As Obras de Deus:

\\\\\\\"Os céus declaram a glória de Deus\\\\\\\" (Sl 19:1, NVI) Rádio a Voz do Evangelho

Ele nos ouve e nos responde:

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Salmos 86:1

Somente o Senhor Jesus pode nos garantir Vida Eterna!

”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

As moradas de Deus:

Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! Salmos 84:1

 

NO CÉU, MAS AQUI TAMBÉM!

Minha alma disse ao Senhor: Tu és o meu Senhor, a minha bondade não chega à tua presença? Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente

(Salmo 16:2 e 11).

NO CÉU, MAS AQUI TAMBÉM!

Quando estivermos no céu, na presença do Senhor, festejando diante dEle, se tornará realidade versículo acima que explodiremos em louvor. O Senhor Jesus declarou que onde Ele estivesse, nós estaríamos também. No entanto, Sua vontade é que desfrutemos dessa intimidade com o Pai e com o Filho agora mesmo.

Cristãos que experimentam essa comunhão divina apenas algumas vezes são as criaturas mais pobres deste mundo. Diante da riqueza que há na presença do Senhor, a maioria se contenta com migalhas ao longo da vida! Somos aconselhados pelas Escrituras a pensar nEle e amá-Lo, desenvolver a comunhão com Ele, conversar com Ele, reconhecer Sua presença conosco a cada minuto, meditar nEle e clamar por Ele. Isso é algo que temos de cultivar conscientemente. Precisamos praticar a presença de Deus, lembrando que Ele está sempre ao nosso lado.

São inúmeras as distrações que nos afastam do Senhor, por isso é necessário alinharmos nossa mente sempre que estivermos vagueando. Podemos pedir ajuda a Ele para tal coisa. Necessitamos habitar na presença de Deus a cada segundo; e não temos de esperar a vinda do Senhor para vivermos o Salmo 16:11!

DIVISÃO DE ALMA E ESPÍRITO

DIVISÃO DE ALMA E ESPÍRITO

O texto de Hebreus 4.12 declara que “…a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração”.
Este texto fala de separação de alma e espírito pela Palavra de Deus.
Sabemos que o corpo, a alma e o espírito do homem formam uma grande unidade, e estão intimamente ligados, de modo que se pode dizer que são uma só coisa, assim como Deus é um, e no entanto são três pessoas: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo.
Por isso, quando o espírito deixa este mundo, o corpo morre; se o corpo morre, sai o espírito e volta para Deus. Quando o corpo e alma descansam no sono, também descansa o espírito.
Todavia, há diferenças marcantes entre os três.
Mas nos concentraremos neste artigo somente na alma e no espírito, porque a Bíblia fala de separação de alma e espírito, e o que se quer afirmar é a distinção das funções que competem respectivamente ao espírito e à alma, de forma que a pessoa possa discerni-las pelo Espírito Santo, e ser governado pelo seu espírito e não pela sua alma.
Para que você possa melhor entender tudo o que vai ser comentado, gostaríamos, antes, de explicar quais são as faculdades da alma, que não fazem parte do espírito humano.
Entre estas faculdades estão nossos sentimentos, nossa mente, nossa vontade, nossas emoções e pensamentos, até mesmo a nossa própria razão.
Alma tem a ver com o cérebro, de onde procedem todas estas faculdades referidas. Cérebro tem a ver com o que é natural, e não sobrenatural, como é o caso do espírito, que nos veio de Deus, e que volta para Ele, na nossa morte.
De maneira que ao falar em separação de alma e espírito, pela Palavra de Deus, a Bíblia quer nos mostrar que precisamos ser governados pelo espírito, e não por nossos sentimentos, vontade, emoções, pensamentos e até mesmo pela nossa própria razão.
Aquele que estiver envolvido numa obra de Deus terá que viver pela fé, e não por vista. Quem dará as regras portanto do que deve ser feito será o Espírito Santo, e não as nossas conclusões racionais, imaginações, emoções e sentimentos.
Quando estamos santificados pelo Espírito Santo, mediante aplicação da Palavra de Deus em nossas vidas, a nossa alma entra automaticamente debaixo do governo do nosso espírito e passa a ser uma serva do espírito, ficando portanto, livre das suas paixões irregulares e desordenadas que nos levam a pecar.
Portanto, aqueles que andam verdadeiramente no Espírito não podem satisfazer os desejos da carne, porque a alma estará submissa ao governo do Espírito e não do pecado.
Como Satanás pode falsificar as operações do Espírito Santo e criar na alma tais imitações da pura vida do Espírito de Deus, que podem enganar os cristãos mais sinceros e responsáveis, então é preciso saber distinguir entre aquilo que é da alma daquilo que é do espírito, para que não sejamos ludibriados pelo Inimigo.
O diabo faz estas imitações porque teme muito uma santificação verdadeira, porque é por meio desta que ele sofre muitos prejuízos no seu reino infernal por parte daqueles cujas vidas estão verdadeiramente santificadas pela Palavra de Deus.
Por isso é necessário se submeter ao ensino das Escrituras porque somente a Palavra aplicada pelo Espírito pode produzir esta separação entre o que é da alma e o que é do espírito para que o cristão não seja governado pela alma, mas pelo espírito, de maneira que seu comportamento e adoração sejam verdadeiramente espirituais.
Somente o Espírito Santo pode ensinar o cristão a fazer distinção entre alma e espírito, ainda que este não saiba o significado destas palavras no original grego, porque ainda que não saiba experimentalmente todo o significado de tais palavras, ele pode reter o poder espiritual ainda que não conheça a verdade mental.
Mas o oposto também é verdadeiro, porque é possível conhecer a verdade mental sobre os significados dos termos e não ter ainda o poder espiritual por experiência, por um viver consagrado ao Espírito.
E sabemos que a Palavra sem o Espírito é como letra morta que mata e não vivifica.
A carne para nada aproveita, e tudo que é gerado pela carne é carne. Mas o espírito para tudo é proveitoso, porque é o espírito que vivifica, e o que somente é espírito o que for nascido do Espírito.
Por isso, o propósito de Deus na criação do homem é que este fosse espiritual e não carnal. Assim, este propósito só pode ser cumprido naqueles que se convertem a Cristo.
Porque é por meio da fé em Jesus que recebemos a habitação e o selo do Espírito Santo, para que possamos viver e andar no Espírito, deixando portanto, de sermos pessoas carnais, para sermos transformados em pessoas espirituais.
Portanto, não é possível ser espiritual, conforme é do propósito de Deus na criação do homem, sem que se tenha esta habitação do Espírito Santo.
Entretanto, como o pecado continua operando na carne, mesmo naqueles que foram salvos por Cristo, há necessidade do trabalho da cruz para que sejamos as pessoas espirituais que Deus planejou desde antes da fundação do mundo.
Por que a cruz tem que ser pregada antes que o avivamento possa vir?
Por que Evan Roberts, antes que Deus derramasse o avivamento de Gales no ínício do século XX, orava constantemente no Espírito para que fosse quebrado?
A resposta para estas perguntas é que sem a quebra pela cruz, do nosso homem exterior, a saber, do nosso velho homem, não pode haver a liberação do poder do Espírito Santo no homem interior, a saber, no nosso espírito.
E esta quebra do velho homem consiste principalmente na separação efetuada entre alma e espírito que é operada pelo Espírito Santo, mediante aplicação da Palavra de Deus nas nossas vidas.
É por isso que o poder do Espírito depende de que o cristão seja quebrado no seu ego pela cruz, para que possa de fato consagrar-se inteiramente a Deus.
Foi por isso que o Senhor ordenou a Jessie Penn Lewis e a muitos outros no país de Gales, antes de trazer o avivamento que experimentaram, que pregassem a cruz, para que os cristãos se submetessem ao Seu Senhorio, vivendo crucificados com Cristo, para que o Espírito Santo pudesse operar neles com poder.
É a cruz que trata com o ego do cristão, é ela que mortifica a carne liberando a vida do espírito, a saber, do nosso homem interior.
O trabalho da cruz crucifica nossas paixões e cobiças, para que possamos não somente viver, mas também andar no Espírito Santo, conforme se vê em Gálatas 5.24,25.
Nós lemos em Gênesis 6.3 o seguinte:
“Então disse o Senhor: O meu Espírito não permanecerá para sempre no homem, porquanto ele é carnal, mas os seus dias serão cento e vinte anos.”
O que podemos deduzir desta passagem das Escrituras senão que Deus não havia criado o homem para que ele vivesse pelo governo da sua alma?
O mundo antigo foi destruído pelas águas do dilúvio porque o homem havia se tornado carnal.
Mas o propósito de Deus na criação do homem é que este fosse espiritual e não carnal, conforme veremos neste nosso estudo.
E quando Deus diz que o homem se tornou carnal por causa do pecado é a isto que Ele quer principalmente se referir, porque não é governado pelo reino espiritual divino, mas pelo reino natural segundo a carne.
Antes do pecado o homem era perfeitamente dirigido pelo Espírito Santo, em governo sobre o seu espírito, mas o pecado fez com que o homem buscasse governar a si mesmo, e é esta a condição natural de toda pessoa.
Por isso se impõe o trabalho da cruz sobre o ego, para que o Espírito Santo possa assumir o pleno governo, conforme Deus havia planejado desde antes da criação do mundo.
É por este motivo que não é apenas importante aprender o que significa estar crucificado com Cristo, mas saber que isto é absolutamente necessário, para que o propósito de Deus possa se cumprir nos cristãos.
Desde a Queda no Éden a alma humana deixou de estar em sujeição ao espírito e passou a assumir o governo do ser humano, tornando-se assim uma barreira para o conhecimento experimental da vida de Deus, que é espírito.
Se a vida eterna, a vida que Deus planejou desde antes da fundação do mundo, para o homem, depende da habitação do Espírito Santo no homem, e da plena comunicação do homem com o Espírito de Deus, então, a conclusão lógica é que não haverá nenhuma vida onde Cristo não estiver habitando pelo Espírito.
Daí se dizer que o espírito do homem, sem Cristo, está morto.
Então, antes de tudo, para a separação de alma e espírito, é necessário portanto, que haja uma genuína conversão a Cristo.
Se Cristo não estabelecer o Seu governo no nosso coração, o que haverá será o governo usurpador da alma contra a vontade de Deus.
E este governo da alma é designado na Bíblia como um viver segundo a carne. Segundo o homem natural e não segundo o homem espiritual.
Vale lembrar que a palavra constante de I Cor 2.14 para “natural”, quando Paulo diz que o homem natural não aceita as coisas do Espírito, tal palavra é no original grego psiquikós, que significa aquilo que é relativo à alma.
Quando o homem é governado pelas faculdades da alma, e não pelas faculdades do espírito, ele agirá segundo a natureza terrena, porque a vida sobrenatural de Deus só pode ser vivida quando se é governado pelo espírito, e não pela alma.
Daí se afirmar que o homem natural, ou seja, aquele que é governado por um viver segundo a alma, e não segundo o espírito, não pode entender as coisas do Espírito Santo de Deus.
Os cristãos carnais a que Paulo se refere em I Cor 3.1 em contraposição aos espirituais, são designados no original grego pela palavra sarkikós, para carnais, e os espirituais, pela palavra pneumatikós, que se refere ao espírito.
O cristão carnal faz muitos planos, faz muitas obras, a sua mente está sempre ocupada, e a sua emoção é irregular, e todo o seu ser está cheio de inquietude e confusão.
Quando a sua emoção é incitada, as outras partes do seu ser são certamente entusiasmadas. Mas quando a sua emoção é esfriada, ele fica muito confuso na sua mente e vontade.
O cristão carnal está vivendo todos os dias cheio de atividades que ele próprio inventou. Pouco ou nada do que ele faz é por obediência à vontade revelada de Deus a ele.
Ele ou é ativo no seu corpo, ou na sua mente e emoção. Este tipo de vida nada mais é do que uma vida cheia de vivacidade da alma.
Em resumo, o trabalho da alma no cristão carnal é fazê-lo viver pela sua própria vida natural e trabalhar e servir a Deus pela sua própria habilidade natural; e buscar conhecer o Senhor e sentir a presença de Deus através dos seus sentimentos; e usar somente a habilidade da sua mente para entender a Palavra de Deus.
Com isto, ele não chega a ter um conhecimento verdadeiro e progressivo de Deus, porque este conhecimento decorre de uma comunhão e de experiências reais com o Espírito Santo de Deus, em espírito.
A carne não pode ter tal comunhão e experiência com o Espírito Santo de Deus.
Então o homem natural, permanecerá em completas trevas de ignorância quanto ao conhecimento de Cristo, que se pode conhecer somente em espírito, e o cristão carnal fica impedido de progredir neste conhecimento, porque não anda no Espírito.
Os homens podem ser governados pela alma, até mesmo quando eles têm o Espírito Santo, e estes que são governados pela alma sempre estão divididos e causam divisões na Igreja, enquanto provando com isso em algum grau que eles são carnais e não espirituais, isto é, quem os governa são os desejos de suas almas e não o espírito.
Por isso Paulo disse que a causa das divisões em Corinto era que os cristãos eram carnais, porque eram governados pela alma e não pelo Espírito.
Antes de prosseguirmos com a exposição destas verdades bíblicas, é preciso deixar bem claro que estamos falando sobre manter a alma submissa ao nosso espírito, e não que a alma deve ser aniquilada. Porque, enquanto estivermos neste mundo, teremos sempre necessidade do uso de nossa mente, e de expressar nossos sentimentos e emoções, e também de fazer um uso apropriado da nossa razão, que são faculdades da alma, uma vez que enquanto permanecermos neste corpo de carne e sangue, necessitaremos usar a nossa mente para ajudar o espírito. Não a mente natural e corrompida que herdamos de Adão, mas a mente renovada pelo Espírito Santo e pela Palavra de Deus.
Deus tem associado nossas faculdades cerebrais ao nosso espírito, enquanto permanecermos neste mundo, justamente para o propósito de aprendermos a fazer do nosso cérebro um servo do espírito, e não o oposto disso.
Nossos pensamentos, emoções, sentimentos e vontade, e razão, que são faculdades que emanam do nosso cérebro, devem ser submetidos ao governo do Espírito Santo de Deus, e por conseguinte do nosso próprio espírito. E a Bíblia afirma que isto é operado pela Palavra de Deus, em Hb 4.12.
Chegará o dia em que não haverá mais esta dependência do cérebro, ou da alma, quando sairmos deste mundo pela morte, porque somente o espírito subirá à presença do Senhor, libertado completamente dos desejos e das paixões da alma. Então o espírito terá vida e expressão independentemente do nosso cérebro. Mas, enquanto neste corpo, o espírito se encontra aprisionado é pode ser liberado do governo usurpador da alma, somente pela libertação do conhecimento da verdade, pela habitação e da expressão e manifestação da vida de Cristo em nós.
E não há nenhum outro modo para subjugar o governo usurpador da alma, senão somente pela crucificação do ego pela nossa cruz, que deve ser carregada voluntária e diariamente.
Deste modo, sem cruz não há avivamento; isto foi aprendido por todos os homens de Deus em toda a história da Igreja quando houve avivamentos do Espírito.
Nos quatro Evangelhos, nós vemos que Jesus chamou os seus discípulos para renunciarem ao modo de viver pelo governo das suas almas, submetendo-o à morte na cruz, para que pudessem segui-lO.
O Senhor sabia que renunciar ao modo de viver pela alma é uma exigência absolutamente indispensável, para que os cristãos possam segui-lO.
Em Mt 10:38 e 39 o Senhor Jesus disse: “38 E quem não toma a sua cruz, e não segue após mim, não é digno de mim. 39 Quem achar a sua vida perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim achá-la-á.”.
Neste texto, a palavra para vida no original grego é psiquê, que significa alma.
Não se trata propriamente de se matar a alma, mas o modo de viver pela alma, para que se possa viver pelo espírito. É isto que Jesus quis dizer com suas palavras.
Este modo de viver pela alma somente pode ser morto pela cruz. É por isso que em outras passagens do Evangelho, como em Lc 14.26,27 por exemplo, Jesus associou a perda da vida da alma ao ato voluntário de se carregar a cruz e de se auto negar, para poder segui-lO.
Estes versos nos chamam a perder o viver pela alma por causa do Senhor, entregando este viver à cruz, para que seja crucificado, e Ele ensinou que isto deve ser feito diariamente. Antes destes versos, o Senhor Jesus falou que os inimigos de um homem são aqueles da sua própria casa, e como um filho, por causa do Senhor, fica alienado do seu pai, a filha da sua mãe, e a nora da sua sogra.
Porque Deus está em discordância com a intenção da nossa casa, quando nossos familiares não Lhe conhecem ou não andam em conformidade com a Sua vontade, nós devemos, por causa do Senhor ficarmos alienados de nossos familiares segundo a carne.
De acordo com nosso viver pela alma, nós fazemos a vontade daqueles a quem nós amamos, ainda que isto contrarie a vontade de Deus, por isso se impõe a morte deste viver pela alma (sobretudo de sentimentalismo e emocionalismo, que prevalecem sobre Deus, Sua vontade e Palavra).
Nada há de errado em demonstrar sentimentos e emoções, mas quando nossos sentimentos, emoções e vontade são irregulares e são a causa de não nos submetermos à Palavra e vontade de Deus, é porque estamos sendo pessoas carnais e não espirituais.
Quando Deus está em conflito com o desejo do homem, embora aquela pessoa seja a que nós mais amamos, e até mesmo por imposição da própria Palavra de Deus que nos ordena amar os nossos cônjuges, pais e filhos, por exemplo, importa antes amar mais a Deus do que a eles, e fazer a vontade de Deus do que a deles, porque Ele deve ser amado acima de todos e de tudo.
Por isso, necessitamos da cruz para matar a irregularidade dos nossos afetos, não propriamente para acabar com eles, mas para que eles possam existir na ordenação certa e também para que não sejamos governados por eles, mas pela vontade do Senhor.
Este tipo de chamada do Senhor Jesus é para nos libertar do poder de nossos afetos naturais, de modo que não sejamos guiados por eles em nossas decisões, mas pela Palavra de Deus.
Por isso, Ele disse em Mt 10.37: “Quem ama o pai ou a mãe mais do que a mim não é digno de mim; e quem ama o filho ou a filha mais do que a mim não é digno de mim.”.
Em Lucas 14:26 e 27 está escrito: “26 Se alguém vier a mim, e não aborrecer a pai e mãe, a mulher e filhos, a irmãos e irmãs, e ainda também à própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não leva a sua cruz e não me segue, não pode ser meu discípulo.”.
Mateus mostra para o cristão a escolha que ele deve fazer relativa ao seu próprio afeto: ele deve amar o Senhor mais do que à sua família.
Lucas mostra que além disso qual atitude o cristão deveria ter em relação ao seu próprio viver pela alma, pois Jesus diz que o cristão deve aborrecer a sua própria vida (Lc 14.26) de maneira a amar viver pelo espírito, em obediência a Deus e à Sua vontade.
Este viver pela alma traz sérios problemas e até mesmo impede uma vida de comunhão com o Senhor e com a Sua Igreja.
Isto tudo significa que o cristão não deve apenas amar aqueles que lhe são familiares e agradáveis e aos quais ele ama naturalmente, mas estender o seu amor a todas as pessoas.
É proibido pelo Senhor que eu ame somente aqueles a quem eu amo naturalmente.
Eu devo amar especialmente a todos aqueles que fazem parte da família de Deus, que a propósito, é uma família numerosíssima.
O próprio Jesus nos deixou este exemplo quando definiu a sua família como sendo a que é composta por aqueles que conhecem a Deus e fazem a Sua vontade.
Afinal, é esta grande família que existirá por toda eternidade, e não a família composta por laços sangüíneos.
O Senhor Jesus quer nos libertar deste tipo de domínio do afeto natural, de modo que possamos ser cheios do seu amor sobrenatural, que é um amor por todos os homens, e que não faz qualquer tipo de acepção de pessoas.
É somente por causa do Senhor, e por estarmos cheios do Seu Espírito, que nós amamos de fato a outros que estejam fora do nosso círculo de amizades.
Não é por causa de nosso próprio amor por outros que nós amamos. Nós amamos, porque recebemos o amor sobrenatural de Deus que nos possibilita amar o nosso próximo.
Somente entre aqueles que andam no Espírito que se cumpre o mandamento de Cristo de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou, porque somente estes são espirituais, e o amor com que Cristo nos amou é espiritual; o amor ágape que nos vem do alto, e não o amor filéo, que é terreno e inerente à nossa própria natureza.
Este amor ágape, que é o amor derramado pelo Espírito Santo nos nossos corações, é o amor de comunhão entre espíritos, que é possível de ser visto e vivido somente entre aqueles que vivem e andam no Espírito.
Aqueles que amam com este amor espiritual são verdadeiramente livres para amarem e deixam também em liberdade aqueles aos quais amam, porque amando a Deus acima de tudo, não terão nada e a ninguém na conta do seu “deus”.
Deus não quer e nem mesmo pode ser conhecido pela carne.
O amor natural é da carne e não do espírito. E sabemos que importa conhecer a Deus somente em espírito porque ELe é espírito. Daí Jesus ter ensinado que Deus pode ser adorado somente em espírito e em verdade porque Ele é espírito.
Na verdade, não é somente Cristo que não deve ser conhecido segundo o conhecimento da carne, mas até mesmo todas as demais pessoas. O cristão deve discernir quem são os homens, não segundo a carne, mas segundo o espírito como se lê em II Cor 5.16.
Por isso se faz necessária a separação de alma e espírito, que é efetuada pela Palavra de Deus, conforme lemos em Hb 4.12.
Mas se não houver renúncia ao ego, a Palavra não poderá efetuar tal separação.
É preciso colocar a vida no altar, para que o nosso Sumo Sacerdote possa usar a faca da Palavra para nos apresentar como sacrifícios vivos para Deus.
A espada referida no texto de Hb 4.12 é uma alusão à que era usada pelo sumo sacerdote para dividir o holocausto em partes. Esta espada representa a Palavra que é usada por Cristo através do trabalho do Espírito Santo para separar espírito e alma nos cristãos, de maneira que possam ser verdadeiramente espirituais.
Ninguém e nenhum poder conseguirão fazer este trabalho de separação entre alma e espírito, senão a Palavra de Deus usada pelo Espírito Santo (Ef 6.17).
Ao citar também a separação entre juntas e medulas o autor de Hebreus marca que este trabalho de separação também ajuda a discernir as operações dos sentidos do corpo, para distingui-las como sendo ou não propriamente o resultado das operações produzidas pelo espírito debaixo da influência do Espírito Santo, bem como ajuda a discernir a natureza de pensamentos e intenções do coração, se da alma ou do espírito.
Cabe lembrar que há muita “adoração” de caráter meramente sensual, a saber, dos sentidos do corpo, classificada indevidamente debaixo do nome de adoração verdadeira, que sabemos que deve sempre ser em espírito e em verdade.
Assim, se o cristão for humilde, o Espírito Santo irá, na experiência dele, separar a sua alma do seu espírito, ainda que ele possa nem mesmo ter conhecimento do modo como Deus processa esta operação verdadeira e real.
Esta separação de alma e espírito é necessária porque todas as comunicações entre Deus e o homem se baseiam no espírito.
É preciso que o cristão esteja consciente e bem instruído pela Palavra que esta separação, para ser efetuada exigirá dele que esteja disposto a ter a sua própria vontade contrariada muitas vezes pela vontade de Deus, de maneira que se submeta voluntariamente ao trabalho de crucificação da sua carne com as suas paixões e desejos, para que em vez de ser governado por estas paixões e desejos do ego, seja governado de fato pelos mandamentos de Deus, mesmo que esta renúncia ao ego lhe traga no início tristezas e perplexidades, porque é grande e forte o apego do ego à carne, de maneira que não há outra forma de sermos livrados disto a não ser pela crucificação.
Veja o que o apóstolo nos ensina sobre a luta que existe permanentemente entre a carne e o Espírito, e vice- versa:
“Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes se opõem um ao outro, para que não façais o que quereis.” (Gál 5.17). Observe que ele afirma que a carne e o Espírito se opõem mutuamente para que não façamos o que seja do nosso querer.
O que ele quis dizer com isto?
É que na verdade tanto a carne quanto o Espírito lutam contra a lei natural da nossa mente, e contra as disposições da nossa alma. e, tanto um quanto o outro pretendem ter o domínio da nossa vontade e de todo o nosso ser.
A carne pretende nos levar a pecar ainda que não o queiramos; e o Espírito Santo pretende nos santificar e levar-nos a viver não pelo que é propriamente da nossa vontade, mas por aquilo que é da vontade de Deus.
Então o Espírito não luta contra a carne para que seja feito o que seja do nosso querer, mas para que a vontade de Deus possa se cumprir em nós.
O Espírito procurará nos levar portanto à cruz para que a carne possa ser crucificada com as suas paixões e desejos (Gál 5.24).
Como estas paixões e desejos da carne operam principalmente na mente, então é fundamental que a mente seja renovada.
Uma mente renovada pelo Espírito coopera e muito para que tenhamos comunhão com Deus, porque ajudará o espírito nesta comunhão, porque a mente renovada pe guiada não pela carne, mas pelo Espírito Santo.
E o Espírito poderá então comunicar à nossa mente renovada o conhecimento da vontade de Deus revelada na Sua Palavra.
Se a mente não for renovada pela unção do Espírito e por estar habitada ricamente pela Palavra de Deus, então, até mesmo a simples leitura ou audição da Palavra de Deus que não for acompanhada pela fé e da ação do Espírito Santo em nós, não é em si mesma uma experiência espiritual, porque esta consiste na operação real e experimental do Espírito Santo.
Para entendermos melhor a distinção entre alma e espírito, podemos nos valer de uma análise do que há no comportamento dos animais irracionais, porque sabidamente eles não são dotados de corpo, alma e espírito como os homens, senão somente de corpo e alma.
Nós podemos, em certo grau entender o que é relativo à alma pelo que observamos no comportamento dos animais, porque tudo o que eles sentem se refere aos poderes da alma, porque como já dissemos, eles não possuem espírito.
A primeira coisa que eu mencionarei como pertencendo à alma animal, é o afeto mútuo que existe entre os pais e os seus filhotes.
Eu digo que este afeto pertence à alma animal, e não propriamente ao espírito, porque animais irracionais possuem isto evidentemente.
Especialmente quando os seus filhotes estão num estado dependente e precisam do seu cuidado, exibem um afeto por eles, muito forte como o que é visto em pais humanos.
Eles não somente se arriscam, como freqüentemente perdem as suas próprias vidas defendendo a cria.
Podemos acrescentar também, a tristeza que os animais sentem quando são privados dos seus filhotes; assim, podemos concluir que o amor paternal e filial como existe naturalmente no gênero humano, é um afeto, não da parte imortal ou espírito, mas da alma, como algo instintivo, tal como o instinto de sobrevivência que há tanto nos homens quanto nos animais irracionais.
Estes instintos são indubitavelmente, em alguma medida, modificados e freqüentemente regulados por nossa alma racional; conseqüentemente nós podemos concluir também que enquanto estes afetos permanecem não santificados pelo Espírito de Deus, ou como eles existem nos homens incrédulos, não há nenhuma bondade moral ou verdadeira santidade neles, de modo que Deus não está debaixo de qualquer obrigação de aceitá-los ou recompensá-los.
Ninguém supõe que haja alguma bondade moral no afeto que os animais sentem pelas suas crias.
O afeto que os pais e filhos humanos sentem mutuamente parece ser da mesma natureza.
Nós não amamos nossos filhos naturalmente, porque Deus requer isto; nós não os amamos com o objetivo de agradá-los; nós não os amamos porque é um dever; nosso afeto por eles parece ser um mero instinto animal natural que em si mesmo; nem é santo, nem pecador.
Mas estes afetos, agora no homem caído no pecado, com toda a sua natureza corrompida, podem se tornar pecaminosos e conduzirem a outros pecados.
Por exemplo, fica pecaminoso quando nosso afeto por qualquer criatura é maior do que o amor com que amamos a Deus, porque Ele requer o primeiro lugar sobre os nossos afetos, e nos proíbe que prefiramos qualquer objeto ou pessoa a Ele.
Nós vemos os castigos terríveis pronunciados por Deus contra Eli porque preferiu seus filhos a Ele.
Todos os pais amam naturalmente muito mais seus filhos do que a Deus; conseqüentemente eles suportam mais dores para satisfazê-los do que eles fazem por amor a Deus, e estão pouco dispostos a se separarem deles quando Deus os chama, e freqüentemente murmuram contra Ele, quando os retira deles pela morte.
Nós vemos Deus requerendo um amor a Ele maior do que o afeto natural por nossos filhos, na prova que submeteu a Abraão em relação a Isaque.
Abraão foi aprovado porque demonstrou amar mais a Deus do que o seu próprio filho, dispondo-se a sacrificá-lo caso Deus o exigisse.
Certamente o Senhor não lhe demandaria uma tal coisa, porque tem proibido expressamente na Sua Lei a prática de sacrifícios humanos, mas provou nisto, a Abraão, da forma mais elevada.
Quando os pais se ocupam em adquirir riquezas e posições para seus filhos, geralmente eles negligenciam muitos dos deveres mais importantes que Deus lhes exige que executem.
Quando isto ocorre os efeitos do amor paternal se tornam evidentemente irregulares e pecaminosos.
Quando instruímos nossos filhos de tal maneira que eles dão mais preferência a seus corpos do que aos seus espíritos, nós estamos também dirigindo nossos afetos numa direção irregular e pecaminosa, e esta necessita ser santificada, e nisto se inclui a oração de Paulo pela santificação da nossa alma, além do corpo e do espírito, em I Tes 5.23.
Estes afetos da alma podem também ser pecaminosos quando os pais investem apenas na vida presente dos seus filhos e não se preocupam em prepará-los para serem achados dignos por Deus na eternidade; quando em vez de corrigirem as suas tendências pecadoras eles as favorecem.
Estes pais não demonstram nenhum interesse pelo destino eterno do espírito de seus filhos, assim como os animais irracionais, que não podem se ocupar disso.
Eles não oram por eles, nem lhes dão instrução bíblica, nem fixam neles um testemunho genuinamente cristão, contra o mandamento de Deus que nos ordena ensinar a criança no caminho em que deve andar.
O afeto paternal é pecaminoso quando não é incitado por motivos corretos.
Os pais devem considerar antes de tudo o compromisso que eles têm para com Deus.
Por isso deveríamos olhar nossos filhos desde o seu nascimento como criaturas racionais e responsáveis.
Nós deveríamos amá-los por amor a Deus, porque são criaturas dEle, porque Ele os deu a nós para serem educados para Ele, e serem exercitados para alcançarem o céu.
Em outras palavras, nós deveríamos amá-los com um amor santo, porque Deus requer isto.
É desnecessário dizer que nenhum pai ama seus filhos naturalmente desta maneira.
Claro que não há nada moralmente bom, e há muito que está moralmente errado no seu afeto paternal natural, porque este afeto natural procurará poupá-los da disciplina exigida por Deus em Sua Palavra, e de todas as Suas demais santas e justas exigências que contrariarão o seu ego.
Por isso o apostolo Pedro fala em I Pe 1.18 de um resgate em Cristo de uma vã maneira de viver recebida deste afeto natural da parte de nossos pais.
Conseqüentemente é evidente, que o afeto da alma precisa ser santificado.
Se não for santificado, nós não podemos ser totalmente santos como o apóstolo fala em I Tes 5.23, onde diz que não apenas o espírito e o corpo devem ser santificados, como também a alma, ou seja, a alma deve fazer a vontade de Deus e não a sua própria vontade, ou seja do ego.
Aqueles, cujo afeto pelos seus filhos não está regulado desta forma, podem estar certos, que ainda não estão santificados, que estão pecando à vista de Deus, e que estão muito longe de serem pais aprovados por Ele.
O segundo afeto da alma que eu mencionarei, é a dor que é proveniente do fato de vermos nossos semelhantes em angústia e o desejo instintivo que nós sentimos de aliviá-los.
Este afeto é chamado de condolência, piedade, e compaixão. Eu deduzo, que isto pertence à alma, pelo fato que muitas espécies de animais irracionais parecem sentir isto freqüentemente em um grau muito alto.
Isto parece ser um instinto meramente da alma; e por conseguinte pode ser visto também nos animais irracionais. porque não é guiado pela razão.
É evidente, que nossa misericórdia ou condolência natural, amável como aparece, precisa ser santificada, e que até que seja santificada, não tem nada em si mesma de bondade moral, ou verdadeira misericórdia.
Antes de poder fazer qualquer reivindicação a estes títulos, deve ser feita semelhante à compaixão de nosso Salvador.
Tem que deixar de ser caprichosa, parcial, e egoísta em suas operações. Tem que fazer com que nos neguemos, que soframos dor, inconveniência e provocação, por causa do nosso empenho em aliviar as angústias de outros.
Além dos sentimentos e das emoções, aquilo que é chamado de temperamento ou disposição natural, também pertence à alma.
Eu digo isto principalmente porque algumas das paixões que afetam o temperamento como orgulho, ambição, avareza, inveja, malícia, e vingança, evidentemente pertencem ao espírito, ou à parte imortal; porque nós somos ensinados, que os maus espíritos que não têm nenhuma alma estão sujeitos a estas paixões, mas pondo de lado estas paixões, há algo no temperamento natural ou disposição dos homens que pode ser e que é real e freqüentemente, chamado de constitucional.
Quanto a isto, as pessoas diferem muito umas das outras, até mesmo no seu nascimento.
Alguns parecem ser constitucionalmente tímidos, moderados, suaves, quietos, afetuosos, e submissos; enquanto outros são corajosos, inquietos, irritáveis, e obstinados.
Em ouras palavras, há alguns que têm naturalmente um temperamento amável e outros um temperamento não amigável.
Agora, que esta diferença de temperamento depende da alma, e não do espírito, está fora de dúvida, porque é altamente provável o fato que nós achamos uma diferença semelhante entre animais irracionais, até mesmo entre aqueles da mesma espécie.
Por exemplo, entre os animais domésticos há alguns que são quietos, moderados, suaves, e tratáveis; e outros da mesma espécie, são irritáveis e briguentos.
Toda pessoa provavelmente reconhecerá que quando o temperamento é naturalmente não amistoso e ruim, precisa ser santificado.
Quando as pessoas de um tal temperamento professarem terem se tornado cristãs, uma melhora do temperamento delas sempre é esperada; por isso as pessoas de temperamento ruim deveriam comprovar pela evidência de melhora do seu temperamento, que se tornaram realmente convertidas a Cristo que é manso e humilde de coração.
Os que são de temperamento corajoso, obstinado, determinado, podem confundir a coragem constitucional e natural deles com a coragem verdadeiramente santa que produz zelo cristão.
Se o zelo destes não for incitado por um espírito amável, afetuoso, submisso, humilde, contente e tranqüilo, eles podem estar certos de que a coragem que possuem é natural e não se encontra santificada.
Caso estivessem santificados eles seriam como o seu Mestre que unia as qualidades aparentemente incompatíveis do leão e do cordeiro, da serpente e da pomba.
Se por um lado todos consentirão que um temperamento naturalmente ruim necessita ser santificado, ninguém se iluda por outro lado, que um temperamento naturalmente amável não necessite igualmente ser santificado.
As Escrituras ensinam que sem santificação ninguém verá a Deus.
Não há nada da natureza da santidade num temperamento naturalmente amável.
A santidade consiste em conformidade à lei de Deus, mas há pessoas que possuem o temperamento do qual estamos falando, que não têm nenhuma consideração pela lei de Deus. Eles não são suaves, amáveis, agradáveis e afetuosos porque Deus lhes exige que sejam, ou porque eles desejam Lhe agradar; porque eles vivem freqüentemente sem Deus no mundo.
Eles não amam a oração naturalmente, ou a Bíblia, ou o Salvador, ou qualquer coisa relativa à vida cristã; e quão difícil é atrair a atenção e afetos deles a estes assuntos, porque costumam se achar muito bons e justos a seus próprios olhos.
Neste caso, os de temperamento ruim têm uma vantagem sobre eles quanto ao que diz respeito ao arrependimento e conversão.
O jovem rico fazia parte deste grupo de temperamento amável e nós sabemos o final da sua história.
Muitos dos escribas e fariseus, finamente educados, faziam também parte deste grupo e resistiram violentamente a se submeterem a Cristo.
Por isso Jesus não fez nenhuma distinção entre temperamentos quanto à necessidade comum de arrependimento, regeneração e santificação. Todos necessitam igualmente de tudo isto.
É então evidente, que na visão de Jesus os que são de temperamento amável necessitam de santificação tanto quanto os outros homens.
Os seus afetos naturais devem ser santificados, e para isto devem ser batizados pelo Espírito Santo, antes que possam possuir qualquer coisa da natureza do verdadeiro cristianismo, que é sobretudo deleitar-se no Senhor e na Sua obra e vontade.
O que está sendo santificado tem todo o prazer em sujeitar-se a Deus e à Sua Palavra, que é o meio pelo qual é santificado.
Quando há uma total falta da verdadeira santidade, nestes que são de temperamento amável, eles também estão sujeitos a muitos defeitos particulares, defeitos que freqüentemente os acompanharão mesmo depois de se tornarem cristãos, e que poderão vencer somente pela santificação.
Eles são constitucionalmente tímidos, irresolutos e facilmente tentados a confiarem no que sabem, sem suspeitar ao menos que possam estar errados.
Há situações para as quais eles acham muito difícil dizer “não” com firmeza, especialmente em não se deixarem atrair pelos que vivem em pecados quando são seduzidos por eles.
Normalmente eles não mostram muito zelo e coragem para praticarem o bem, e para manter a causa do Seu Mestre.
Eles dão testemunho da própria bondade e virtude que julgam possuir em vez de darem testemunho das virtudes do Seu Salvador, Mestre e Senhor.
Muitos são também indolentes e assim permanecem mesmo depois de se converterem a Cristo.
Eles não demonstram uma forte defesa da verdade do evangelho por temor de ofender os homens. Eles costumam também ser generosos por causa do seu temperamento natural dando coisas que não deveriam ser dadas porque em vez de serem usadas para bons propósitos serão usadas para o mal.
Falta-lhes também força moral suficiente para resistirem a determinados hábitos que deveriam a todo custo evitar, e nisto são mais facilmente influenciados por outros do que aqueles que têm força suficiente de mente para resistirem aos apelos de más companhias.
Como costumam ser muito amados e estimados pelos outros, ficam também mais sujeitos a negligenciarem a necessidade de se santificarem, para viverem não como que agradando a homens, mas a Deus, fazendo a Sua vontade.
Normalmente, se deixam enganar quanto à sua santificação pelos elogios que recebem de outros e confiam no tipo de temperamento amável deles e em sua correta moralidade, enquanto negligenciam o Salvador e a Palavra de Deus.
E uma correta moralidade considerada isoladamente não é nenhuma santificação.
Veja o homem religioso sem Cristo gabando-se de sua justiça própria tal como o fariseu da parábola que Jesus ensinou.
Há algo de comunhão verdadeira com Deus em sua vida?
Ele é movido pelo Espírito Santo?
A falta destas verdades essenciais indicam que a sua moralidade não é a santidade evangélica, que o homem alcança pela graça e mediante a fé e união com Cristo, andando diariamente no Espírito, por se submeter voluntariamente ao trabalho da cruz.
Este assunto pode nos ajudar a entender a declaração de Cristo, de que “àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado” (Mt 13.12); pois vimos que toda coisa que parece ser naturalmente boa e amável nos pecadores como o afeto paternal e filial, compaixão, um temperamento amável, pertence à alma, porém isto morre com o corpo.
Nada sobreviverá à morte, a não ser o espírito porque é imortal.
Com a morte, isto que parecia se ter, será tirado, e com ela toda esta bondade natural será perdida pelos pecadores, porque não tiveram a marca da santificação operada por Deus.
Deste modo, desses que não têm nenhuma graça, nenhuma santidade, tudo o que eles parecem ter agora, será levado embora, por ocasião da morte.
Somente a santidade que procede de Deus pode fazer com que esta bondade natural aparente se torne permanente.
A Bíblia afirma que o homem espiritual é aquele que discerne bem todas as coisas e que de ninguém é discernido.
Então estas coisas que são bem discernidas são as coisas espirituais tanto relativas ao reino de Deus quanto às que operam no reino das trevas.
E aquilo que tal pessoa espiritual pode discernir em relação a tais realidades espirituais não podem ser compreendidas pelos outros porque elas se dão ao nível da experiência pessoal de cada um conforme lhe é permitido experimentar e discernir por Deus.
Podemos e devemos fazer muitas coisas relativas ao mundo natural, mas no que tange a tocar a obra de Deus, isto deve ser feito sempre pelo modo sobrenatural, ou seja, pelo espírito, e para tanto, é preciso ser espiritual pela separação de alma e espírito, porque somente o que é gerado do espírito é espírito, e quanto às coisas espirituais, celestiais, divinas e eternas, a carne para nada aproveita.
Nunca é também demais lembramos sempre que é o próprio Espírito que opera toda a obra de Deus através de nós. Não passamos de meros instrumentos do Espírito, mas para sermos tais instrumentos é necessário que sejamos espirituais e não carnais.
É importante lembrarmos nesta altura do nosso estudo, sobre Divisão de alma e espírito, com base em Hb 4.12, que a morte do ego não é para a morte, mas para a vida ressurrecta de Cristo, no poder do Espírito Santo, que é encontrada somente do outro lado da cruz, depois que passamos por ela.
Assim, sem cruz, não há a verdadeira vida abundante que Jesus veio nos dar.
Jesus disse que veio para dar vida e vida abundante. Esta vida é espiritual e eterna.
Deste modo, teremos mais desta vida, quanto mais mortificarmos o nosso velho homem.
Muito mais a vida da nova criatura em Cristo Jesus florescerá, no terreno em que a vida do velho homem for mais mortificada.
E é nesta condição de ter a alma e espírito separados pela Palavra de Deus, que o espírito é livrado dos embaraços e pesos da alma que assediam juntamente com o pecado tão de perto a vida dos cristãos.
É somente o cristão espiritual que pode ser livrado dos pesos deste mundo que tentam impedir a sua corrida espiritual porque os atrativos do mundo já não exercem fascínio sobre a sua alma santificada, porque o seu espírito tem achado deleite na Palavra de Deus, na Sua obra e vontade.
E então a alma é levada a compartilhar deste deleite, em vez de se sentir facilmente tentada e atraída pelos prazeres que são oferecidos pelo mundo.
Tendo as faculdades amadurecidas para discernir tanto o bem quanto o mal, o homem espiritual pode discernir e vencer toda e qualquer movimentação do velho homem para produzir as obras da carne, bem como resistir às tentações da carne, do diabo e do mundo, por uma vigilância e oração constante e perseverante, em plena sujeição, dependência e obediência à vontade de Deus (Hb 5.14), por colocar a sua mente voluntariamente a serviço da nova natureza, e não do velho homem.

Silvio Dutra

NOSSA REAL ESPERANÇA

Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor

(1 Tessalonicenses 4:16-17).

NOSSA REAL ESPERANÇA

Que suprema e indescritível alegria haverá quando o próprio Senhor vier buscar Seus redimidos para levá-los à casa do Pai! Todas as hostes de redimidos de todas as eras, em seus corpos de glória, estarão enfileirados diante do Cordeiro de Deus. Todos subirão juntos, “mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda” (1 Coríntios 15:23).

Todos conhecerão como são conhecidos. Uma eternidade de alegria inalterável, de santa comunicação, de ininterrupta comunhão! Todos serão de Cristo, e como Cristo, no sentido pleno da expressão. Isso está declarado em Cantares 7:10: “Eu sou do meu amado, e ele me tem afeição”. Ser de Cristo será fonte de profundo prazer ali. E também deveria ser neste mundo!

O poder da ressurreição de Cristo vivificará o corpo de Seus santos. Eles ressuscitarão como santos glorificados e não terão qualquer traço de pecado! Os filhos de Deus serão ressuscitados, não para condenação como os incrédulos, pois Cristo já suportou a punição que mereciam (Hebreus 9:27-28), mas para receberem seus galardões no Reino.

Nossa esperança, entretanto, não são as recompensas do Reino, nem qualquer outra coisa, mas o cumprimento da promessa do maravilhoso Senhor Jesus de vir e nos receber para Si mesmo (João 14:3).

“Cristo em vós, esperança da glória” (Colossenses 1:27).

FAZER O QUE PARECE RETO

Naqueles dias não havia rei em Israel; porém cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos.

E sucedeu que, nos dias em que os juízes julgavam, houve uma fome na terra

(Juízes 21:25; Rute 1:1).

FAZER O QUE PARECE RETO

O primeiro versículo do livro de Rute estabelece que a história aconteceu “nos dias em que os juízes julgavam”. E do último versículo do livro de Juízes aprendemos que esse período foi marcado por duas coisas. Em primeiro lugar, “naqueles dias não havia rei em Israel”. Segundo, “cada um fazia o que parecia reto aos seus olhos”.

A condição de qualquer país ou agrupamento humano que não mantém o princípio da monarquia, ou seja, uma autoridade governamental ou líder forte, é trágica, pois o resultado é que cada indivíduo faz o que bem entende, e assim o caos se instala. O desmoronamento da monarquia abre espaço para a democracia, que leva ao império da vontade própria, à quebra das restrições e à indulgencia a todo tipo de licenciosidade.

A este estado o povo de Deus foi reduzido nos dias dos juízes. E, infelizmente, também é a condição dos que se dizem povo de Deus e igreja do Senhor Jesus em nossos dias.Os mesmos princípios estão produzindo os mesmos resultados. A vontade do indivíduo está aniquilando as figuras de autoridade. As inevitáveis consequencias disso: ninguém se submete a nada, em nenhuma área da vida. O povo está buscando governar no lugar do rei e de seus representantes; os empregados, em lugar de seus chefes; as crianças, no lugar de seus pais.

Em meio ao caos dos dias dos juízes, “houve uma fome na terra”. Através dessa fome Deus estava julgando Seu povo para trazê-los de volta ao prumo. Mas eles não perceberam isso. Como hoje também não. Quando há este tipo de fome em nosso coração, temos de buscar ao Senhor para ouvirmos dEle se isso é consequencia de fazermos o que nos parece melhor, e de termos desprezado o governo do Rei em nossa vida.

Coral de Franca – SP – Convida

Franca 11 de Agosto de 2014

“Com efeito, grandes coisas fez o Senhor por nós; por isso, estamos alegres.”
Salmos 126:3.

Nós os componentes do coral de Franca estamos felizes por Deus ter nos abençoado ao longo dos anos, por podermos cooperar com as igrejas no ministério do louvor e também nas orações. Temos sentido Deus cuidando de nós a cada dia, e neste ano estamos comemorando 10 anos do Coral de Franca.

Na permissão do Senhor realizaremos no dia 13/09/2014 uma reunião de louvor e gratidão a Deus por estes 10 anos, será realizada na ChácaraCadesBarneia, Rodovia Ronan Rocha km 27.

Estará conosco ministrando a palavra os nossos irmãosPaulo Magri de Uberaba – MG e Washington de Igarapava- SP. Também estará conosco louvando ao Senhor nossos irmãos: Melk e Rosa de Araxá- MG, José Aparecido e Pedro de Ituverava – SP, Paulo Magri de Uberaba-MG, Grupo de louvor da Casa de Oração do Jardim Aeroporto, e Quarteto de Franca.

Programação:
*15:00hrs – 1ª Reunião
*16:30hrs – Intervalo para lanche e Confraternização
*17:30hrs – 2ª Reunião
Desde já contamos com vossas orações e presença.

Coral das Igrejas de Franca