Ele nos ouve e nos responde:

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Salmos 86:1

Somente o Senhor Jesus pode nos garantir Vida Eterna!

”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

As moradas de Deus:

Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! Salmos 84:1

 

O Homenzinho da Rua George

O Homenzinho da Rua George

Norbert Lieth

Alguma vez você já se perguntou o que resulta da distribuição de folhetos? O relato abaixo, do pastor Dave Smethurst, de Londres, responde essa pergunta:

“É uma história extraordinária a que eu vou contar. Tudo começou há alguns anos em uma Igreja Batista que se reúne no Palácio de Cristal ao Sul de Londres. Estávamos chegando ao final do culto dominical quando um homem se levantou em uma das últimas fileiras de bancos, ergueu sua mão e perguntou: “Pastor, desculpe-me, mas será que eu poderia dar um rápido testemunho?” Olhei para meu relógio e concordei, dizendo: “Você tem três minutos!” O homem logo começou com sua história:

“Mudei-me para cá há pouco tempo. Eu vivia em Sydney, na Austrália. Há alguns meses estive lá visitando alguns parentes e fui passear na rua George. Ela se estende do bairro comercial de Sydney até a área residencial chamada Rock. Um homem baixinho, de aparência um pouco estranha, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja, entregou-me um folheto e perguntou: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje à noite, o senhor irá para o céu?’ – Fiquei perplexo com essas palavras, pois jamais alguém havia me perguntado uma coisa dessas. Agradeci polidamente pelo folheto, mas na viagem de volta para Londres eu me sentia bastante confuso com o episódio. Entrei em contato com um amigo que, graças a Deus, é cristão, e ele me conduziu a Cristo”.

Todos aplaudiram suas palavras e deram-lhe as boas-vindas, pois os batistas gostam de testemunhos desse tipo.

Uma semana depois, voei para Adelaide, no Sul da Austrália. Durante meus três dias de palestras em uma igreja batista local, uma mulher veio se aconselhar comigo. A primeira coisa que fiz foi perguntar sobre sua posição em relação a Jesus Cristo. Ela respondeu:

A rua George, em Sydney.

“Morei em Sydney por algum tempo, e há alguns meses voltei lá para visitar amigos. Estava na rua George fazendo compras quando um homenzinho de aparência curiosa, de cabelos brancos, saiu da entrada de uma loja e veio em minha direção, ofereceu-me um folheto e disse: ‘Desculpe, mas a senhora já é salva? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Essas palavras me deixaram inquieta. De volta a Adelaide, procurei por um pastor de uma igreja batista que ficava perto de minha casa. Depois de conversarmos, ele me conduziu a Cristo. Assim, posso lhe dizer que agora sou crente”.

Eu estava ficando muito admirado. Duas vezes, no prazo de apenas duas semanas, e em lugares tão distantes, eu ouvira o mesmo testemunho. Viajei para mais uma série de palestras na Mount Pleasant Church em Perth, no Oeste da Austrália. Quando concluí meu trabalho na cidade, um ancião da igreja me convidou para almoçar. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele tinha se tornado cristão. Ele explicou:

“Aos quinze anos vim a esta igreja, mas não tinha um relacionamento real com Jesus. Eu simplesmente participava das atividades, como todo mundo. Devido à minha capacidade para negócios e meu sucesso financeiro, minha influência na igreja foi aumentando. Há três anos fiz uma viagem de negócios a Sydney. Um homem pequeno, de aparência estranha, saiu da entrada de uma loja e me entregou um panfleto religioso – propaganda barata – e me fez a pergunta: ‘Desculpe, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, o senhor vai para o céu?’ – Tentei explicar-lhe que eu era ancião de uma igreja batista, mas ele nem quis me ouvir. Durante todo o caminho de volta para casa, de Sydney a Perth, eu fervia de raiva. Esperando contar com a simpatia do meu pastor, contei-lhe a estranha história. Mas ele não concordou comigo de forma alguma. Há anos ele vinha me incomodando e dizendo que eu não tinha um relacionamento pessoal com Jesus, e tinha razão. Foi assim que, há três anos, meu pastor me conduziu a Cristo”.

Voei de volta para Londres e logo depois falei na Assembléia Keswick no Lake-District. Lá relatei esses três testemunhos singulares. No final da série de conferências, quatro pastores idosos vieram à frente e contaram que eles também foram salvos, há 25-30 anos atrás, pela mesma pergunta e por um folheto entregue na rua George em Sydney, na Austrália.

Na semana seguinte viajei para uma igreja semelhante à de Keswick e falei a missionários no Caribe. Também lá contei os mesmos testemunhos. No final da minha palestra, três missionários vieram à frente e explicaram que há 15-25 anos atrás eles igualmente haviam sido salvos pela pergunta e pelo folheto do homenzinho da rua George na distante Austrália.

Minha próxima série de palestras me conduziu a Atlanta, na Geórgia (EUA). Fui até lá para falar num encontro de capelães da Marinha. Por três dias fiz palestras a mais de mil capelães de navios. No final, o capelão-mor me convidou para uma refeição. Aproveitando a oportunidade, perguntei como ele havia se tornado cristão.

“Foi um milagre. Eu era marinheiro em um navio de guerra no Pacífico Sul e vivia uma vida desprezível. Fazíamos manobras de treinamento naquela região e renovávamos nossos estoques de suprimentos no porto de Sydney. Ficamos totalmente largados. Em certa ocasião eu estava completamente embriagado e peguei o ônibus errado. Desci na rua George. Ao saltar do ônibus pensei que estava vendo um fantasma quando um homem apareceu na minha frente com um folheto na mão e perguntando: ‘Marinheiro, você está salvo? Se morrer hoje à noite, você vai para o céu?’ – O temor de Deus tomou conta de mim imediatamente. Fiquei sóbrio de repente, corri de volta para o navio e fui procurar o capelão. Ele me levou a Cristo. Com sua orientação, logo comecei a me preparar para o ministério. Hoje tenho a responsabilidade sobre mais de mil capelães da Marinha, que procuram ganhar almas para Cristo”.

“Desculpe, mas você é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?”

Seis meses depois, viajei a uma conferência reunindo mais de cinco mil missionários no Nordeste da Índia. No final, o diretor da missão me levou para comer uma refeição simples em sua humilde e pequena casa. Também perguntei a ele como tinha deixado de ser hindu para tornar-se cristão.

“Cresci numa posição muito privilegiada. Viajei pelo mundo como representante diplomático da Índia. Sou muito feliz pelo perdão dos meus pecados, lavados pelo sangue de Cristo. Ficaria muito envergonhado se descobrissem tudo o que aprontei naquela época. Por um tempo, o serviço diplomático me conduziu a Sydney. Lá fiz algumas compras e estava levando pacotes com brinquedos e roupas para meus filhos. Eu descia a rua George quando um senhor bem-educado, grisalho e baixinho chegou perto de mim, entregou-me um folheto e me fez uma pergunta muito pessoal: ‘Desculpe-me, mas o senhor é salvo? Se morrer hoje, vai para o céu?’ – Agradeci na hora, mas fiquei remoendo esse assunto dentro de mim. De volta a minha cidade, fui procurar um sacerdote hindu. Ele não conseguiu me ajudar mas me aconselhou a satisfazer minha curiosidade junto a um missionário na Missão que ficava no fim da rua. Foi um bom conselho, pois nesse dia o missionário me conduziu a Cristo. Larguei o hinduísmo imediatamente e comecei a me preparar para o trabalho missionário. Saí do serviço diplomático e hoje, pela graça de Deus, tenho responsabilidade sobre todos esses missionários, que juntos já conduziram mais de 100.000 pessoas a Cristo”.

Oito meses depois, fui pregar em Sydney. Perguntei ao pastor batista que me convidara se ele conhecia um homem pequeno, de cabelos brancos, que costumava distribuir folhetos na rua George. Ele confirmou: “Sim, eu o conheço, seu nome é Mr. Genor, mas não creio que ele ainda faça esse trabalho, pois já está bem velho e fraco”. Dois dias depois fomos procurar por ele em sua pequena moradia. Batemos na porta, e um homenzinho pequeno, frágil e muito idoso nos saudou. Mr. Genor pediu que entrássemos e preparou um chá para nós. Ele estava tão debilitado e suas mãos tremiam tanto que continuamente derramava chá no pires. Contei-lhe todos os testemunhos que ouvira a seu respeito nos últimos três anos. As lágrimas começaram a rolar pela sua face, e então ele nos relatou sua história:

“Eu era marinheiro em um navio de guerra australiano. Vivia uma vida condenável. Durante uma crise entrei em colapso. Um dos meus colegas marinheiros, que eu havia incomodado muito, não me deixou sozinho nessa hora e ajudou a me levantar. Conduziu-me a Cristo, e minha vida mudou radicalmente de um dia para outro. Fiquei tão grato a Deus que prometi dar um testemunho simples de Jesus a pelo menos dez pessoas por dia. Quando Deus restaurou minhas forças, comecei a colocar meu plano em prática. Muitas vezes ficava doente e não conseguia cumprir minha promessa, mas assim que eu melhorava recuperava o tempo perdido. Depois que me aposentei, escolhi para meu propósito um lugar na rua George, onde centenas de pessoas cruzavam meu caminho diariamente. Algumas vezes as pessoas rejeitavam minha oferta, mas também havia as que recebiam meus folhetos com educação. Há quarenta anos faço isso, mas até o dia de hoje não tinha ouvido falar de ninguém que tivesse se voltado para Jesus através do meu trabalho”.

Aqui vemos o que é verdadeira dedicação: demonstrar amor e gratidão a Jesus por quarenta anos sem saber de qualquer resultado positivo. Esse homem simples, pequeno e sem dons especiais deu testemunho de sua fé para mais de 150.000 pessoas. Penso que os frutos do trabalho de Mr. Genor que Deus mostrou ao pastor londrino sejam apenas uma fração da ponta do iceberg.

O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas.

Só Deus sabe quantas pessoas mais foram ganhas para Cristo através desses folhetos e das palavras desse homem. Mr. Genor, que realizou um enorme trabalho nos campos missionários, faleceu duas semanas depois de nossa visita. Você pode imaginar o galardão que o esperava no céu? Duvido que sua foto tenha aparecido alguma vez em alguma revista cristã. Também duvido que alguém tenha visto uma reportagem ilustrada a seu respeito. Ninguém, a não ser um pequeno grupo de batistas de Sydney, conhecia Mr. Genor, mas eu asseguro que no céu seu nome é muito conhecido. O céu conhece Mr. Genor, e podemos imaginar vividamente a maravilhosa recepção que ele teve quando entrou por suas portas. (extraído de Worldmissions – redação final: Werner Gitt)

Pastorais - Article

Vale a Pena!

“Disse-lhe o Senhor: Muito bem, servo bom e fiel; foste fiel no pouco, sobre o muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor” (Mt 25.21).

Existem muitas organizações que trabalham com literatura cristã. Inúmeros irmãos fazem uso de folhetos, livros, fitas e revistas para divulgar o Evangelho, mas geralmente não vêem o resultado de suas atividades missionárias. Isso pode causar desânimo, e certamente muitos distribuidores de folhetos já se perguntaram: “Será que vale a pena?”

Com freqüência ficamos sabendo de pessoas que se converteram através de um folheto ou de um livro, ou que foram fortalecidas na fé por meio da literatura. Mesmo que jamais saibamos dos resultados de nossa semeadura, eles são prometidos pelo Senhor (veja Is 55.11). Além disso, um obreiro na “seara do Senhor” não é avaliado pelo número de pessoas que se convertem pelo seu trabalho mas por sua fidelidade no trabalho cristão. Também devemos ter sempre em mente que nós não convertemos ninguém. Só Deus é que pode tocar os corações, despertar as consciências e, pelo Espírito Santo, conduzir uma pessoa à fé em Jesus Cristo. O exemplo citado mostra que Ele faz isso em nossos dias e que pode agir através de muito ou de pouco. Que este testemunho anime os distribuidores de folhetos a continuarem semeando com perseverança a boa semente, que certamente dará frutos a seu tempo. (Norbert Lieth – http://www.chamada.com.br).

O Que é o Evangelho?

O Que é o Evangelho?

Richard Emmons

Se morresse esta noite, você tem certeza de que iria para o céu?

Já ouvi todos os tipos de respostas para esta pergunta: “Eu não acredito no céu”. “Eu acho que vou para o céu”. “Espero que eu vá”. “Não tenho certeza se vou, mas tento ser uma boa pessoa”.

A vida não cessa com a morte; e vida eterna versus punição eterna não é meramente um conceito cristão. O rei Davi disse: “E habitarei na casa do Senhor para todo o sempre” (Sl 23.6). Jó disse: “Depois, revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus” (Jó 19.26).

No entanto, nem todas as pessoas “verão a Deus” – o destino de muitas será o inferno. O Novo Testamento revela o local dessas chamas eternas: o Lago de Fogo (Ap 19.20; Ap 20.10,14-15).

Então, o que fazer quando você quiser dizer a alguém que ama como evitar o castigo eterno? Você evangeliza: anuncia a Boa-Nova, ou seja, dá a boa notícia. Você apresenta o Evangelho. À medida que o mundo se aproxima da vinda do Anticristo, muitos falsos evangelhos estarão circulando. Mas somente o Evangelho de Jesus Cristo tem o poder para a salvação.

O que é o Evangelho?

A palavra “evangelho”, euaggelion em grego, significa simplesmente “boa notícia”. Existem vários tipos de boas notícias, e o Novo Testamento usa a palavra em uma variedade de maneiras.

Se tomar a forma substantiva, euaggelia, e adicionar a forma verbal “izo” ao final, você tem o verbo grego “evangelizar”, que significa, literalmente, “compartilhar uma boa notícia”. Este é o mesmo verbo usado quando os anjos vieram aos pastores nos campos e anunciaram o nascimento de Cristo. O anjo basicamente disse: “Não temais; [eis aqui vos evangelizo] eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo” (Lc 2.10).

Quando você compartilha com as pessoas sobre como elas podem alcançar a vida eterna e evitar o Lago de Fogo, você está compartilhando o Evangelho – a Boa Notícia.

Quatro livros da Bíblia são chamados Evangelhos: Mateus, Marcos, Lucas e João. Eles apresentam a Boa Notícia do ministério terreno do Filho de Deus, que veio do céu para revelar Deus Pai à humanidade e, em seguida, ter uma morte sacrificial pelos nossos pecados.

As Escrituras Hebraicas – 39 livros escritos em um período de 1.000 anos – chamam Deus de “Pai” apenas uma dúzia de vezes. Mas, nos Evangelhos, Jesus fala muitas vezes de Seu “Pai”, e nos diz para orarmos: “Pai nosso, que estás nos céus” (Mt 6.9; Lc 11.2). Ser capaz de chamar a Deus de “Pai” é uma Boa Notícia. De fato, a verdade de Jesus é uma grande notícia de qualquer maneira que você olhe para ela. O Evangelho de Jesus Cristo oferece infinito amor ao povo de Deus, oferece perdão dos pecados, ajuda em tempos de necessidade, acesso direto ao trono da graça, libertação do Lago de Fogo e vida eterna na presença de Deus.

Não é de admirar que o apóstolo Paulo tenha escrito: “Não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego [gentio]” (Rm 1.16, ACF). O conteúdo do Evangelho que nós compartilhamos com as pessoas geralmente segue a mensagem de Paulo em 1 Coríntios 15:

Irmãos, venho lembrar-vos o evangelho que vos anunciei, o qual recebestes e no qual ainda perseverais; por ele também sois salvos, se retiverdes a palavra tal como vo-la preguei (…). Antes de tudo, vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras,?e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.?E apareceu a Cefas [Pedro] e, depois, aos doze.?Depois, foi visto por mais de quinhentos irmãos de uma só vez (…).?Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por todos os apóstolos?e, afinal, depois de todos, foi visto também por mim, como por um nascido fora de tempo” (vv. 1-8).

Cristo morreu, segundo as Escrituras, foi sepultado, ressuscitou, e apareceu a muitos. Este é o Evangelho em poucas palavras.

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Uma oferta irrecusável

Há mais de 7 bilhões de pessoas na Terra. Dentre esses 7 bilhões, um dia Deus, em Sua graça, estendeu a mão para mim para abrir os meus olhos e receber esta Boa-Nova. Hoje Ele está chegando a você. Ele está compartilhando o Evangelho com você puramente com base em Sua bondade e graça, e deseja levá-lo a um relacionamento pessoal com Ele.

Se alguém lhe oferecesse um carro novo de graça, você responderia: “Não, obrigado. Eu tenho um velho calhambeque que prefiro manter”? As chances são de que você ficaria encantado com a oferta. E você não somente ficaria grato a essa pessoa, mas provavelmente também falaria a todo mundo sobre isso.

Deus fez-lhe uma oferta. Ele quer dar-lhe o perdão do pecado, quer que você faça parte da Sua família e tenha um lar no céu para sempre. Isso é uma boa notícia.

Por que Ele pode fazer essa oferta? Porque Jesus pagou o preço pelos nossos pecados. Ele morreu em nosso lugar. Mesmo que você não se importe com Jesus, Ele ainda cuida de você. Na verdade, Ele se importa tanto que morreu por você: “Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Rm 5.8).

Por que foi necessário que Jesus morresse por nós? Porque a santidade de Deus exigia um sacrifício perfeito, sem pecado. Você e eu não podemos morrer um pelo outro; somos pecadores por nascimento e por ação. Em toda a história humana, somente Jesus estava qualificado a morrer como penalidade pelo pecado dos outros. Você já não tem mais que pagar a penalidade no Lago de Fogo. Você pode obter o perdão por meio da fé em Cristo: “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos, para conduzir-vos a Deus” (1Pe 3.18).

O Lago de Fogo nunca foi preparado para as pessoas: “Então, o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos” (Mt 25.41). O Lago de Fogo foi preparado para o diabo e os demônios. Mas também é o lugar onde as pessoas vão passar a eternidade se elas não responderem à Boa-Nova.

Alguns anos atrás, eu estava dirigindo pela rodovia Garden State, em North Jersey. Há um ponto em que a estrada é cercada por muros de ambos os lados. Naquele dia o tráfego estava engarrafado por quilômetros, porque um cachorro pastor alemão, de alguma forma, acabara entrando na rodovia. As pessoas queriam ajudar o cão; mas ele estava tão amedrontado, tão enlouquecido com o que estava acontecendo, que não deixava ninguém chegar perto dele.

Muitas pessoas são assim. Elas temem aqueles que querem ajudá-las. Elas temem ou não gostam dos cristãos que compartilham o Evangelho, embora o façamos para salvar suas vidas.

Você sabe onde passará a eternidade?

Se morresse hoje à noite, você sabe com certeza se iria para o céu?

Não há margem para dúvidas. E há um caminho do qual você pode estar certo: Jesus morreu para pagar por seus pecados. Deus quer colocar o seu pecado sobre Jesus e transferir a justiça de Jesus para você. A chave é a fé. Fé significa confiar em Jesus, e somente nEle, para o perdão dos pecados. Você não pode confiar em si mesmo, em suas boas ações, em sua formação teológica, ou em qualquer outra coisa. E, ao confiar em Jesus, você está confiando no Deus de Abraão, de Isaque, e de Jacó. Cristo e o Pai são um só.

Não sabemos quando vamos morrer. Agora é o momento para acolher a Boa-Nova.“Sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6). O Salmo 95:8 declara: “Não endureçais o coração, como em Meribá [na rebelião], como no dia de Massá [na tentação], no deserto”.

Se você nunca aceitou a Jesus como seu Salvador pessoal, você pode fazê-lo agora mesmo, orando: “Querido Deus, eu sei que sou um ser humano pecador. Sei que não posso chegar ao céu por mim mesmo. Eu nunca poderia ser bom o suficiente. Acredito que Jesus é Teu Filho. Creio que Ele morreu na cruz em meu lugar. Entendo que Ele é o único caminho para o céu. Por favor, toma meu pecado e dá-me o dom da vida eterna. Ajuda-me a Te servir, e faz de mim um seguidor de Jesus. Obrigado, Deus, por fazeres isso por mim”.

Milhões de pessoas ao longo dos tempos já fizeram uma oração semelhante a esta, vinda de seus corações; foram transformadas de dentro para fora, e nasceram na família de Deus. O Evangelho é o poder de Deus para a salvação. Se fosse morrer hoje à noite, você saberia com certeza que iria para o céu?

À medida que o apóstolo João se aproximava do fim de sua primeira epístola, ele escreveu: “Estas coisas vos escrevi, a fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes em o nome do Filho de Deus” (1Jo 5.13). A fé é a certeza de vitória sobre a morte e sobre o Lago de Fogo. A fé nos assegura que podemos habitar “na Casa do Senhor para todo o sempre” (Sl 23.6b). Essa realmente é uma boa notícia! (Israel My Glory — Richard Emmons — Chamada.com.br)

11 Passos Para Estudar a Bíblia

11 Passos Para Estudar a Bíblia

William MacDonald

Se você vir um livro chamado Estudo Bíblico Facilitado, não o compre! Não existe nenhuma maneira fácil de estudar a Palavra de Deus. São necessárias disciplina e perseverança.

O estudo da Bíblia é sempre uma questão de motivação. Geralmente na vida encontramos tempo para fazer o que realmente desejamos fazer. Se virmos o valor da Palavra de Deus, sem dúvida iremos desejar estudá-la. Mas, para vermos seu valor, precisaremos olhar através dos olhos da fé. Caso contrário, um jogo de futebol ou um programa de televisão serão mais atraentes e animados. A fé nos capacita a ver o valor eterno das Escrituras em contraste com o valor transitório e olvidável do resultado de um jogo de futebol.

Outra grande ajuda para a motivação é sermos responsáveis por um grupo de estudos bíblicos que se encontra regularmente, ou por uma classe de Escola Dominical. Isto exerce pressão sobre a pessoa, fazendo-a sossegar para estudar em preparação para sua aula.

Não existe “o melhor método” para se estudar a Bíblia. O que é o melhor para um crente pode não ser para outro. O que posso fazer é sugerir um método. Ele consiste de passos que provaram ser úteis para mim.

1.Ore para que o Senhor faça de você uma pessoa ensinável por meio de seu Espírito Santo. Reconhecer nossa própria ignorância nos coloca no caminho da bênção.

2.Depois, em oração, selecione o livro da Bíblia a ser estudado. Provavelmente o Evangelho de João é o escolhido mais frequentemente. A carta de Paulo aos Romanos seria o segundo texto preferido.

3.Comece com uma porção pequena. Seu objetivo final será estudar a Bíblia inteira, e pensar em uma tarefa tão imensa poderá ser algo assustador. Mas, lembre-se que um grande trabalho é feito por muitos pequenos trabalhos. Você não consegue estudar a Bíblia inteira de uma vez, nem mesmo um livro inteiro, mas você pode estudar alguns versículos. É aí que se começa.

F. B. Meyer escreve de maneira semelhante:

É minha convicção crescente que, se os cristãos não tentassem ler tantos capítulos da Bíblia diariamente, mas estudassem cuidadosamente o que eles realmente lessem, observando as referências às margens, lendo o contexto, comparando a Escritura com a Escritura, esforçando-se para captar um ou mais pensamentos completos da mente de Deus, haveria maior riqueza na experiência deles; maiores novidades em seu interesse pelas Escrituras; mais independência dos homens e dos meios; e um aproveitamento maior da Palavra do Deus vivo. Sim, haveria uma percepção prática do que Jesus quis dizer com: “A água que eu lhe der será nele uma fonte a jorrar para a vida eterna” (Jo 4.14b).

4.Em um caderno escreva em forma de pergunta tudo sobre a passagem que não esteja claro. Quando as pessoas me perguntam como estudar a Bíblia, eu invariavelmente respondo: “Com um ponto de interrogação no cérebro”. Isso não significa que eu questiono a inspiração ou a infalibilidade da Palavra. Nem por um segundo! Mas eu encaro os problemas honestamente e pergunto: “O que isto significa?”

Deixe-me dar-lhe uma ilustração. Em João 13.31-32, Jesus disse:

“Agora, foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele; se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará nele mesmo; e glorificá-lo-á imediatamente”.

Quando você lê esta passagem pela primeira vez, ela pode lhe parecer uma ordem ambígua de palavras santas. Se você passar por cima dela como sendo algo que está além de sua capacidade, você nunca vai entender seu significado. Mas, se você parar e encarar o problema, perguntar o que a passagem significa, e buscar respostas, você finalmente irá entendê-la. Jesus estava falando em antecipação ao que aconteceria no Calvário. Ele foi glorificado ali por ter completado Seu trabalho e Deus também foi grandemente honrado pelo que Jesus fez. O “se” usado na passagem é o “se” do argumento e significa “uma vez que”. Uma vez que Deus foi glorificado pelo trabalho sacrificial do Salvador, Deus glorificará o Senhor Jesus Cristo em Si mesmo, isto é, em Sua presença. E Ele o fará imediatamente. Ele fez isso ao levantar o Salvador de entre os mortos e O assentou à Sua direita nos céus.

5.Frequentemente releia a passagem, memorize-a se for possível, até que sua mente fique saturada das palavras da Escritura. Geralmente à medida que você medita sobre a passagem, a luz surgirá e você pensará em outros versículos que esclareçam ou suplementem aquela porção.

6.Faça a leitura em tantas traduções confiáveis da Bíblia quantas forem possíveis. Mesmo paráfrases podem ser úteis para esclarecer o significado de um versículo. Abaixo seguem alguns versículos da versão [Revista e Atualizada] comparada com a paráfrase de J. B. Phillips:

Colossenses 1.28-29 (ARA):

“O qual nós anunciamos, advertindo a todo homem e ensinando a todo homem em toda a sabedoria, a fim de que apresentemos todo homem perfeito em Cristo; para isso é que eu também me afadigo, esforçando-me o mais possível, segundo a sua eficácia que opera eficientemente em mim”.

Colossenses 1.28-29 (Phillips’s New Testament in Modern English):

“Portanto, naturalmente, nós proclamamos a Cristo! Admoestamos a cada um que encontramos, e ensinamos cada um que podemos, sobre tudo o que sabemos a respeito d’Ele, para que possamos trazer todo homem à sua maturidade total em Cristo. É nisso que estou trabalhando e lutando, com toda a força que Deus coloca em mim”.

– Colossenses 2.8 (ARA):

“Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo e não segundo Cristo”.

– Colossenses 2.8 (Phillips’s New Testament in Modern English).

“Tomem cuidado para que nenhum homem estrague a fé de vocês por meio do intelectualismo ou de bobagens. Isso é, no máximo, baseado nas ideias de homens sobre a natureza do mundo, e desconsideram a Deus”.

7.Leia tantos bons comentários sobre a Bíblia quantos puder encontrar. Seja como o pescador que pesca com rede, buscando ajuda de onde puder encontrar. Contudo, você deve tomar cuidado para não permitir que os comentários tomem o lugar da Bíblia em si. E, logicamente, você deve ler com discernimento, testando todos os ensinamentos através da Bíblia e se firmando naqueles que forem bons. Como sempre se diz, coma a laranja e deixe as sementes, ou coma o frango e deixe os ossos.

Eu sei que há alguns cristãos devotados que insistem em que devamos ler apenas a Palavra de Deus. Eles parecem se orgulhar de serem independentes de qualquer ajuda de fora, e isso aparentemente deve garantir a pureza de sua doutrina. Sempre fico preocupado com pessoas que têm essa atitude. Primeiramente, ela negligencia o fato de que Deus deu mestres à Igreja, e, como estes são dons que vêm de Deus, não deveriam ser desprezados. O ministério dos mestres pode ser oral ou escrito, mas os benefícios são os mesmos.

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Da mesma forma, há tremendo valor na comunhão com outros que estudam a Palavra e em comparar as interpretações. Isso ajuda a evitar que você veja apenas um lado, ou que tenha tendências para o extremo. Isso também impedirá que você avance em visões bizarras, se não heréticas.

Jovens crentes deveriam buscar ter um mentor – uma pessoa que combine espiritualidade com o conhecimento das Escrituras. Trazer perguntas e problemas para uma pessoa como esta é uma grande ajuda no crescimento, na graça e no conhecimento.

Tome notas de explicações, ilustrações e exposições que sejam úteis. Naquele momento você pode pensar que depois vai se lembrar delas, mas há muita probabilidade de não se lembrar.

8.Discuta as perguntas e questões com outros cristãos e tente obter respostas. É maravilhoso como o Senhor fornece respostas satisfatórias como resultado de estudo diligente durante anos.

9.Continue buscando até que você consiga dar uma explicação simples e concisa da passagem à outra pessoa. Você não conseguiu realmente dominar uma passagem até que possa explicá-la com simplicidade e clareza. Explicações muito profundas e rebuscadas geralmente escondem um real fracasso em entender o que a Bíblia está falando de verdade.

10.Passe a outros aquilo que você aprendeu. Isso o ajudará a fixar o conteúdo em sua mente e deve ajudá-lo a animar os que receberem sua explicação.

11.Estude com intenção de obedecer ao que está lendo. Não se esquive do pleno ensinamento da Palavra. Lembre-se que a obediência é o órgão do conhecimento espiritual.

Nunca separe a doutrina do dever. A Bíblia não é um livro de teologia sistemática no qual as doutrinas são dadas isoladamente. Filipenses 2.6-8 é uma das grandiosas passagens sobre a Pessoa de Cristo, mas é apresentada juntamente com um pedido para que os cristãos pensem sobre os outros e não em si mesmos. É por isso que alguém disse que todo verbo na forma indicativa tem um imperativo, isto é, toda afirmação de fato está ligada a algo que devemos fazer. A doutrina sozinha pode ser fria e sem vida. Deixe para os outros a discussão sobre “quantos anjos cabem na cabeça de um alfinete”; tais especulações nunca levarão à vida de piedade.

Doutrinas Falsas

Doutrinas Falsas

Norbert Lieth

Partindo eu para a Macedônia, roguei-lhe que permanecesse em Éfeso para ordenar a certas pessoas que não mais ensinem doutrinas falsas, e que deixem de dar atenção a mitos e genealogias intermináveis, que causam controvérsias em vez de promoverem a obra de Deus, que é pela fé” (1Tm 1.3-4 – NVI).

Se há doutrinas falsas, então obrigatoriamente precisa haver uma doutrina conhecida e reconhecidamente correta. Na verdade, há uma doutrina sem par e há outras doutrinas. Quando existe uma sã doutrina, é notório que existam doutrinas insanas ou que causam insanidade. A sã doutrina fortalece, enquanto as outras enfraquecem e causam enfermidade. As falsas doutrinas causam confusão, a sã doutrina, por outro lado, proporciona a certeza. De um modo geral, as falsas doutrinas se ocupam principalmente de coisas secundárias. Os falsos mestres procuram vincular as pessoas a um personagem ou à sua organização.

E que, dentre vós mesmos, se levantarão homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles” (At 20.30). Esta é a origem de todas as seitas e de todos os grupos de natureza sectária. Elas se baseiam em lendas, mitos, fábulas, fantasias. Além disso, trata-se também de conteúdo exotérico e de filosofias extra-bíblicas. São acréscimos humanos à Palavra de Deus. Timóteo deveria estar atento para que não fossem ensinadas “falsas doutrinas” (ver v.3-4), como também Tito foi intimado a fazer: “e não se ocupem com fábulas judaicas, nem com mandamentos de homens desviados da verdade” (Tt 1.14).

No que se refere às genealogias, os judeus provavelmente estavam interessados em saber de que patriarca eles descendiam. No Novo Testamento, no entanto, isso não tem a menor importância. “Evita discussões insensatas, genealogias, contendas e debates sobre a lei; porque não têm utilidade e são fúteis” (Tt 3.9). Em algumas seitas, como entre os Mórmons, por exemplo, a genealogia também é valorizada. O Novo Testamento, porém, não trata de descendência, mas de vocação, de fé e de conversão.

As falsas doutrinas normalmente são agressivas e ofensivas. Elas geram discussões e brigas, e não promovem a edificação divina. Muitas vezes elas giram em torno de algumas ênfases que são transformadas em itens principais. Fica difícil conversar sobre outros assuntos com essas pessoas. Podem ser as questões quanto ao sábado, a doutrina sobre a perda da salvação ou sobre Israel; também se incluem temas como alimentos ou outras regras do legalismo.

Alguns se desviaram dessas coisas, voltando-se para discussões inúteis” (1Tm 1.6 – NVI). Os falsos mestres sempre se portam de modo presunçoso e prepotente, são orgulhosos, arrogantes e não aceitam ensinamentos, chegando a ignorar qualquer contra-argumento bíblico. É impossível manter um diálogo edificante com eles, sendo que normalmente o contato resulta em rusga e fofoca (ver v.6).

querendo ser mestres da lei, quando não compreendem nem o que dizem nem as coisas acerca das quais fazem afirmações tão categóricas. Sabemos que a lei é boa, se alguém a usa de maneira adequada. Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas” (1Tm 1.7-9 – NVI).

Uma característica típica dos falsos mestres é que eles consideram uma lei como o ponto básico, sem levar em consideração o seu cumprimento. Outra atitude típica é que eles se manifestam com muita firmeza e apresentam sua doutrina como verdadeira sem, no entanto, terem realmente compreendido a doutrina da justificação.

Uma pessoa que tenha sido justificada através do Evangelho do Senhor Jesus não está mais sujeita a qualquer lei. As instruções do Novo Testamento atendem a todos os requisitos e o cumprimento dessas instruções é um sinal para a justiça. Nesse sentido, encontramos mais de 30 recomendações pessoais em 1Timóteo.

A lei é boa (ver Rm 7.12) quando ela for aplicada legalmente, isto é, se ela for considerada e aplicada da maneira para qual ela realmente foi promulgada (ver Gl 2.16,21; 3.10-13,23-25; Rm 3.20). A lei…

  • não pode transformar alguém numa pessoa justa;
  • traz maldição;
  • proporciona o reconhecimento do pecado;
  • coloca limitações para a proteção;
  • não provém da fé;
  • conduz à fé em Jesus;
  • é um mestre que orienta para Jesus;
  • não foi dada como meio para a redenção, porém, conduz para a salvação.

Nesse aspecto, a lei é boa e quem a aplica desse modo e alcança a graça de Jesus Cristo através dela, é justificado. Assim, por ter sido justificado, a lei perdeu o efeito sobre ele – ela perdeu a validade. A lei foi dada principalmente para o convencimento dos que viviam sem lei. Alguém certa vez disse: “A lei ensina três coisas: a) Nós devemos; b) Nós não temos; e c) Nós não podemos”.

Pastorais - Article

Também sabemos que ela não é feita para os justos, mas para os transgressores e insubordinados, para os ímpios e pecadores, para os profanos e irreverentes, para os que matam pai e mãe, para os homicidas, para os que praticam imoralidade sexual e os homossexuais, para os sequestradores, para os mentirosos e os que juram falsamente; e para todo aquele que se opõe à sã doutrina” (1Tm 1.9-10 – NVI).

Muitas pessoas vivem de modo perverso, sem se importarem com a lei, mesmo não sendo justificadas. A intenção da lei é convencer justamente estas pessoas da sua vida em pecado. Assim, por exemplo, o vindouro Anticristo é denominado “o iníquo” (ver 2Ts 2.8).

Rebeldes são pessoas que vivem em franca contrariedade à vontade de Deus.

Expressões como ateu, pecador, ímpio, ou mau, descrevem tudo o que resulta de uma vida sem Deus.

Aqueles que desrespeitam ao pai e à mãe transgridem o quinto mandamento: “Honra teu pai e tua mãe…”. Os assassinos transgridem o sexto mandamento: “Não matarás”.

A prostituição e a pedofilia são mencionadas separadamente, pois referem-se a coisas distintas. A prostituição é qualquer relacionamento sexual mantido antes ou fora do casamento. A Bíblia fala claramente sobre a união conjugal, quando relata o encontro de Jesus com a mulher samaritana, junto ao Poço de Jacó: ao que lhe respondeu a mulher: Não tenho marido. Replicou-lhe Jesus: Bem disseste, não tenho marido; porque cinco maridos já tiveste, e esse que agora tens não é teu marido; isto disseste com verdade” (Jo 4.17-18). A mulher vivia com um homem, sem um vínculo matrimonial e Jesus não considerava isso como uma união conjugal. A denominação “pedofilia” é derivada de uma palavra do grego antigo (arsenokoites), que se refere a um homem que mantém relações sexuais com outro homem ou com garotos (ver 1Co 6.9). Por isso a Standard Version Bible inglesa traduz essa expressão por “Men who practice homosexuality” (homens que praticam homossexualismo).

Raptos tem ligação com mercadores de escravos e sequestradores e certamente também pode ser relacionado com seitas.

Mentiras e perjúrios são praticados por pessoas que não falam a verdade, que negam ou resistem contra a verdade, ou que destroem com a verdade.

Tudo o que contraria a sã doutrina provoca o enfraquecimento do Corpo de Cristo e o deixa enfermo. Por um lado, não se deve pregar o legalismo e, por outro, não se deve minimizar o pecado. Paulo exorta que se evite tanto o legalismo, bem como a anarquia, ou a falta de lei. (Norbert Lieth — Chamada.com.br)

Graça Barata?

Graça Barata?

René Malgo

Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tito 2.11-12).

Jesus vive! Ele está sentado à direita do Deus Pai. Ele intercede constantemente por nós diante do Pai. Os Céus estão abertos. A graça foi revelada a todas as pessoas, nos oferece a vida eterna gratuitamente e, se cremos em Jesus Cristo, Ele nunca mais nos deixará. Sobre isso há um exemplo fictício que já foi utilizado em muitos sermões – duas situações, dois dias diferentes na vida de um cristão:

1º Dia – Levanto-me cedo, pela manhã, invisto tempo para ler a Bíblia e para orar. Dirijo-me ao trabalho, bem humorado. Meu chefe me ordena fazer algumas tarefas desagradáveis que, na verdade, deveriam ser feitas por um dos meus colegas. Com algum esforço, consegui responder: “Sim, faço com prazer!” ao invés de responder com reclamações. Depois do expediente, a caminho de casa, encontrei alguém para compartilhar o Evangelho e faço-o com alegria. À noite, ao invés de sentar à frente da TV, aproveito para ler a Bíblia. No fim do dia, bem disposto e tranqüilo, vou dormir.

2º Dia – Mal consigo sair da cama. Chego ao trabalho quase “queimando” o horário. Estou mal-humorado, não tive tempo para tomar café e muito menos para ler a Bíblia e orar. Novamente, meu chefe – ainda entusiasmado com o dia anterior –me encarrega de fazer algo que é de responsabilidade daquele meu colega preguiçoso. Mesmo resmungando, aceito a incumbência, mas, em meu coração, fico extremamente irritado. Executo o trabalho totalmente irado. O almoço também não estava bom e, além disso, ninguém me elogiou pelos meus serviços. Estou intratável e tenho auto-comiseração. Depois das horas-extras que fui obrigado a fazer, finalmente saio do meu local de trabalho. Novamente surge a oportunidade de testemunhar, porém, estou sem vontade de fazê-lo. Cansado e frustrado sigo o meu caminho. À noite, sobrecarrego meu estômago e me jogo no sofá, diante da “telinha” e a Bíblia fica ao meu lado, abandonada. Inquieto deito-me e procuro adormecer.

Pergunta: Em qual dos dois dias eu demonstrei ser digno da graça de Deus?

Resposta: Em nenhum deles. Esta é a característica da graça: Ela é imerecida. Não conseguimos desenvolvê-la por nossa força ou méritos. A graça que foi revelada proclama que Jesus Cristo já consumou tudo por nós e nos oferece a vida eterna, um relacionamento pleno com Deus (Efésios 1-3).

Alguns cristãos têm dificuldades em aceitar essas verdades porque temem que as pessoas poderiam se aproveitar dessa graça para viver livremente, sem qualquer lei. Isso, de fato, pode ser verdade: Algumas pessoas terão uma compreensão errada sobre a graça, considerando-a algo barato, de pouco valor.

Isso não seria de admirar, pois, Paulo esclarece em 1Coríntios 2.14: “Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura…”. O homem natural, incrédulo pode interpretar erradamente o “escândalo da graça” como uma permissão para pecar. Além dos tipos de pessoas, que Paulo menciona em Tito 1.10,15 –“palradores frívolos”, “enganadores”, “impuros” e “descrentes”, o apóstolo acrescenta:“No tocante a Deus, professam conhecê-lo; entretanto, o negam por suas obras; é por isso que são abomináveis, desobedientes e reprovados para toda boa obra” (Tito 1.16).

No entanto, a questão é: Se, de fato, fui alcançado por essa graça de Deus, revelada em Jesus Cristo, eu ainda ouso abusar dessa graça imensurável, da minha vida eterna? O apóstolo Paulo considera que se alguém o faz, na verdade, não é cristão, não conhece a Deus.

A graça não conduz para uma vida desregrada, mas nos livra dessa vida desregrada. Em última análise, Jesus Cristo, ao se entregar por nós, nos resgatar e purificar, o fez para Si mesmo. Essa obra redentora nos tornou “povo de Sua propriedade”, conforme Paulo menciona em Tito 2.14. Nós, cristãos, não constituímos uma sociedade da qual é possível se dissociar, nenhum círculo de amigos cujos componentes podemos selecionar, mas somos propriedade do Altíssimo, comprados com o preciosíssimo sangue do Senhor Jesus Cristo, para sermos zelosos “de boas obras” (Tito 2.14).

Contudo, devemos manter claro em nossas mentes que nossas realizações e nossas obras não têm parte em nossa salvação. Paulo, nesse aspecto, concorda com Tiago que diz: “…a fé sem as obras é inoperante…” (Tiago 2.20). Nossas boas obras são um fruto natural resultante da obra de Cristo por nós, a nossa salvação. Nossas obras não contribuem para a nossa vida eterna, mas comprovam que temos vida eterna. O significado das boas obras é ressaltado várias vezes, na carta de Tito (cap. 3.8,14). Ainda, em Tito 2.11-15, após a constatação de que somos redimidos, Paulo reforça a recomendação de sermos zelosos em boas obras: “Dize estas coisas; exorta e repreende também com toda a autoridade” (Tito 2.15). Boas obras são uma parte imprescindível da vida do cristão.

Uma pergunta impertinente: “Você afirma que é salvo, que tem vida eterna e que conhece a Deus?” Tiago continua: “Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé” (Tiago 2.18). De acordo com Tito 3.1, pessoas salvas deveriam estar “prontos para toda boa obra”.

Cronologia - Article

Se cremos em Jesus Cristo, a graça de Deus nos capacita para termos uma vida temente a Deus e para as boas obras, porque Ele nos libertou “de toda iniqüidade” (Tito 2.14). Não é à toa que Paulo reforça, na carta de Tito, que tivemos um novo nascimento e fomos renovados pelo “Espírito Santo, 6que ele derramou sobre nós ricamente, por meio de Jesus Cristo, nosso Salvador” (Tito 3.5-6). Somos novas criaturas (2Coríntios 5.17).

Nossa possível inoperância, nossas desculpas como: “Sou muito fraco”, “sou um fracassado”, “preciso ser mais cheio do Espírito Santo”, “sou muito pecador” e outras semelhantes são expressões de incredulidade e de desobediência! Paulo nos diz claramente: A graça, que nos foi revelada, nos orienta (Tito 2.11). Jesus Cristo, ao nos libertar de toda a iniqüidade, nos capacita (Tito 2.14).

Isso não significa que podemos viver sem pecado em nossos corpos corruptíveis. Issonão significa que não teremos lutas e, repentinamente, nos tornamos fortes. Pelo contrário, no momento em que a graça transforma nossa vida, realmente começam as lutas contra o pecado e então percebemos quão fracos somos.

No entanto: Não desanime se você sentir que não é perfeito. “Porque assim diz o Alto, o Sublime, que habita a eternidade, o qual tem o nome de Santo: Habito no alto e santo lugar, mas habito também com o contrito e abatido de espírito, para vivificar o espírito dos abatidos e vivificar o coração dos contritos” (Isaías 57.15). Justamente na nossa fraqueza é que a força de Deus se torna poderosa (2Coríntios 12.9). Não se admire se não encontrar nenhum poder em si mesmo que o possa capacitar para uma vida temente a Deus e de boas obras. Na verdade, você não vai encontrar nada! Você pode meditar e se esvaziar a ponto de se esvair. O seu “…socorro vem do Senhor, que fez o céu e a terra” (Salmos 121.2).

Tudo é uma questão de “vida de obediência na fé”: Se cremos em Jesus Cristo, podemos obedecer a Deus em qualquer situação, graças ao derramamento do Espírito Santo, porque a graça nos foi revelada – Jesus salva – e porque a graça permanece conosco –Jesus vive! Isso dá sentido à nossa vida e ela não se torna vã.

Ora, àquele que é poderoso para vos guardar de tropeços e para vos apresentar com exultação, imaculados diante da sua glória, 25ao único Deus, nosso Salvador, mediante Jesus Cristo, Senhor nosso, glória, majestade, império e soberania, antes de todas as eras, e agora, e por todos os séculos. Amém!” (Judas 24-25). (René Malgo — Chamada.com.br)