As Obras de Deus:

\\\\\\\"Os céus declaram a glória de Deus\\\\\\\" (Sl 19:1, NVI) Rádio a Voz do Evangelho

Ele nos ouve e nos responde:

Inclina, SENHOR, os teus ouvidos, e ouve-me, porque estou necessitado e aflito. Salmos 86:1

Somente o Senhor Jesus pode nos garantir Vida Eterna!

”E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos.”

As moradas de Deus:

Como é agradável o lugar da tua habitação, Senhor dos Exércitos! Salmos 84:1

 

O Tabernáculo – www.templeinstitute.org

UM ESBOÇO DE MINIATURAS

 

No Monte Sinai a nação israelita recebeu o mandamento de construir um Santuário para D’us. O mandamento consistiu de instruções precisas sobre a construção do tabernáculo, seus navios presentes, eo pátio circundante. Desta forma foram preenchidas as palavras: “… e vou habitar no meio deles.” Pela primeira vez na face da terra existia uma nação no meio do qual habitou o Único D’us, Criador do universo. O tabernáculo terminado foi dedicado no primeiro dia do mês de Nisan, um ano após o êxodo do Egito.Daquele ponto em diante, ele iria viajar com os filhos de Israel toda a sua estada 40 anos no deserto. Serviria como o coração espiritual da nação, da qual instrução iria adiante, e em que o serviço Divino seria realizada. Ao entrar na terra de Israel, o tabernáculo iria continuar a executar esta função para alguns 400 anos, após o qual foi substituído pelo Templo Sagrado construído pelo rei Salomão em Jerusalém.

THE COPPER ALTAR E SEUS COMPONENTES

 

“E você vai fazer um altar de madeira de acácia, cinco amot de comprimento e cinco de largura amot; o altar será de quatro quadrados, ea altura de três amot E fazer chifres sobre ela nos quatro cantos Os chifres será de um único.. . peça, (com o altar), e será coberta com cobre “ (Êxodo 27: 1-2)

Existe uma diferença de opinião entre os dois sábios, rabino Yehuda, eo rabino Yossi, (Mishná Zevachim), como para a altura do altar de cobre, ( mizbeach ), e as cortinas do pátio ao redor. De acordo com o cômputo do rabino Yehuda, a altura do altar tinha três anos amot , (aproximadamente 1,5 metros) de altura. Em cada um dos quatro cantos no topo do altar era um quadrado keren , ou chifre.

THE COPPER ALTAR REPOUSA SOBRE UMA BASE DE PEDRA

 

De acordo com o cômputo do rabino Yossi, a altura total do altar alcançou dez amot , (aproximadamente 5 metros) de altura.Quando os israelitas acamparam no deserto, uma rampa de pedra foi construído. Na parte alta da rampa de uma base de pedra foi construído em cima de que o altar de cobre foi colocada. Depois que o altar foi colocado no lugar, painéis de cobre eram lugares em torno dos três lados expostos da base altar.

 

O TABERNÁCULO VIGAS E RESPECTIVOS ACESSÓRIOS

 

As vigas tabernáculo, ( krashim ), foram feitas de madeira de acácia revestida com ouro. Na parte superior da viga eram três cavilhas e na parte inferior, um espigão duplo. As vigas foram ligados no topo por bases de prata, ( taba’ot ), que se encaixam nos encaixes. A espiga dupla ao pé de cada viga foram inseridos em bases de prata, ( adanim ), que serviram de base para a parede. Para suporte adicional, os parafusos foram inseridos anéis de ouro colocados ao longo do comprimento das vigas.

 

OS PILARES PÁTIO E RESPECTIVOS ACESSÓRIOS

 

Os pilares pátio, ( amudim ) eram compostas por três componentes principais: os próprios pilares da acácia, que foram reforçadas por bandas de prata, ( chishukim ); as bases de cobre, ( adanim ), em que as colunas foram inseridos; e os ilhós de prata, ( vavim ), que foram montados para os topos dos pilares, para esticar as cortinas, ( yeriot ) de diâmetro.

 

O TABERNÁCULO COURTYARD

 

De acordo com o cômputo do rabino Yehuda, a altura do altar foi relativamente baixa. Às três amot , (aproximadamente 1,5 metros), foi menor que a altura média de um homem. Da mesma forma, as cortinas couryard foram cinco amot alta, (aproximadamente 2,5 metros). Isto significava que o próprio tabernáculo ficou cincoamot alta, (aproximadamente 2,5 metros), orgulhoso das cortinas do pátio ao redor.

 

Rabino Yossi tinha um acerto de contas diferente: a altura do altar era a mesma que a altura do tabernáculo, (dez amot , ou cinco metros de altura). O Cohen assistir ao fogo do altar, portanto, ver o telhado cortinas da tenda abaixo dele. A partição do pátio, de acordo com o rabino Yossi, situou-se em uma altura de quinze amot, (aproximadamente 7,5 metros) e, efetivamente escondeu o tabernáculo da visão de alguém do lado de fora dos muros couryard. (

 

MONTAGEM DO TABERNÁCULO

 

A imagem acima mostra a montagem da tenda: para a esquerda, um líder da família Merari, que foram confiados com a montagem tabernáculo, é visto segurando planos escritos. No centro da imagem, a família Gershoni é visto cumprindo sua responsabilidade de erguer as cortinas do pátio. À direita, a família Kehati, portador dos vasos do tabernáculo, são vistos carregando a arca da aliança no tabernáculo.

 

INAUGURANDO O ALTAR

 

“E Moshe e Aharon entrou na tenda da congregação, e saíram, e abençoaram o povo; ea glória do Eterno apareceu diante de todo o povo Então saiu fogo de diante do Eterno, e consumiu upon. o altar do holocausto ea gordura; e quando o povo viu isso, eles gritaram e caíram sobre os seus rostos “. (Levítico 9: 23-24)

 

O LEVITAS ENCAMP AO REDOR DO TABERNÁCULO

 

O tabernáculo, como visto no deserto do Sinai. Brilhantemente coloridos Tachash peles cobrir o tabernáculo. Acima da tenda é a nuvem de glória, que a noite iria se tornar um pilar de fogo iluminar o acampamento, proporcionando testemunho de que a presença de D’us, shechinah , estava com os filhos de Israel.Imediatamente em torno do tabernáculo e seu pátio eram os acampamentos de famílias levitas, os portadores do tabernáculo e os seus navios em toda a viagem pelo deserto: a família Gershoni acamparam ao oeste do tabernáculo; a família Kehati para o sul; a família Merari, ao norte. Em frente à entrada para o pátio era a tenda de Moshe e Aharon e seus filhos. Uma tenda especial foi erguida para o caixão de Yoseph, permitindo Moshe para trazer seus ossos do Egito para a terra de Israel.

 

NO PÉ DO MONTE SINAI

 

A tenda foi montada e dedicada enquanto a nação israelita ainda estava acampado, junto ao sopé do Monte Sinai, onde a Torá tinha sido recebido, e do plano divino para o tabernáculo havia sido revelado pela primeira vez.

 

AS DOZE TRIBOS ENCAMP LESTE, OESTE, NORTE E SUL DO TABERNÁCULO

 

O acampamento deserto dos israelitas foi Definiu em um padrão específico, como descrito em Números. No centro do acampamento ficava o tabernáculo. A entrada do pátio estava no leste. Ao longo dos lados do norte, sul e oeste do pátio eram os acampamentos dos levitas, como descrito acima. O perímetro exterior do acampamento israelita foi formada por doze tribos. Três tribos estavam acampados ao longo de cada uma das quatro direções ao redor da tenda e os acampamentos dos levitas. Eles foram os seguintes: No leste, Judá, Issacar e Zvulun; no sul, Reuven, Shim’on e Gad; no oeste, Efraim, Manassés e Benyamin; e no norte, as tribos de Dan, Asher e Naftali. Nesta formação, eles viajaram por todo o deserto.

 

VIAJANDO ATRAVÉS DO DESERTO

 

Doze touros robustos foram doados pelos líderes das doze tribos de Israel, (Números 7: 3), para levar as vigas e cortinas, e outros componentes do tabernáculo na viagem através do deserto. A pintura acima retrata a chegada dos israelitas em um novo local de acampamento, onde os levitas começar a descarregar os animais de carga e montar a tenda.

 

O TABERNÁCULO EM SHILO

 

Após as tribos israelitas tinham entrado na terra, o tabernáculo, eventualmente, fez o seu caminho para Shilo, onde ficou por 369 anos. Em Shilo as paredes cortinas do tabernáculo foram substituídas por pedra, mas o telhado manteve uma coberta de peles. (Zevachim 14: 6)

 

HANNA ORA POR UMA CRIANÇA

 

“Então Ana se levantou, depois que comeram em Shiloh, e depois de terem bebido – e Eli, sacerdote, estava sentado em cima de sua cadeira, junto a um pilar do templo do Eterno; e ela, com amargura de alma – e orou o L-ord, e chorou abundantemente “. (I Samuel 1: 9)

Diante do tabernáculo em Shilo, Hanna ora por um filho. D’us respondeu à oração de Hanna, eo filho nascido dela iria crescer para ser Shmuel (Samuel), o profeta. Shmuel acabaria por revelar ao rei Davi, o local exacto em que o Templo Sagrado estava a ser construído, no Monte Moriá, em Jerusalém. (Yalkut Shimoni)

Um Ladrão na Noite

Um Ladrão na Noite

Thomas Ice

Portanto, vigiem, porque vocês não sabem em que dia virá o seu Senhor. Mas entendam isto: se o dono da casa soubesse a que hora da noite o ladrão viria, ele ficaria de guarda e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Assim, também vocês precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam” (Mt 24.42-44, NVI).

Para muitos de nós, nascidos por volta da década de 1950, o início dos anos 1970 foi um tempo bem estimulante! O Movimento de Jesus viu centenas de milhares de jovens virem a Cristo. Foi um tempo no cristianismo dos Estados Unidos em que houve grande ênfase na profecia bíblica, especialmente no Arrebatamento da Igreja.

Embora eu tivesse crescido na igreja, fui pela primeira vez apresentado à profecia bíblica e ao Arrebatamento durante essa época, quando estava terminando a adolescência. Havia um ar de expectativa de que Cristo poderia realmente vir para Sua Igreja a qualquer momento, o que não vi acontecer desde aqueles dias. Naquela época, muitos estavam aguardando a vinda do Senhor enquanto alcançavam os perdidos com o Evangelho para que eles não perdessem o Arrebatamento. Eu tinha muitos amigos que aceitaram a Cristo durante aqueles dias por causa da urgência da hora.

Evangelismo nos anos 1970

Primeiro, creio que o Espírito Santo estava extremamente ativo, movendo-se sobre minha geração rebelde como Ele jamais havia feito. O Senhor usou livros como O Grande Planeta Terra, de Hal Lindsey, o qual certamente fez milhões virem a Cristo por meio de sua influência. Filmes como A Thief in the Night [Um Ladrão na Noite], de Russell Doughten,[1] ensinavam sobre o Arrebatamento antes da Tribulação e também foram um catalisador que levou muitas pessoas a Cristo. Doughten apresenta o Arrebatamento como Cristo vindo feito um ladrão na noite.

Começando em 1969, surgiu em cena o que foi na época chamado de música “Jesus Rock” [N.T.: um trocadilho entre Jesus como sendo a Rocha, e o Rock de Jesus]. O enfoque de grande parte da música do movimento incluía a crença de que Jesus voltará em breve e que é melhor você confiar nEle como Salvador para não perder o Arrebatamento. Larry Norman foi considerado o fundador e líder do “Jesus Rock”, com sua conhecida canção sobre o Arrebatamento “I Wish We’d All Be Ready” [Gostaria Que Todos Estivéssemos Prontos]. Larry compôs uma outra canção, em torno de 1970, chamada “Right Here in America” [Bem Aqui na América], uma balada de sete minutos e meio sobre a vinda da perseguição sobre os cristãos.

Ele colocou as seguintes palavras na canção:

Oro para que nós, cristãos, nos levantemos do sofá,
E fiquemos em pé em favor do que cremos.
O tempo é muito curto e Cristo está voltando.
É melhor nos aprontarmos para partir.
Nós, que somos cristãos, deveríamos acender a luz,
Para que a luz brilhe como o dia.
Jesus virá como um ladrão na noite,
E levará todos os que O amam.

A letra também vê a vinda de Cristo no Arrebatamento como “um ladrão na noite”. Para mim, isto levanta a questão: o Arrebatamento está ou não diretamente ligado com o tema “um ladrão na noite”.

Uso bíblico

A idéia do “ladrão” em relação à vinda de Cristo é usada sete vezes, apenas no Novo Testamento (Mt 24.43; Lc 12.39; 1Ts 5.2,4; 2 Pe 3.10; Ap 3.3; Ap 16.15). Cristo usa “um ladrão vindo no meio da noite” na ilustração do pai de família sensato apresentada em Mateus e Lucas (Mt 24.43; Lc 12.39). Nenhum desses textos se refere ao Arrebatamento da Igreja; em vez disso, ambos os contextos apóiam a noção de que Jesus se referiu à Sua Segunda Vinda. Nessas passagens Jesus fala da nação de Israel durante o tempo da Tribulação de sete anos, quando os crentes judeus fiéis daquela época estarão aguardando o retorno do Senhor, diferentemente daqueles que não estavam esperando pela chegada do Messias em Sua primeira vinda.

À medida que nos movemos cronologicamente através do cânon do Novo Testamento, chegamos a uma importante passagem dos escritos de Paulo que se refere duas vezes a um ladrão vindo de noite (1Ts 5.2,4). 1 Tessalonicenses 5.1-11 é uma seção que segue o parágrafo anterior (1Ts 4.13-18), no qual Paulo fala sobre o Arrebatamento (1Ts 4.17). Paulo usa a frase transitiva do grego peri de (“relativamente”) em 1 Tessalonicenses 5.1, à medida que muda do assunto profético do Arrebatamento para “o Dia do Senhor”.

John MacArthur explica o significado:

Paulo empregou palavras gregas conhecidas para indicar a mudança referente aos tópicos dentro do mesmo tema geral da profecia (cf. 4.9,13; 1Co 7.1,15; 8.1; 12.1; 16.1). A expressão aqui aponta para a ideia de que, num contexto mais amplo sobre o tempo final da vinda do Senhor Jesus, o tema está mudando de uma discussão a respeito do arrebatamento dos cristãos para o julgamento dos incrédulos.[2]

Deve-se observar que Paulo identifica claramente seu tópico como “o dia do Senhor”, que “vem como ladrão de noite” (1Ts 5.2b). O Arrebatamento não é mencionado como algo que vem como um ladrão à noite. O versículo 3 nos fala daqueles que estarão dizendo: “Paz e segurança, então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão”. Os incrédulos, descritos como “das trevas” (v. 5), são aqueles que serão pegos desprevenidos e despreparados para a ira de Deus durante a Tribulação.

Na verdade, o versículo 9 lembra aos crentes que eles não experimentarão a ira de Deus durante a Tribulação, pois diz: “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (1Ts 5.9). O meio de livramento da ira de Deus será o Arrebatamento da Igreja mencionado por Paulo no final do capítulo 4.

A figura do ladrão também é usada em 2 Pedro 3.10, onde o Dia do Senhor é o assunto abordado por Pedro. Fica bem claro que essa passagem não é uma referência ao Arrebatamento, uma vez que diz: “Os céus desaparecerão com um grande estrondo, os elementos serão desfeitos pelo calor, e a terra, e tudo o que nela há, será desnudada”.

“Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você” Apocalipse 3.3

As duas últimas referências ao tema do ladrão ocorrem em Apocalipse 3.2 e 16.15. Jesus está falando diretamente à igreja carnal de Sardes, a quem Ele diz para acordar da inércia espiritual e se arrepender: “Mas se você não estiver atento, virei como um ladrão e você não saberá a que hora virei contra você” (v.3 – NVI). Esta passagem certamente não está relacionada ao Arrebatamento, mas a uma promessa de juízo para aqueles dentro da Igreja que não se arrependerem.

Apocalipse 16.15 é um enunciado intercalado que ocorre entre a sexta e a sétima taça de juízo. Desta forma, dezoito dos dezenove juízos da Tribulação já aconteceram. Como a última taça de juízo está associada à preparação para a Segunda Vinda de Cristo, ela é uma admoestação para os santos da Tribulação observarem os sinais que apontam para o retorno de Cristo, o que está descrito na segunda metade de Apocalipse 19. Esta certamente não é uma referência ao Arrebatamento.

Conclusão

Embora haja outras questões de maior importância do que analisar se o Arrebatamento pode ser comparado com a chegada de um ladrão na noite, creio que é importante manejarmos adequadamente a Palavra de Deus (2Tm 2.15), relacionando frases e descrições bíblicas da mesma forma que a Bíblia o faz. Pode acontecer que, quando aplicamos mal o imaginário bíblico, não apenas criamos associações falsas, mas também deixamos escapar a aplicação do tema que a Bíblia está realmente ensinando. Este poderia ser o caso da linguagem do ladrão na noite.

A figura do ladrão na noite nunca se aplica ao Arrebatamento. Tal linguagem é geralmente descritiva dos incrédulos e da ira de Deus ou do juízo relacionado com a Tribulação ou com a Segunda Vinda. A figura de um ladrão na noite mostra que ela se aplica aos incrédulos que são pegos desapercebidos, uma vez que eles nunca realmente crêem que Deus vai julgar a história. O incrédulo pensa que vai sair impune, mesmo ignorando Deus por toda a sua vida; portanto, Deus não é um fator decisivo, pensa ele.

O que a Bíblia quer enfatizar é: “Algum dia ele vai ter uma grande surpresa”, exatamente como o indivíduo que é roubado por um ladrão. Ser roubado é um acontecimento que interrompe o estado normal de voltarmos para casa todos os dias, encontrando-a da maneira como deveria estar. Como o aluno indolente, que nunca está pronto para o exame e, portanto, é pego desprevenido quando chega realmente a hora da prova, assim o incrédulo nunca estará preparado, já que ele não acredita em Deus de jeito nenhum, ou não acredita que Deus um dia o responsabilizará por seus erros.

A canção de Larry Norman diz: “Jesus virá como um ladrão na noite, e levará todos os que O amam”. Cristo não levará nada como um ladrão no Arrebatamento. Ele virá para Sua Noiva – a Igreja, o Corpo de Cristo. Os crentes são chamados “filhos da luz” em 1 Tessalonicenses 5.5 e instruídos por Paulo a ficarem despertos durante o tempo presente, que antecede o Arrebatamento, ao qual ele dá o nome de noite. “Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas” (1Ts 5.4-5). No contexto de 1 Tessalonicenses 5, o dia se refere ao Dia do Senhor, que é o tempo da ira de Deus, que geralmente chamamos de Tribulação.

Os acontecimentos dos últimos dias pegarão o mundo desapercebido, já que, mesmo em seus sonhos mais desvairados, as pessoas não crêem que aqueles cristãos malucos e sua Bíblia poderiam estar certos. Todavia, nós, crentes, conhecemos a verdade e não nos surpreenderemos quando os acontecimentos da profecia bíblica começarem a se desenrolar. Maranata! (Thomas Ice – Pre-Trib Perspectives – Chamada.com.br)

Thomas Ice é diretor-executivo do Pre-Trib Research Center. Ele é autor de muitos livros e um dos editores da Bíblia de Estudo Profética.

Notas:

  1. Russell S. Doughten, Jr., A Thief in the Night [Um Ladrão na Noite] (1972).
  2. John MacArthur, ed., Bíblia de Estudo MacArthur, p. 1643.

Stuart Edmund McNair (1867-1959)

Stuart Edmund McNair (1867-1959)

Obra e Biografia

Stuart Edmund McNairStuart Edmund McNair (1867-1959) –HPD 118 (Tradução) – Deus vos guarde pelo seu poder

Stuart Edmund McNair nasceu a 8 de março de 1867 na Inglaterra e partiu para o Senhor em 1959, no Brasil, mais precisamente na cidade de Teresópolis RJ. Entre os muitos hinos; que escreveu ou traduziu, 57 aparecem em Hinos e Cânticos. Ao partir da Inglaterra em 1891, com destino a Portugal, McNair atendia a uma oferta de emprego numa firma de engenharia. Talvez não lhe passasse pela mente a ideia de vir ao Brasil e, sem dúvida, não podia sequer imaginar quão grande obra o Senhor tencionava fazer por meio dele em nosso país.

Chegando a Lisboa, onde fixou residência, ele associou-se ao irmão George Howes (1873-1945) no serviço do Evangelho. E o hinário, que Holden1 deixara na segunda edição, recebeu por parte de McNair e Howes uma atenção especial. Com muito esforço e entusiasmo veio a lume a 3a. Edição em 1898, doze anos após a partida de Holden para Cristo, edição essa consideravelmente aumentada e sensivelmente aperfeiçoada.

Foi em maio de 1896 que McNair desembarcou no Rio de Janeiro, desejoso de ensinar a Palavra de Deus e pregar o santo Evangelho. Mantivera correspondência com o irmão J. F. Barbosa, um dos elementos mais destacados no grupo de crentes que, como fruto do trabalho profícuo de Richard Holden, reunia-se unicamente em Nome do Senhor, sem bandeira denominacional. O grupo reunia-se, então, na residência do irmão Daniel Faria. Desejoso de ajudar esses irmãos em seu desenvolvimento espiritual foi que Me Nair decidiu partir para o Brasil.

Foi num barracão apertado e muito quente, nos fundos da casa de Daniel Faria, que McNair teve a sua primeira residência no Brasil. Daniel foi para ele um companheiro alegre e prestativo durante os primeiros anos do seu ministério, deixando-lhe boas e agradáveis recordações.

Começando na então Capital Federal, McNair prosseguiu pelo estado do Rio de Janeiro, estendendo o seu ministério evangelístico e didático às localidades de Paiacambi, Mendes, Pati do Alferes, Petrópolis, São José do Rio Preto, Barreiro (Itaperuna),e muitas outras.. No estado de Minas Gerais, trabalhou em Carangola onde, na zona rural denominada Conceição do Carangola, fundou uma Escola Bíblica. Ali o exímio mestre da Palavra que foi o irmão Harold St. John, notável obreiro cujo ministério tem sido apreciado em várias partes do mundo.

Semelhantes veículos de ensino foram por ele promovidos em Portões e Divisório (Muriaé), em Minas Gerais, e em Barreiro (Itaperuna), no estado do Rio de Janeiro. Ele viajou muitas léguas a cavalo, cortando os sertões, cruzando a extensa região denominada Zona da Mata, bem como o longo Vale do Rio Doce, beneficiando com seu ministério os estados de Minas e Espírito Santo. Por todas essas extensas áreas, construiu dezenas de casas de oração. Trabalhou também na cidade de Recife em Pernambuco.

Voltou a Portugal, onde permaneceu oito anos, ao fim dos quais, atendendo a um chamado inesperado, veio para uma cidade do Maranhão a fim de cooperar no ensino da Palavra. Esperava fazer o trabalho e regressar a Portugal, ali permanecendo definitivamente, mas o Senhor mostrou-lhe que outro era o Seu plano, pois, chegando novamente aos locais onde iniciara as suas atividades e constatando o progresso ocorrido, constatando, ainda, a vastidão do promissor campo missionário brasileiro, sentiu-se movido a permanecer neste país.

Em 1933, já impossibilitado fisicamente de fazer longas viagens a cavalo, fixou residência em Teresópolis, onde fundou a Casa Editora Evangélica. Dali serviu o Brasil com farta e proveitosa literatura, publicando os seus próprios escritos e também de outros autores. Foi redator do periódico Boletim Evangélico, fundado em 1927, o qual foi sucedido pela Biblioteca Evangélica. Escreveu os seguintes livros: Pequeno Dicionário Bíblico, A Bíblia Explicada, Cartas Ocasionais, Palestras com os Meninos, A Vida Cristã, Consultório Espiritual e O Guia do Pregador, além de outros. E foi da Casa Editora Evangélica que saiu, em 1939, á primeira edição de HINOS E CÂNTICOS COM MÚSICA.

Na madrugada de 10 de janeiro de 1959, McNair passou tranquilamente para o seu repouso eterno na presença do Senhor, a Quem com tanta dedicação serviu durante a maior parte dos seus 92 anos de existência.

Fonte: Autoria/Fonte: Verdade Viva

http://www.verdade-viva.net/biografias-cristas/291-stuart-edmund-mcnair.html

Nota: 1 Richard Holden (nasc. em Dundee, 1828, — fal. em Lisboa, janeiro de 1886) foi um missionário escocês, um dos pioneiros do Protestantismo no Brasil.

Descobrindo Nossas Raízes Bíblicas no Israel Moderno

Descobrindo Nossas Raízes Bíblicas no Israel Moderno

Charles Dyer

Israel é um país totalmente moderno com importantes cidades, auto-estradas avançadas e trânsito intenso. Mas será que os pitorescos sítios e costumes antigos dos tempos da Bíblia desapareceram em meio a toda essa expansão urbana? Felizmente, a resposta é não.

Embora algumas vistas tenham desaparecido, muitas permanecem. E aqueles que visitam Israel agora realmente têm a oportunidade de se conectar a suas raízes bíblicas de maneiras que não eram possíveis algumas décadas atrás.

Venho observando Israel se desenvolver e mudar nesses 30 anos que tenho viajado para lá, e em alguns lugares o progresso resultou na perda daqueles “Momentos Kodak”, que ajudaram a ilustrar a Bíblia. Ainda suspiro quando dirijo meu carro por uma cidade moderna que agora cobre a encosta da colina em que uma caverna natural serviu como aprisco que ajudou a trazer João 10 à vida. Todavia, para cada local que desapareceu, novos sítios foram descobertos.

Na verdade, agora é o melhor momento para aqueles que estão buscando suas raízes bíblicas viajarem para Israel. E eu digo isso por causa de três razões práticas.

1. Aumento na Disponibilidade dos Sítios

Minhas primeiras visitas a Israel foram com grupos de estudantes. Visitamos os sítios não acessíveis à maioria dos turistas. Naqueles dias, visitar o monte Arbel significava dirigir o carro ao longo de uma estrada não-pavimentada através de uma comunidade judaica de fazendas e depois pegar carona por alguns quilômetros, subindo por um caminho de terra. Hoje, o sítio é um parque nacional. A estrada é pavimentada e a caminhada é de menos que um quilômetro. Como resultado, mais pessoas podem desfrutar daquela inesquecível vista do Mar da Galiléia.

Umas poucas décadas atrás, visitar Beth-Shean significava dirigir seu carro até as ruínas do teatro romano e olhar atentamente sobre um campo gramado até a colina onde naquela época ficava a cidade do Antigo Testamento. Hoje, os turistas caminham do teatro em direção à colina por uma antiga rua romana, visitam o complexo de banhos e ficam ao lado das colunas que tombaram em um forte terremoto que destruiu aquela que havia sido uma grande cidade. Beth-Shean é a Pompéia de Israel, e as ruínas (ainda sendo descobertas) são fascinantes.

Atualmente, os que visitam as Colinas de Golan podem dirigir seu carro até o monte Bental, uma cratera vulcânica extinta que abriga uma base desativada do exército israelense. O sítio, aberto ao público apenas alguns anos atrás, proporciona uma vista sem paralelos do monte Hermon e da Síria – e ajuda os visitantes a realmente entender o significado geográfico das Colinas de Golan.

A própria Jerusalém possui mais sítios disponíveis ao público. Depois que Israel reunificou a cidade, em 1967, os arqueólogos finalmente tiveram a oportunidade de fazerem amplas escavações ali. O que eles descobriram é simplesmente espetacular. Agora pode-se visitar a escadaria que antigamente levava ao monte do Templo, pode-se caminhar pela rua que se estendia desde o Templo até o tanque de Siloé, ou passar pelo sinuoso túnel cananeu que desviava a água da fonte de Gihon para o vale do Cedrom – muito possivelmente a “passagem de água” que Joabe atravessou para capturar a cidade para Davi (2Sm 5.8).

A listagem dos novos sítios por todo o Israel é impressionante, e continua a crescer: o túnel de água em Berseba; o complexo do portão e o lugar alto em Tel Dan; o tanque de Siloé, do século I, em Jerusalém. Estes são todos adições relativamente recentes à crescente lista de lugares abertos a turistas. E vale a pena visitar todos!

2. O Aumento da Acessibilidade dos Sítios

Os sítios bíblicos não são apenas mais numerosos; eles são também mais acessíveis. Minha primeira visita às Cavernas de Bell em Beit Guvrin foi um passeio de ônibus subindo por uma estrada empoeirada, seguida por uma ardorosa subida a um aterro elevado. E o que dizer de banheiros? “Homens à direita e mulheres à esquerda”. Atualmente, o sítio é um parque nacional, e uma estrada pavimentada leva a caminhos bem marcados e a modernos banheiros.

Beth-Shean.

A Reserva Natural de Tel Dan é uma porção incrível de Israel, que surpreende a maioria dos visitantes com suas correntezas de água e sua abundante vegetação. Uma visita em tempos passados exigia a agilidade de um cabrito montês, mas atualmente um caminho de madeira, com corrimãos, torna pelo menos parte do sítio acessível aos que têm menor facilidade de locomoção.

A terra de Israel é montanhosa e rochosa, e muitos sítios ainda se apresentam como desafios. Mas Israel está fazendo muito para tornar aqueles locais mais adequados ao usuário. Lugares como Massada estão se tornando mais acessíveis a pessoas em cadeiras de roda, e mesmo o jardim do Sepulcro agora possui rampas para cadeiras de roda. Visitantes com dificuldades de locomoção agora têm maior acesso aos sítios do que em qualquer tempo no passado.

3. Aumento de Visualização

Disponibilidade e acessibilidade são importantes. Mas ser capaz de chegar a um sítio não quer dizer necessariamente que os visitantes entenderão seu significado bíblico. Lembro-me de incontáveis vezes em que as pessoas traziam-me suas fotos de Israel e perguntavam: “O que eu estou vendo aqui?”.

Durante décadas, o melhor instrumento para se entender Jerusalém nos tempos de Jesus era a maquete de Jerusalém no Hotel Holy Land. A maquete agora foi transferida para o Museu de Israel. E a melhor notícia é que isto está sendo acrescentado a uma série de outros esforços para se visualizarem sítios e descobertas em todo aquele território. Na verdade, uma das maiores mudanças que ocorreram em Israel nos últimos anos foi a adição de sinalização, maquetes, filmes e outras experiências de imersão para ajudar os visitantes a visualizar os sítios e perceber sua significação bíblica e histórica.

Essa nova sinalização e maquetes estão ajudando a trazer muitos sítios à vida. Em alguns locais, como Megido, o melhoramento é tão simples quanto uma escultura de um cavalo próximo a uma manjedoura de pedra. Em outros sítios, pode ser a adição de um versículo bíblico, como aquele no lugar alto em Tel Dan recontando a construção de um templo que Jeroboão ergueu ali.

As mudanças de alta tecnologia atraem a geração mais jovem. O vídeo perto da entrada da escadaria do Templo em Jerusalém ajuda a visualizar a grandiosidade do Templo de Herodes. O filme 3-D na Cidade de Davi conta a história de Jerusalém de uma maneira biblicamente acurada e visualmente atraente. E o novo filme em Cesaréia capacita os visitantes a traçar a história do sítio desde Herodes o Grande até os dias de hoje.

Talvez o impacto mais importante sobre os visitantes atualmente esteja acontecendo nas experiências de imersão que agora fazem parte de tantas viagens a Israel. O velho passeio de barco pelo Mar da Galiléia em barcos brancos foi substituído por réplicas maiores de barcos do tempo de Jesus – que se completa com demonstrações de como atirar uma rede de pesca ao mar.

Passar algumas horas no Vilarejo de Nazaré é uma viagem de volta aos dias de Cristo. Pode-se ver um agricultor arar a terra, plantar e colher; pode-se ver um pastor cuidando de seu rebanho; pode-se visitar a oficina de um carpinteiro do primeiro século; olhar dentro de uma cisterna; ou observar a fraca luz produzida por uma lamparina do primeiro século.

Estas são experiências viscerais que fazem com que as imagens e ilustrações da Bíblia se tornem verdadeiras. Da mesma maneira, o imaginário agrícola do Antigo Testamento assume novo significado depois que se caminha pela Biblical Landscape Reserve [Reserva da Paisagem Bíblica] em Neot Kedumim. Então você entende o que a Bíblia quer dizer quando fala que o sábio Rei Salomão: “Descreveu as plantas, desde o cedro do Líbano até o hissopo que brota nos muros” (1Rs 4.33).

Será que os que visitam Israel atualmente ainda conseguem descobrir suas raízes bíblicas? A resposta é um sonoro sim. Hoje, mais do que nunca, os locais descritos na Bíblia aguardam sua chegada. Mas certifique-se de se preparar bem antes de ir. Leia sobre os locais que você irá visitar. Leve consigo uma boa câmera digital e cartões de memória adicionais. E esteja preparado para que seu conhecimento bíblico aumente exponencialmente à medida que você encontra a terra na qual tudo aconteceu. (Charles Dyer – Israel My GloryBeth-Shalom.com.br)

A Fidelidade de Deus a Israel

A Fidelidade de Deus a Israel

Mark Hitchcock

“Você jamais entenderá a fidelidade de Deus se sempre examinar os efeitos em curto prazo” (Paul S. Rees).

Depois da destruição do Segundo Templo judeu, no ano 70 d.C., um grupo de rabinos acompanhou o rabi Akiva até Jerusalém. Quando chegaram ao monte Scopus e puderam ver o local do Templo, eles rasgaram suas vestes. Ao chegaram ao monte do Templo, viram uma raposa fugir em disparada do lugar onde tinha sido o Santo dos Santos dentro do Templo Sagrado. Os outros rabinos começaram a chorar, mas rabi Akiva riu.

“Akiva”, disseram a ele, “você sempre nos surpreende. Nós estamos chorando e você ri?”.

Mas rabi Akiva perguntou “E por que vocês estão chorando?”.

Os rabinos responderam: “O quê? E não deveríamos chorar? O lugar sobre o qual as Escrituras afirmam: “o estranho que se aproximar morrerá” (Nm 1.51), tornou-se um covil de raposas. De fato, este é o cumprimento do versículo: “Pelo monte Sião, que está assolado, andam as raposas” (Lm 5.18)”.

“É exatamente por isso que estou rindo”, respondeu Akiva. “Pois, assim como vimos as profecias sobre a destruição de Jerusalém se cumprirem, também sabemos que as profecias sobre a futura consolação serão cumpridas. Eu ri porque me lembrei dos versículos: ‘Ainda nas praças de Jerusalém sentar-se-ão velhos e velhas, levando cada um na mão o seu arrimo, por causa de sua muita idade’ (Zc 8.4) e ‘As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão’ (Zc 8.5). O Santo, bendito seja Ele, declarou que, assim como as primeiras profecias se cumpriram, também acontecerá com as últimas. Estou alegre porque as primeiras já aconteceram, pois as últimas se cumprirão no futuro”.

As praças da cidade se encherão de meninos e meninas, que nelas brincarão (Zc 8.5).

O rabi Akiva estava absolutamente certo. Deus é fiel. Ele é fiel a Suas promessas e a Seu povo. Mas, devemos nos lembrar de que a fidelidade de Deus é como uma faca de dois gumes. Freqüentemente pensamos nela apenas em termos de confiança e bênçãos. Mas Ele também é fiel em realizar Suas ameaças e maldições. Israel tem sido o recipiente da fidelidade de Deus em ambas as áreas.

Como as pessoas, durante toda a história, têm testemunhado a aflição do povo judeu, sua deportação, e até mesmo sua quase destruição, são tentadas a dizer que Deus se esqueceu de Seu antigo povo e o deixou de lado. Mas nada poderia estar mais errado.

Deus tem sido inabalavelmente fiel à Sua aliança. Por meio de Moisés, Ele falou aos israelitas o que aconteceria se eles Lhe obedecessem e o que aconteceria se eles Lhe desobedecessem. Deuteronômio 28 explica claramente as bênçãos e as maldições da aliança. O fato de que Deus é fiel no cumprimento das maldições na verdade prova que Ele será igualmente fiel em proporcionar-lhes Suas bênçãos.

Assim como as maldições eram literais, as bênçãos são literais. O fato de Israel ter sido espalhado foi literal e assim também é o reajuntamento de Israel. No livro mais escuro da Bíblia, Lamentações, a cidade de Jerusalém e o Templo de Salomão estão em ruínas. Em meio à devastação, o profeta Jeremias, como o rabi Akiva, viu um raio de esperança:“pois, ainda que entristeça a alguém, usará de compaixão segundo a grandeza das suas misericórdias” (Lm 3.32).

Mesmo em tempos de severa disciplina, Deus tem preservado fielmente o Seu povo. Você já notou que todas as vezes que alguém tentou exterminar o povo judeu, este acabou tendo uma festa comemorativa? Faraó tentou, e eles receberam a Páscoa. O tiro de Hamã saiu pela culatra e eles ganharam o Purim. A ira de Antíoco IV no Período Intertestamentário resultou na Festa das Luzes, geralmente chamada de Hanukkah. E o ódio de Hitler levou ao 14 de maio de 1948, a fundação do moderno Estado de Israel.

A cada guinada e reviravolta, Deus tem sido fiel a Israel. A despeito das inúmeras deportações, sendo que a última durou 1.900 anos, para 70 nações, o povo judeu permaneceu distinto. No final do século XIX, até mesmo a língua hebraica foi reavivada e restaurada. A formação do moderno Israel, contra todas as probabilidades, freqüentemente denominada de “O Milagre do Mediterrâneo”, pode ser o maior milagre do século XX.

Randall Price, arqueólogo e presidente dos World of the Bible Ministries [Ministérios do Mundo Bíblico], escreveu:

O fato da continuidade do povo judeu é ainda mais notável à luz do testemunho da história sobre exílio e o retorno do exílio. Em toda a história humana houve menos de dez deportações de um grupo de pessoas de sua terra natal. Esses grupos de pessoas desapareceram na história porque foram assimilados pelas nações para as quais foram exilados. Contudo, o povo judeu não experimentou simplesmente um único exílio, mas múltiplos exílios. (…) O contraste com outros exílios históricos não deve ser negligenciado. Enquanto outros grupos de pessoas foram exilados para um país, os judeus foram dispersos entre muitos países diferentes, e, de fato, foram espalhados por todas as partes da terra. (…) Sobretudo, o povo judeu é o único povo que retornou em massa à sua antiga terra natal e que restaurou sua independência nacional, estabelecendo seu Estado anterior. (…) Qualquer um desses fatos sobre a sobrevivência de Israel seria notável, mas, tomados juntos, são um verdadeiro milagre.[1]

O mesmo Deus que fez Suas promessas a Israel e as cumpriu fielmente, manterá Sua Palavra a todos nós que confiamos nEle para nos salvar e nos levar até o fim (Fp 1.6).

O estabelecimento do Israel moderno é impressionante em si mesmo, mas o fato de que o país está sobrevivendo e florescendo há 65 anos em meio a um mar de inimigos é testemunho adicional da fidelidade de Deus à Sua promessa: “É certo que não dormita, nem dorme o guarda de Israel” (Sl 121.4).Nesses eventos, Deus está estabelecendo o palco para os acontecimentos dos tempos do fim e para a restauração final do Seu povo à Terra Prometida.

Todo visitante a Israel que chega de avião entra no país do mesmo jeito: através do controle de passaportes no Aeroporto Internacional Ben Gurion em Tel Aviv. Assim que passa por esse controle e está para sair do aeroporto, você é saudado por uma enorme e colorida tapeçaria, que o recebe no país, dando-lhe boas-vindas. Milhões de pessoas têm ido e vindo por esse aeroporto, mas provavelmente a maioria nunca notou aquele grande sinal de “boas-vindas”. Nessa tapeçaria estão representadas milhares de pessoas movendo-se continuamente através das portas da cidade de Jerusalém. Nela está escrito, em hebraico, um texto profético do livro de Jeremias, que fala sobre a reunião dos exilados: “Há esperança para o teu futuro, diz o Senhor, porque teus filhos voltarão para os seus territórios” (Jr 31.17).

Se os imigrantes judeus recentemente chegados conseguem ou não ler as palavras, ainda assim a lição é entendida, pois aqueles que estão voltando para casa são parte do propósito presente de Deus em reunir o Seu povo em fidelidade ao cumprimento de Sua antiga promessa.[2]

Alguém pode perguntar por que é tão significativo para os cristãos hoje que Deus seja fiel a Israel. A razão é simples e sublime. Se Deus foi e é fiel a Israel, então podemos ter a firme confiança de que Ele será fiel a todos os que confiam em Seu Filho. O mesmo Deus que fez Suas promessas a Israel e as cumpriu fielmente, manterá Sua Palavra a todos nós que confiamos nEle para nos salvar e nos levar até o fim (Fp 1.6).

O mesmo Deus da paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Fiel é o que vos chama, o qual também o fará” (1Ts 5.23-24). (Mark Hitchcock — Israel My Glory— Beth-Shalom.com.br)

Mark Hitchcock é um destacado especialista em profecias bíblicas, autor prolífico e pastor-titular da Faith Bible Church (Igreja Bíblica da Fé) em Edmond, Oklahoma (EUA).