disso, o consolo teria que esperar a passagem pelos eventos da Tribulação. Não! A Igreja recebeu uma “bendita esperança”, em parte porque a volta do Senhor é, de fato, iminente.

A Igreja primitiva tinha uma saudação especial que os crentes só usavam entre si, conforme registrado em 1 Coríntios 16.22: a palavra “Maranata!” Esta palavra é constituída de três termos aramaicos: Mar (“Senhor”), ana (“nosso”), e tha (“vem”), significando, assim, “Vem, nosso Senhor!” Como outras passagens do Novo Testamento, “Maranata” só faz sentido se uma vinda iminente, ou seja, a qualquer momento, for pressuposta. Isso também serve de apoio à posição pré-tribulacionista.

Não foi à toa que os antigos cristãos cunharam essa saudação peculiar que reflete uma ansiosa expectativa pelo cumprimento dessa bendita esperança como uma presença real em suas vidas cotidianas. A vida da Igreja em nossos dias só teria a melhorar se “Maranata” voltasse a ser uma saudação sincera nos lábios de crentes que vivem com esta expectativa. Maranata! (Thomas Ice e Timothy Demy – http://www.chamada.com.br)

Notas

Jeffrey L. Sheler, “The Christmas Covenant”. U.S. News & World Report, 19 de dezembro de 1994, pp. 62, 64.
Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, “harpazo”, editado por Colin Brown. Vida Nova, São Paulo, 1982. Volume 1, p. 239-243.
Ibid., pp. 127-128.
Walvoord, The Rapture Question, p. 273.

O SEPULCRO VAZIO

Assim está escrito, e assim convinha que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressuscitasse dentre os mortos.

E aconteceu que, estando elas muito perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois homens, com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou

(Lucas 24:46 e 24:4-6).

O SEPULCRO VAZIO

A ressurreição do Senhor tinha uma importância tão grande que deveria ser anunciada de maneira extraordinária para as mulheres que foram ao sepulcro e também aos discípulos. Por isso, dois anjos desceram do céu para dizer a elas que Aquele a quem buscavam entre os mortos estava vivo. O Senhor Jesus havia ressuscitado. Ao ouvir os anjos, elas “lembraram-se das suas palavras” (v. 8). É necessário manter no coração a Palavra de Deus, crer e meditar nela, para que ela conduza nossas ações e reações o tempo inteiro. Essas piedosas mulheres, tendo esquecido o que o Senhor Jesus falara, queriam embalsamar o corpo de Deus, não sabendo que Ele vivia. Elas olhavam para o mundo ao invés de olhar para o alto; estavam confusas e preocupadas ao invés de felizes e jubilosas.

“E, voltando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas aos onze e a todos os demais. E eram Maria Madalena, e Joana, e Maria, mãe de Tiago, e as outras que com elas estavam, as que diziam estas coisas aos apóstolos” (vv. 9-10). Ao citar seus nomes, Deus mostra o quanto apreciava o zelo e apego delas ao Seu Filho amado, apesar da ignorância. Deus sempre leva em conta o que se faz pelo Senhor Jesus em um mundo que O odeia.