As Obras de Deus:

\\\\\\\"Os céus declaram a glória de Deus\\\\\\\" (Sl 19:1, NVI) Rádio a Voz do Evangelho

Ele nos ouve e nos responde:

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Salmos 86:1

Somente o Senhor Jesus pode nos garantir Vida Eterna!

”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

As moradas de Deus:

Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! Salmos 84:1

 

A VIDA QUE SURGE DA MORTE

Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto

(João 12:24).

A VIDA QUE SURGE DA MORTE

Essas palavras do Senhor parecem ser uma estranha resposta às pessoas que simplesmente queriam vê-Lo. No entanto, conforme Ele ia falando com elas, uma maravilhosa mensagem surgia ? uma mensagem que tem ecoado pela eternidade, cuja verdade é esta: Tudo o que é para Deus resulta da morte!

O Senhor Jesus era o grão de trigo que caiu na terra e morreu para não ficar só. Sua obra consumada na cruz do Calvário produziu uma abundante colheita eterna. Ele está trazendo muitos filhos à glória que serão eternamente conformados à Sua imagem ? assim como o grão de trigo na espiga é a imagem da semente que “morreu” para produzi-lo.

E da mesma maneira, nós, como grãos de trigo que resultaram da morte de Cristo, temos de cair na terra e morrermos se quisermos dar frutos para Deus. Sabendo que Cristo morreu por nós, temos de ser feitos “conforme à sua morte” (Filipenses 3:10) ? para que possamos ser ressuscitados com Ele e andar em novidade de vida. Então vamos começar a entender e experimentar o que significa perder nossa vida para ganhá-la.

No passado, alguns marinheiros britânicos aportaram em uma ilha gelada e acidentalmente atearam fogo nela. Sua parca vegetação rapidamente se incendiou. Aparentemente era uma vergonha que aqueles homens tivessem consumido o pouco verde da ilha. Mas esse não é o final da história. Anos depois, a ilha estava coberta de lindas bétulas. As sementes germinaram devido ao calor do fogo. A morte do antigo cenário tornou possível o surgimento do novo.

A morte da nossa carne, o velho e familiar cenário que vivíamos e nos movíamos antes da redenção, é o que possibilita a vida eterna – a vida de Deus com toda a glória e frutos que ela possuiu ? se manifestar em nós e através de nós!

ESTAR EM CRISTO

Para que possais andar dignamente diante do Senhor, agradando-lhe em tudo, frutificando em toda a boa obra, e crescendo no conhecimento de Deus.

Estai em mim, e eu em vós; como a vara de si mesma não pode dar fruto, se não estiver na videira, assim também vós, se não estiverdes em mim. Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer

(Colossenses 1:10; João 15:4-5).

ESTAR EM CRISTO

A vida cristã frutífera é uma vida de íntima comunhão com Cristo. Como o galho está na videira, estamos em Cristo a cada segundo do dia. Somos capacitados a viver diariamente em comunhão com a Videira celestial!

Talvez você diga que nossa mente passa muitas horas do dia ocupada com coisas temporais. Mas a habitação do crente no Senhor é algo relacionado ao coração, e não à mente. O nível desta verdade é mais profundo; é no “homem interior”, no centro do coração, que podemos habitar e viver em Cristo, e estarmos plenamente conscientes de Sua presença! O fruto aparece quando estamos em contato com a Videira, que é Cristo.

Estar em Cristo é algo que tem de ser cultivado no secreto. Em oração, meditação, em leitura da Palavra, em adoração individual. Diariamente, no secreto do coração. Quando nos reunimos coletivamente, partilhamos do que o Senhor tem nos dado, e nos alegramos com isso. Porém, é individualmente, a sós com o Espírito Santo que vamos crescer no conhecimento de Deus.

Quantos cristãos consideram o estar com Deus diariamente uma tarefa árida e enfadonha! Esta mentira é uma enorme barreira para a frutificação em Cristo. Se não tomarmos tempo para desfrutar de Deus todos os dias, jamais poderemos “andar dignamente diante do Senhor”.

UM NÍVEL MAIS PROFUNDO

Pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus

(Hebreus 7:25).

UM NÍVEL MAIS PROFUNDO

Há dois ângulos pelos quais podemos avaliar nosso relacionamento com Deus: primeiro, a nossa aproximação dEle; e segundo, a soberana graça no tratamento de Deus para conosco.

O Espírito Santo disse que Deus Se agradou da oferta de Abel, pois tanto a oferta como o coração do ofertante eram adequados. Quem pode se aproximar de Cristo sem trazer-Lhe uma oferta? E o que Deus deseja? “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (Salmo 51:17).

No entanto, há um nível mais profundo. Quando nossa mente se eleva do que somos e fazemos para contemplar o que Deus é e faz, um novo panorama se abre. Como o pródigo, nos aproximamos do Pai com nossas necessidades, e em Seus braços começamos a aprender o que é a graça e o amor. É totalmente surpreendente o fato de Deus nos ouvir e suprir nossas necessidades, e mais surpreendente ainda é saber que Ele nos chamou a uma íntima comunhão com Ele, a ponto de sermos como Seu Filho é!

“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos” (Romanos 8:29).

SANTOS PEQUENOS E SANTOS GRANDES

Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste? e o tempo de dares o galardão aos profetas, teus servos, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes? E os vinte e quatro anciãos, e os quatro animais, prostraram-se e adoraram a Deus, que estava assentado no trono, dizendo: Amém. Aleluia! E saiu uma voz do trono, que dizia: Louvai o nosso Deus, vós, todos os seus servos, e vós que o temeis, assim pequenos como grandes

(Apocalipse 11:17‑18; 19:4‑5).

SANTOS PEQUENOS E SANTOS GRANDES

Temos a inútil tendência de nos compararmos com os outros. E os versículos acima nos encorajam e nos fortalecem. Os “pequenos” sempre são mencionados antes dos “grandes”. Não fique temeroso se você se julgar pequeno na fé, na graça ou na devoção em comparação com os outros. O céu está preparado para receber os santos de qualquer “tamanho”.

Todo Israel, desde os pequenos de Dã até os poderosos príncipes de Judá, estavam juntos no brado de triunfo quando a glória apareceu. Clemente e os diversos colaboradores, que não estavam à altura de Paulo no tocante ao serviço do Senhor, no amor de Cristo e na energia do Espírito Santo; mas, assim como o de Paulo, o nome de cada um deles estava escrito no Livro da vida. “Ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida” (Filipenses 4:3).

A glória está aberta a todos. “Na casa de meu Pai há muitas moradas” (João 14:2). Parte do projeto original era o Pai construir Sua casa para receber tanto Seu Filho quanto Seus filhos. Tanto Cristo quanto nós. A herança preparada para Cristo é nossa também. A vida de Cristo é nossa também. Deus não acolhe somente os grandes, mas os “pequenos como grandes”.

PERDENDO PARA GANHAR

E chamando a si a multidão, com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me. Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas, qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, esse a salvará

(Marcos 8:34-35).

PERDENDO PARA GANHAR

Essa mensagem do Senhor Jesus não foi apenas para Seus discípulos, mas é para qualquer pessoa de qualquer época. Ele deseja verdadeiros seguidores, e existem milhares de indivíduos que sabem que o melhor a fazer na vida é segui-Lo. Só que existem condições estabelecidas pelo próprio Senhor Jesus para isso.

A primeira é negar a si mesmo. Isso não significa se abster de alguns prazeres ou pecadinhos; é negar a si mesmo inteiramente. Agradar a mim mesmo em qualquer área não é me negar. Negar a si mesmo foi o que o Senhor Jesus fez: Ele abriu mão de tudo o que possuía e do que era para agradar ao Pai.

Segunda exigência: tomar a sua cruz e segui-Lo. Geralmente se pensa que a cruz a ser carregada é alguma situação dolorosa ou inevitável, ou mesmo uma pessoa difícil. Mas não é isso o que o Senhor Jesus estava falando. E também não é para carregarmos a cruz que Ele próprio carregou, pois é algo impossível para qualquer ser humano. Tomar a cruz quer dizer morrer para si mesmo e para o mundo.

E como perdemos a vida neste mundo? Morrendo martirizado por perseguição? Nem sempre. Perdemos a vida quando rendemos nossa vontade e nosso coração inteiramente a Deus; quando nos dobramos ao senhorio de Cristo, e permitimos com que Ele governe cada área de nosso ser; quando seguimos as instruções do Espírito Santo, mesmo que nos custe algo de valor para nós. No Reino de Deus, às vezes perder significa ganhar, se render significa conquistar e vencer!